Fazer o básico? Não seja tolo.

Um policial é diferente? Só porque realiza uma atividade diferente das demais? O que os tornam importantes para a sociedade?

Acredito que a resposta para todas estas perguntas é que quando eles atuam ativamente no exercício da profissão, estão ajudando alguém. E somente recebe ajuda aquele que precisa.

O serviço policial é, por natureza, por essência, uma atividade complexa; isso todos sabem desde muito tempo. E para a execução desta atividade de maneira exemplar é necessário muito empenho, muita dedicação.

E quando o agente declara que vai fazer somente o mínimo necessário, que não vai se empenhar nas execução de suas atividades? Está aqui assumindo uma posição de fracasso, de perda, de abandono.

Ao assumir tal postura, podemos neste mesmo instante, declarar o abandono pela causa da proteção ao cidadão, que ele mesmo, seus amigos e principalmente familiares, usufruem ou usufruíam até então com tranquilidade, devido o seu empenho no trabalho. O aumento do crime incide na vida de todos esses personagens citados acima, mais ainda na vida do policial, principalmente quando este aposenta-se do serviço.

Então, declarar que somente fará o básico, porque não há um benefício qualquer que seja em continuar a defender o cidadão é assumir o extremo da ignorância, da estupidez e da falta de percepção de uma realidade que envolve todos sem exceção.

Não haverá sucesso nas ações policiais se não houver empenho dos integrantes da Instituição policial, o conjunto de habilidades que eles possuem somente alcançarão um nível de excelência se e somente se, cada um deles dedicar-se e empenhar-se de forma única e exclusiva nas ações policiais, sejam elas de caráter repressora ou ainda de manutenção da sensação de segurança da população(ações passivas).

Cada profissional deve atuar consciente de que as consequências de suas ações são importantes e no instante em que cada um deixa de cumprir seu papel, haverá uma brecha para o fracasso, que poderá, em determinados momentos, comprometer a vida de alguém. Esse alguém será de um familiar seu? pode ser que sim, pode ser que não! Vai depender de quem?

Uma pena que isto não tenha sido dito aos tantos profissionais que estão por ai.

Força e Honra!

Via @bberlanda

Não É Fácil (Super-Homem)
 
Estou cansado de voar
Não sou tão tolo
Só estou tentando achar
A melhor parte de mim
Sou mais que um pássaro
Sou mais que um avião
Mais que um rostinho bonito ao lado de um trem
Não é fácil ser eu
Queria poder chorar
Cair de joelhos
Encontrar uma maneira de mentir
Sobre um lar que nunca verei
Pode parecer absurdo
Mas não seja tola
Até heróis têm o direito de sangrar
Eu posso estar confuso
Mas você não vai ceder
Até heróis têm o direito de sonhar
Não é fácil ser eu
Acima, acima e longe, longe de mim
Mas tudo bem
Vocês podem todos dormir sossegados essa noite
Eu não sou louco nem nada parecido
Estou cansado de voar
Não sou tão tolo
Homens não foram feitos para andar
Com as nuvens entre seus joelhos
Sou só um homem numa boba capa vermelha
Cavando por kriptonita nessa rua só de ida
Sou só um homem numa capa vermelha engraçada
Buscando por algo especial dentro de mim, dentro de mim,
Dentro de mim, Yeah dentro de mim, Dentro de mim
Sou só um homem numa boba capa vermelha
Só um homem buscando por um sonho
Sou só um homem numa capa vermelha engraçada
Não é fácil… Uh… Uh… Uh…
Não é fácil ser eu…
Anúncios

Tags:, , , , , , , ,

About Carlos Melo

Especialista em Segurança Pública, formado pela Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB, 1997). Exerceu cargo na Polícia da ONU (UNPOL) na Missão das Nações Unidas em Timor Leste(UNMIT -2008 e 2009), onde trabalhou em ações de investigador. Instrutor de alguns cursos na PMDF, dentre estes, do Curso de Operações Especiais, especialista em técnicas e táticas de resgate de reféns, tiro policial e gerenciamento de crises. Também ministrou palestra vários organismos públicos e privados, sobre ameaças de bomba e seqüestro relâmpago. Especialização Inteligência Estratégica e segurança da informação.

2 responses to “Fazer o básico? Não seja tolo.”

  1. Paulo Souza says :

    Ocorre que na historia da humanidade nenhuma evolução aconteceu sem que se admitisse que ter-se-ia algum prejuízo a curto prazo em beneficio de ganhos a longo prazo. Se não fosse assim a POLÍCIA FEDERAL, a POLÍCIA RODOVIARIA FEDERAL e a POLÍCIA CIVIL DO DF ainda estariam relegadas ao atraso!

    • Carlos Melo says :

      Mas em relação a todas estas Instituições que vc citou, são empresas públicas, o que dificulta uma cobrança direta daquele que seria o “empregador”. Concordo com vc!
      O fato é que se estivéssemos na iniciativa privada, fazer o básico não iria garantir um aumento salarial, muito menos, a manutenção do emprego.
      Acredito e ainda defendo que com um bom serviço, teremos mais moral ainda para cobrar.
      Vamos em frente!
      Força e Honra!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: