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Atendimento de ocorrências policiais do futuro – como serão.

A capital federal possui atualmente câmeras de alta definição em seus principais pontos, bem como ao longo das principais rodovias, gravando com áudio o som dos carros, com um software que possibilita dividir e selecionar a conversa de mil pessoas em cada quadro de vídeo gravado com precisão.

O acionamento da polícia e dos bombeiros se dá também por SMS geolocalizado, bem como pelas câmeras interativas instaladas pelo centro da cidade, onde cada cidadão acena para a câmera e um alarme aciona o Centro de Operações da Polícia – COPOL( Sim, as polícias foram unificadas), com a ativação do sistema, o operador visualiza a ocorrência e através de um vídeo pode definir quantas viaturas mandar. Cada poste de iluminação possui uma câmera simples, com capacidade de armazenar imagens e ser acionada pelo operador do COPOL imediatamente após a ativação do sistema pelo cidadão. A tecnologia das câmeras acionadas por gestos foi uma evolução do jogo kinect, lançado no ano de 2010.

Todo este sistema foi montado inicialmente na região central de Brasília depois do crime acontecido na região do Congresso Nacional, onde um grupo de pessoas, todas elas portando fuzis, atiraram contra as janelas do anexo Congresso Nacional, ferindo 23 e matando outras 15 pessoas que estavam trabalhando numa tarde de quarta-feira. O secretário de Segurança percebeu que espalhar o mesmo sistema pelas saídas da cidade, bem como nas regiões mais precárias rendeu um bom resultado político para o Governo local, que estava em baixa no ano anterior. Com a consecução do atentado mais bárbaro ocorrido desde a inauguração da cidade, aquela foi a melhor saída em termos de prevenção em segurança pública.

Os agentes policiais que trabalhavam em viaturas, compostas por dois policiais apenas eram munidos de uma tecnologia de ultima geração. Cada policial recebia em sua Unidade policial um tablet e um smartphone, sendo que os policiais que rondavam à pé, faziam tudo num aparelho de tamanho intemediário; todos ligados a uma rede de dados 6G. Todo atendimento, por mais simples que fosse era anotado; única herança que restou do policiamento comunitário dos anos de 2000-2010. Crimes simples, eram atendidos no local, com atendimento e video conferência com magistrados, num sistema on line, onde até a assinatura de termos possui agora um formato digital. Os smartphones captam digitais das mãos de suspeitos e imediatamente os localizam num sistema denominado Zeus, que interliga os serviços da polícia, dos hospitais, bombeiros, receita federal e outros órgãos públicos.

As perícias dos arrombamentos em residências, são preliminarmente atendidas pela equipe acionada pelo COPOL, não há mais necessidade do cidadão deslocar ao local chamado anteriormente de delegacia de polícia, atualmente denominada Agência Local de Polícia (ALP). O agente de segurança pública recolhia evidências, checava digitais tudo nos aparelhos que carregava em seu veículo. Os policiais que estão à pé ou em bicicletas, recebem o apoio destas viaturas quando precisam.

Com a divisão de viaturas compostas inicialmente por três policiais para dois apenas, cada ocorrência é antendida por duas viaturas, dando a impressão de mais policiais no local e quando em situação normal, fornece ao cidadão a impressão de uma área com mais viaturas, ou seja bem vigiada.

Com o uso da tecnologia, cada policial pode gerenciar, mandar emails, realizar video-conferências, anexar fotos na ocorrência policial, georeferenciar o evento crítico, bem como enviar aos interessados cópia de tudo que foi anotado relacionado a determinado atendimento, inclusive, os policiais podem postar as ocorrências atendidas numa comunidade social específica, somente de policiais, como forma de dividir o conhecimento, colaborando no atendimento de outros fatos criminosos relacionados, divulgar informações sobre criminosos e outras técnicas novas com relação à atividade policial. O software geotime passou a ajudar a polícia a monitorar pessoas em penas acessórias ou em liberdades condicionais.

A utilização de blogs na década de 2010 feriu bravamente o pensamento coletivo da extinta polícia militar, onde cada Unidade policial ou membro dela, divulgava suas informações da forma que julgava mais coerente. Algumas viaturas tinham até seu twitter próprio, bem como sua comunidade no Orkut ou número de celular, demorou-se para identificar os riscos. Isto então passou a ser considerado transgressão grave da disciplina, se fosse feito fora do ambiente controlado. O acionamento deve ser feito por um único lugar, o famoso 190.

Num rank, os policiais do ano, que são condecorados com prêmios em dinheiro, ainda imbatíveis no quesito prisão de meliantes em flagrantes, estavam os policiais de Ceilândia, a maior cidade dentro do Distrito Federal. Estes policiais exploravam melhor os serviços de tecnologia disponíveis, usando as redes sem fio presentes na cidade, dando maior velocidade ao acesso  e divulgação de informações. Obviamente, o fato de terem nascido e usufruído de uma infância naquela cidade, tornava-os exímios caçadores quando o assunto era busca e captura de marginais foragidos ou em momento de pós-crime.

 Cada cidadão acomopanha em seus smartphones o trânsito e as condições de segurança da cidade por um aplicativo baixado na página da internet da polícia. As informações são processadas e inserida pelo COPOL. è possível ver o índice de criminalidade e interagir com a polícia, fornecendo dados que o cidadão achava conveniente para solucionar tais crimes. Até os serviços de energia e água e esgotos utilizava a mesma plataforma, para obter informações sobre os lugares.

 Os operadores de rádio do sistema de atendimento são policiais com vasta experiência operacional e momentos após se aposentarem, fazem uma prova, específica para trabalhar no COPOL, de fato só os melhores assumiam a função e tinham a extrema confiança dos policiais que estavm nas ruas. Além da formação superior em ciências policiais e treinamentos específicos para o serviço de emergências, o conhecimento de idiomas é necessário e cada um deles fala hoje, além do português outro idioma, inglês ou espanhol. As ligações de emergência passaram a ser atendidas e as viaturas despachadas diretamente pelo telefonista, que recebia e atendia o solicitante.

A polícia multa por SMS ainda  mas também fornece a opção do motorista infrator de pagar sua multas através de cartões de crédito apenas, na hora. Estes valores são divididos em três destinos, para segurança, a saúde e educação pública. Falando em saúde, com a unificação das polícias, a força policial, juntamente com os Bombeiros, passaram a ter um hospital da segurança pública, que é uma unidade escola onde os estagiários de medicina da Universidade do Distrito Federal, antiga UnB, realizam suas atividades iniciais, o primeiro do gênero no País.

As viaturas policiais eram SUV´s contruídos especificamente para aquele fim, possuindo motores chipados para não ficarem atrás dos motores convencionais vendidos aos público comum, nem atrás daqueles carros de alta performance, de propriedade da sociedade mais nobre. O Presidente da República, utiliza em seu comboio, o mesmo modelo de veículo, por ser considerado o modelo mais seguro e adequado ao serviço de proteção de autoridades.

As motocicletas utilizam um padrão que permite conduzí-las tanto em baixa como em alta velocidade, apesar do patrulhamento com bicicletas ter praticamente dominado o serviço sobre duas rodas, devido ao pensamento verde. O número de carros é extremanente alto o que inviabiliza o emprego de viaturas do tipo carro nas cidades. Os policiais possuem, devido seu nível profissional, liberdade para definir se vão patrulhar com carros ou motocicletas em seu período de serviço.

O recorde Oiapoque – Chuí de bicicleta pertence a um agente de segurança pública do Distrito Federal, bem como os títulos de melhor atirador de precisão do mundo, campeão da maratona do Rio de Janeiro e campeão mundial de IPSC. A polícia estava com problemas com os pilotos policiais que patrocinava na stock car e na fórmula 3000, devido problemas com a fiscalização de governo, que alegavam que estes não poderiam expor suas habilidades em outras atividades do ramo.

Os juízes, Promotores de Justiça e os profissionais de segurança pública possuem um teto salarial único, devido à natureza do trabalho que executam, lidam com a vida do ser humano, bem como seus aspectos relacionados, como a liberdade e observância aos preceitos constitucionais.

A formação policial foi padronizada em dois anos para todos os segmentos, sendo utilizada uma única entrada na carreira. A crise política de 2014 deixou marcas nas Insituições que exigiu mudanças não muito simples, onde altrou-se até mesmo as exigências básicas para o ingresso na força policial. Dois cursos superiores eram necessários, o de direito e o de adminstração. Obrigatoriamente, em 10 anos de serviço o policial deveria ter completado um mestrado em qualquer área de estudo aplicável no serviço policial, caso contrário não poderia concorrer ao cargo de comandante de área, ou seja ser o xerife de uma cidade.

Os antigos quartéis e delegacias de polícia funcionam  agora num mesmo local, denominados Direção Policial, seguida do nome da cidade em que está situado. A população desloca para estes locais para as reuniões com a administração da cidade, festejos oficiais, bem como atividades sociais de caráter geral, devido a estrutura do prédio e de sua localização, que é bem moderna e funcional. Os prédios possuem creches para servidores do Distrito Federal e professores da fundação educacional além disso, nestes locais, funciona um serviço voluntário gratificado para reforço escolar de estudantes.

A Cada três Unidades de Direção Policial duas unidades aéreas, helicópteros modelo EC136 T2 estão à disposição, fugir da polícia ou querer bancar o esperto nas cidades virou uma tarefa impossível. As unidades podem ainda, devido seu modelo, realizar resgates e salvamentos, apoiando os bombeiros. Todas as unidades aéreas possuem uma UTI a bordo.

O Ano de 2016 significou muito para a segurança pública no Distrito Federal, pois foi o ano que a polícia transformou-se no embrião do que é hoje. Que pena que tudo isso foi resultado de uma cena aterrorizante que aconteceu na cidade, o roubo de dois aviões boeing, no aeroporto internacional Juscelino Kubistcheck, orquestrado por policiais de ambas Instituições policiais que até então existiam no ordenamento da cidade.

O envolvimento de policiais neste crime, que foi solucionado rapidamente pela polícia federal, gerou um estado de desconfiança na sociedade, exigindo mudanças radicais, depois de evidências da participação de grandes nomes da segurança pública. Desconfiavam que os dois Chefes das Insituições estavam envolvidos, o que obrigou ao Governo local exigir do Congresso Nacional a mudança na estrutura da polícia do Distrito Federal. Os aviões foram encontrados uma semana depois em Trindad, capital do departamento de Beni, na Bolívia, abastecidos com drogas.

Passados 20 anos, agora em 2036, a população não se recorda mais do que são os momentos de abuso policial, na verdade, a população reclama, demais, do excesso de zelo que os policiais possuem para executar suas ativdades e considera a velocidade em que os casos são resolvidos um entrave para a produção de provas. Na verdade os que mais reclamam são os culpados pelos crime. Dirigir embriagado, desde 2022, passou a ser punido com a cassação sumária, imediata e eterna, do direito de dirigir.

Na verdade, fico feliz em poder escrever tudo isto agora, pois ao me aposentar em 2030, seis anos atrás, quase tudo isso já havia sido idealizado pelos meus colegas. Tínhamos em mente a polícia do futuro, mas veja bem, eu estou no futuro agora. E então, como vai ser daqui para frente?

Força e Honra…sempre!!

Perseguições policiais a pé.

Na cidade do Paranoá, aqui no DF mesmo, estávamos patrulhando, em viatura, guarnição com quatro policiais, um tático do PATAMO. Numa esquina, três pessoas, tarde da noite, decidimos abordar.

Até aqui tudo bem. E durante a busca, encontramos três latas de merla no tênis de um deles, o meu colega virou,  com a cara de espanto:

– Olha o que eu achei!

Eu pensei comigo, de onde esse PM saiu? nunca viu merla na vida?

Na continuação, só vi os três correndo, um para cada lado, ainda consegui passar as mãos pelos cabelos de um deles, o que estava com a droga no tênis, mas não foi o suficiente para pará-lo.

Prendemos apenas um, numa operação de guerra com várias equipes para cercar um conjunto habitacional; essa ocorrência ainda me rendeu uma sindicância, devido a um portão que foi escangalhado nesta noite, obviamente por alguém desesperado. Mas a discussão agora seguirá em torno de perseguições à pé, pois neste dia, eu corri, mas corri, mais do que pude, mas fui barrado por um portão, onde os moradores não me deixaram entrar, ainda me empurrando no peito, atrasando minha prisão. Esta era uma área ruim, me controlei. Voltei ao rádio da viatura, pois não tínhamos rádios portáteis, solicitei apoio, cercamos a quadra e prendemos apenas um. Mas fica a dica, achou algo errado, manda ajoelhar, como eu fiquei chateado este dia.

Policiais na rua, o quê fazer quando o suspeito descamba a correr na hora da abordagem? O que fazer quando tomar aquele olé durante uma perseguição à pé?.

Veja o vídeo:

O vídeo é uma montagem, mas ilustra muito bem o que vamos descrever adiante.

Segue aqui alguns procedimentos que devem ser seguidos nestes casos.

a) Tente antecipar o que o suspeito pretende fazer, eu sei, de repente, uma bola de cristal na viatura iria ajudar, mas…, use seus instintos de policial, a linguagem corporal pode lhe dizer algo, tente se antecipar ao que o suspeito vai fazer.

Por exemplo, o suspeito começa a olhar ao redor, como que procurando rotas de fuga, levantando as calças, que geralmente são lá embaixo, alongando-se ainda, abrindo a porta do carro durante uma perseguição do veículo, etc.

b) Comunique sua posição antes mesmo de iniciar a abordagem, ou ainda na sua iminência de contato com o suspeito, pois se a perseguição iniciar, seus amigos já sabem onde você se encontra e para onde devem seguir, numa direção aproximada.

Quando o suspeito foge, você deve tomar  uma decisão de forma rápida, ir atrás ou não, certo?

Se você está abordando mais de um suspeito e apenas um deles foge, o que não foi o meu caso(droga!), não acredite que estes que ficaram vão te esperar caso vocês decidam perseguir o fugitivo, é melhor segurar o que se tem e informar a outras unidades das caraterísticas daquele que fugiu e sua direção, para que seja providenciado um perímetro(que foi o que fizemos). Mesmo que o fugitivo escape, você ainda tem os comparsas para realizar certos questionamentos, sendo isto um ponto de início para identificá-lo e  conhecer as razões da fuga.

c) Se o seu suspeito foge, você precisa imediatamente avisar o centro de operações, certo? Mas leve em conta que esta informação, de que você iniciou ou está por iniciar uma perseguição à pé, tenha informações suficientes do seu local, direção que está seguindo, além de outros detalhes, porque depois disso, será difícil conseguir uma brecha na rede de rádio para fornecer qualquer outra informação complementar, seus amigos estarão, neste tempo, solicitando a repetição de sua localização inicial e as características do suspeito fujão. Além do mais, diga se o suspeito está armado, suas características e as razões da abordagem inclusive.

É muito mais fácil fornecer as descrições do suspeito em fuga quando você ainda está bem! O que quero dizer; você ainda não está cansado devido a corrida da perseguição. Se possível, durante a perseguição, atualize sua posição e condições da situação ao centro de operações.

Quando você decide perseguir alguém, você deve ter um plano para isso, aliás, toda ação policial. No exemplo mais complexo, imagine-se numa área isolada, onde o apoio ainda não chegou, mas você alcançou e imobilizou o fugitivo, para piorar, você ainda está longe da sua viatura, bom né?

Então, dependendo do seu grau de preparação física, provavelmente você estará sem fôlego e exausto, espero que não tenha que lutar ainda, mas entenda o seguinte, o seu apoio vai naturalmente encontrar dificuldades de localizá-lo, ocasionando um atraso na chegada desse apoio.

d) Durante uma perseguição à pé você tem que se comportar de forma imprevisível, não deixe o suspeito criar uma emboscada para você, nem colabore de forma que isso aconteça.

e) E para que isso não aconteça, ser emboscado, evite seguir a mesma trilha do fugitivo, seja cauteloso toda vez que perder o fugitivo de vista, mesmo ainda que isso signifique abrir uma certa distância ou ir mais devagar, principalmente saltando cercas, muros, dobrando esquinas em diferentes momentos.

f) Se você está quase perto de seu suspeito, mas você ainda teve de dobrar uma esquina, pular uma cerca, etc., dê uma rápida respirada e olhe ao redor 360 graus, pois nesta hora é uma boa situação para que o suspeito esteja escondido. É extremamente importante, neste momento, que uma emboscada esteja iminente.

g) Se você observar o fugitivo no momento em que ele se esconde, a melhor pedida é esperar pelo seu apoio chegar, antes de tentar prendê-lo.

Quando o suspeito perceber que foi visto, provavelmente tentará fugir de novo, então, porque não esperar pelo seu apoio nesta hora, ainda mais se sua área tiver cães à disposição para este trabalho.

h) No caso dos cães, é necessário parar realmente, para não “contaminar” a área e tornar o trabalho para o cães mais difícil ou impossível, “sujando“ a trilha do fugitivo. Um bom isolamento do local deve ser providenciado para o caso de emprego de cães.

i) No caso ainda de perceber que não será possível prender o suspeito nessa perseguição a pé, é necessário providenciar uma estratégia de contenção. Pare de correr assim que perdê-lo de vista e oriente as unidades para a realização e estabelecimento do perímetro de isolamento.

A melhor chance de capturar o fugitivo neste ponto é manter o isolamento e forçá-lo a se esconder, ao invés de fugir correndo. A primeira equipe que chegar deve te localizar e providenciar a devida cobertura/apoio. As demais equipes, em viaturas, devem manter suas luzes de emergência ligadas durante o patrulhamento na área, para dar a impressão de que várias delas estão na área.

j) As viaturas devem se deslocar devagar, para que seja possível enxergar entre árvores e casas, lembrando, luzes de emergência acesas. Este procedimento afeta psicologicamente o fugitivo e ajuda, no que seria a ideia inicial de evitar que o mesmo continue correndo, enquanto você espera pela equipe de busca ou ainda pela equipe que conduz os cães.

Se a unidade de cães vai atender esta situação, será necessário apresentar alguns dados:

–       O local exato onde você viu pela última vez o suspeito, isso não quer dizer o primeiro local onde a perseguição se iniciou. O condutor do cão precisa conduzir o cão exatamente neste local, para que o animal busque a trilha e inicie a busca;

–       Os cães podem e tem a habilidade de discriminar diferentes odores, com isso o condutor direciona o cão e seguir a trilha do fugitivo, evitando assim, o cruzamento com outras trilhas, de policiais, por exemplo. Esta é uma das razões pelo qual não devemos cruzar/andar pela área, até a chegada do cães.

–       Caso aconteça de andar pela área, informe o condutor dos cães;

–       Informe o tipo de crime, ou situações em que o suspeito esteja envolvido. O cão ainda poderá ser solto para morder o suspeito, caso seja necessário(uso moderado da força, entendo assim).

No caso de ter deixado para trás, outros suspeitos, carros, objetos, etc., um policial deve ficar encarregado de investigar estes materiais, para conhecer mais sobre o fugitivo e prováveis rotas de fuga, com estes materiais torna-se muito mais fácil. Se a identidade do suspeito for estabelecida, o histórico criminal pode ser determinado, bem como suas tendências criminais.

Sem equipe de cães será necessário estabelecer uma equipe de buscas. Tenha certeza da eficiência da sua equipe de cobertura antes mesmo de começar a busca onde quer que seja. Sem cães, será necessário realizar uma busca sistemática e organizada em todos os locais que potencialmente possam ser considerados como esconderijos.

Em Brasília, a Unidade de Cães possui animais exclusivamente treinados em busca e captura. As unidade de área conhecem o trabalho e solicitam através do centro de operações o emprego desta equipe.

O emprego de helicópteros, para quem tem ainda, vai tornar o trabalho mais fácil ainda, além do que, mais seguro. Se sua polícia não possui, solicite de uma que possui, fácil!

O mais importante de tudo ainda é entender e conhecer as suas responsabilidades como membro de uma equipe de buscas, seja a pé ou com emprego de cães, patrulheiro ou empregando uma aeronave, e caso seja algo novo para você, não se sinta envergonhado em perguntar.

Este texto, com certeza não encerrou a lista de procedimentos para este tipo de situação, mas temos aqui algumas ideias que podem ser seguidas, para aumento da segurança no trabalho e tornar as ações numa perseguição à pé mais eficientes.

Força e Honra!

Para saber mais:

http://findarticles.com/p/articles/mi_m2194/is_5_69/ai_63016004/

– Escrito em dispositivo móvel(Tablet), favor desconsiderar os erros de digitação!

Curso de Operações Especiais – Como se tornar um Caveira!

Esse treinamento, chamado através de sua forma abreviada de COEsp, que dura aproximadamente dezesseis semanas, em Brasília o curso é realizado com uma carga horária aproximada de 1164 horas/aula e preparou a grande maioria dos integrantes da Companhia de Operações Especiais, mas também formou policiais de outros Estados do Brasil, assim como outros integrantes da Unidade foram formados por várias organizações policiais e militares do Brasil e exterior.

O Objetivo do COEsp é capacitar policiais militares (Oficiais e Praças) para o desempenho de missões que exijam especializações e doutrinas relativas às atividades das Operações Policiais Especiais.

As 16 semanas letivas são divididas em fases administrativas que visam a adequação do candidato à rotina do curso. Na fase administrativa, alguns conceitos básicos são repassados a esses policiais, para que eles não iniciem o treinamento carente de alguma habilidade importante que possa eliminá-lo do processo, por exemplo, higiene de campanha, primeiros socorros, acondicionamento de material, topografia, orientação básica e palestras diversas relativas à Teoria das Operações Especiais no mundo.

É um processo de seleção e treinamento, devido suas características de funcionamento. Segundo Chiavenato (2004, p.165), a seleção é o conjunto de procedimentos que visa atrair candidatos potencialmente qualificados e capazes de ocupar posições dentro da organização.

Conforme Marras (2001, p. 145), treinamento é um processo de assimilação cultural a curto prazo, que objetiva repassar ou reciclar conhecimento, habilidades ou atitudes relacionadas diretamente à execução de tarefas ou à sua otimização no trabalho. Já para Minicucci (1995, p. 182), o treinamento pode ser considerado um esforço planejado, organizado, especialmente projetado para auxiliar os indivíduos a desenvolverem suas capacidades.

Esse curso consiste em uma preparação e orientação dos candidatos aos trabalhos específicos da COE, sendo utilizado como um instrumento auxiliar da seleção, que traz como principal vantagem a observação de profissionais mais capacitados. É um treinamento que pode ser chamado de treinamento seletivo, aplicado depois de uma primeira seleção e aliado a uma posterior avaliação dos policiais candidatos, sendo esta uma segunda seleção dentro do mesmo processo, potencializando as chances de se realizar uma boa seleção.

Ao término do curso, momento em que recebeu as informações necessárias ao desempenho de funções, o policial estará habilitado para integrar e realizar as atividades de operações especiais na PMDF ou em sua Instituição de origem.

Processo de seleção

O processo de seleção para o Curso de Operações Especiais é divido em três fases: Exame de Saúde, Teste  Físico e Exame Psicológico e todas as fases tem caráter eliminatório como o exposto a seguir.

Exame de saúde

Os Candidatos interessados em participar de uma edição do COEsp devem apresentar os exames de saúde em duas etapas distintas, para serem considerados inscritos e poder iniciar o curso.

A finalidade dessa etapa é a verificação do estado geral de saúde do candidato, uma vez que estará submetido a intempéries e exigências físicas.

Uma excelente condição de saúde é fundamental para sustentar as dificuldades do treinamento, pois naturalmente o corpo ficará debilitado devido as dificuldades do curso. Caso algum problema venha a ser identificado durante o exame de saúde, o policial não poderá iniciar o treinamento seletivo, para não expor ao risco a própria vida.

Primeira etapa

O candidato deve apresentar, no ato da inscrição, a Carteira de Saúde com o exame de bienal[1] em dia, juntamente com um atestado de saúde recente, constando que o candidato encontra-se apto para a realização do teste físico.

Segunda etapa

Os candidatos que porventura forem aprovados na primeira etapa do exame de saúde, deverão apresentar os exames complementares.

Os exames exigidos nessa fase são: exame otológico e audiométrico;  exames laboratoriais, tais como, hemograma completo, HIV inclusive, glicose e radiografia do pulmão. Os exames complementares são entregues após a realização do exame psicológico.

Teste físico

Os índices especificados para o teste físico configuram como o mínimo exigido para que o candidato seja considerado aprovado e que possa fazer parte do processo de seleção e treinamento, sendo que nos exercícios de flexão de barra, flexão de braço, abdominal, salto em distância, corrida e natação, são atribuídas classificações aos aprovados a partir do candidato que alçar os melhores índices, para não ocorrer empates e possíveis eliminações de candidatos de forma injusta. Nos exercícios de subida na corda, salto em altura e flutuação(fardado e de coturno – 30min), os candidatos são considerados somente “aptos” ou “inaptos”.

O teste seletivo tem caráter eliminatório e em caso de empate dentro das vagas previstas, o critério adotado para o desempate é o da antigüidade de posto e graduação. Os civis são considerados como mais modernos em relação a militares.

Quadro nº 1 –  Índices do teste de aptidão física – COEsp.

PONTOS Natação200 m Corrida Rústica 8km Abdominal Flexão de Braço em Barra Fixa Flexão de Braço Salto em Distância (metros)
60 5’00” 50’ 48 10 35 4,00
62 4’50” 49’ 50 11 38 4,10
64 4’40” 48’ 52 12 41 4,20
66 4’30” 47’ 54 13 44 4,40
68 4’20” 46’ 56 14 47 4,50
70 4’10” 45’ 58 15 50 4,60
72 4’00” 44’ 60 16 53 4,70
74 3’50” 43’ 62 17 56 4,80
76 3’40” 42’ 64 18 59 4,90
78 3’30” 41’ 66 19 62 5,00
80 3’20” 40’ 68 20 65 5,10
82 3’10” 39’ 70 21 68 5,20
84 3’00” 38’ 72 22 71 5,30
86 2’50” 37’ 74 23 74 5,40
88 2’40” 36’ 76 24 77 5,50
90 2’35” 35’ 78 25 80 5,60
92 2’30” 34’ 80 26 83 5,70
94 2’25” 33’ 82 27 86 5,80
96 2’20” 32’ 90 28 90 5,90
98 2’15” 31’ 95 29 95 6,00
100 2’10” 30’ 100 30 100 6,10

Fonte: Plano de Curso 5º COESP (2008).

Exame psicológico

O Exame de aptidão psicológica, que também possui caráter eliminatório, é, via de regra, realizado sob a coordenação do CASO/PMDF e tem por finalidade distinguir, dentre os candidatos, os policiais que não apresenta um perfil de trabalho dentro do perfil profissiográfico previsto para a unidade, produzido através do trabalho da psicóloga Ana Lidia Gomes Gama – CRP 6260-01.

E de acordo com item 2.6.2, anexo “A“, do estudo de situação para criação do Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE, da Polícia Militar do Distrito Federal, o perfil profissiográfico desejado, agrega as seguintes características:

Agressividade controlada – restringir seu comportamento agressivo à necessidade da situação, conforme o prescrito nos procedimentos e doutrina. A agressividade deve ser utilizada como uma ferramenta, de forma consciente e livre de motivações do âmbito pessoal. Utilizar apenas o necessário para proteger a si, a Equipe e as vítimas.

Controle emocional – controlar suas emoções, como medo ou raiva, pautando suas ações pelas normas, procedimentos e doutrina. Separar problemas pessoais de problemas profissionais.

Disciplina consciente – antes de comportar-se, monitorar os diversos aspectos do ambiente físico e social, fazendo interpretações acuradas quanto ao que exige esse ambiente em termos de comportamento. Vasculhar seu repertório comportamental e emitir comportamentos considerados desejados, não necessariamente o que tem vontade ou o que seu estado emocional pede.

Espírito de Corpo – em situações de trabalho, cumprir o que foi acordado, usar de seus conhecimentos e habilidades para promover o bom desempenho e segurança de todos, tomar o sucesso do grupo como seu e vice-versa.

Flexibilidade – ter aptidão para resolver problemas, principalmente no plano lógico abstrato, ser dotado de poder de previsão e planejamento. Ter capacidade de descobrir os princípios subjacentes às mudanças sistemáticas, incluindo raciocínio indutivo e dedutivo.

Honestidade – ser uma pessoa conscienciosa acerca de questões relativas à moralidade, ética e valores. Dedicar-se ao trabalho e à produtividade, ter a sinceridade como principio básico.

Iniciativa – havendo um acionamento, colocar-se à disposição. Ao detectar problemas de qualquer natureza, comunicar-se da forma mais adequada à situação e/ou agir conforme os procedimentos prescritos e a doutrina. Dar cobertura(proteção) sempre que necessário, sem necessariamente esperar ordem. Agir prontamente, respeitando os procedimentos, autoridade e doutrina.

Lealdade – Imparcial em suas atitudes e mostrando fidelidade ao comando, eximindo-se do caráter pessoal em suas atividades diárias administrativas e operacionais.

Liderança – exercer influência natural sobre o grupo no que se refere à tomada de decisão. Discutir idéias abertamente, recebendo e fazendo críticas de maneira ponderada. Agir como um motivador do grupo em momentos difíceis.

Perseverança – resistência à frustração, manter-se em uma linha de atividade consistente mesmo após fracasso momentâneo ou retro alimentação negativa, utilizar-se de situações mal-sucedidas para aprender e aperfeiçoar-se, manter o ânimo mesmo diante do fracasso ou de tarefas que pareçam muito difíceis ou penosas.

Versatilidade – diante de situações novas ou mudanças na situação, propor novas formas de ação com os recursos disponíveis, de acordo com as normas e procedimentos ou conhecimentos técnicos, com eficiência e eficácia.

Alguns deve estar dizendo, mas estes são os mandamentos das operações especiais, sim, são! Mas é isto que procuramos em nosso policiais. Um conjunto destas características, que agreguem um profissional, vamos dizer assim: ideal!

Além destas características, procura-se profissionais que possuam ainda as seguintes características: autocrítica, comunicabilidade, discrição, dinamismo,  direção, meticulosidade, previsão, persuasão, perspicácia e sociabilidade.

A presença de candidatos de outras instituições é uma constante, todos os cursos tiveram praticamente a presença, seja de militares ou policiais de várias regiões do Brasil.

Os planos de curso, geralmente, sugerem as seguintes regras para a inscrição de profissionais de outras corporações, os seguintes parâmetros:

  • Os candidatos de outras Corporações devem apresentar todos os exames médicos especificados;
  • Independentemente  dos testes físicos realizados nas corporações de origem, caso forem exigidos, todos os candidatos de outras Instituições são submetidos aos testes físicos, de caráter eliminatório, contidos na tabela acima novamente, por motivos de segurança;
  • Pode ser dispensada a apresentação do Exame Psicológico aos candidatos de outras Corporações, este exame e verificação do perfil do policial ou profissional, ficará a cargo das Instituições de origem do candidato, por não possuírem vínculo operacional de trabalho com a PMDF.

E concluída essas etapas, o candidato inicia o referido treinamento, é matriculado no curso e passa a chamar-se a partir de então de aluno, momento em que recebe uma numeração de acordo com seu Posto ou Graduação.

O maior número de desistências ocorre nos primeiros dias, após a semana administrativa, no apelidado “módulo impossível”, com o desligamento aproximado de 45% dos inscritos, seja por problemas médicos ou pela ausência da vontade em continuar o treinamento.

Matérias do curso de operações especiais

A cada edição do Curso de Operações Especiais é feita uma avaliação das matérias do treinamento, para levantar que atividades novas tornaram-se interessantes a partir da época, adequando às novas tecnologias ou ainda, extraindo do currículo do curso, aquela atividade que não agrega valor técnico para atividade.

Em edições passadas, os alunos recebiam treinamento em cavalaria, que foi eliminada para aproveitamento da carga horária em outras matérias mais interessantes, como tiro, explosivos, gerenciamento de crises e direitos humanos.

As inovações tecnológicas também tem influenciado na inclusão de algumas matérias que até então não faziam parte do currículo, como é o caso da matéria informática aplicada à atividade de operações especiais, onde os policiais aprendem a utilizar os recursos tecnológicos disponíveis nas ocorrências policiais de forma eficiente.

A seguir temos uma tabela com as matérias do curso e a respectiva carga horária.

Quadro nº 2 – Matérias do COEsp e carga-horária.

Área de Ensino Nº de Ordem Matérias Carga Horária
Profissional
01 Teoria das Operações Especiais 12
02 Socorros de Urgência e Ofidismo 48
03 Instrução Tática e Individual 60
04 Patrulha Policial 54
05 Sobrevivência no Cerrado 48
06 Topografia e Orientação 36
07 Técnicas Verticais 72
08 Treinamento Físico Específico 54
09 Combate Corpo a Corpo 54
Profissional 10 Armamento e Munição 36
11 Técnicas Especiais de Tiro 48
12 Inteligência Policial 12
13 Comunicações 12
14 Direitos Humanos 12
15 Operações Químicas 30
16 Atirador Policial de Precisão 36
17 Informática aplicada a atividade de operações especiais 12
18 Salvamento Aquático 36
19 Patrulhamento Tático e Abordagem 24
20 Combate a Incêndios 12
21 Operações Subaquáticas 36
22 Gerenciamento de Crises 24
23 Ações Táticas Especiais 84
24 Técnicas de Negociação 36
25 Ações Antibomba e Contrabomba 42
26 Segurança de Dignitários 48
27 Operações Helitransportadas 36
28 Pára-quedismo Operacional 24
29 Operações de Choque 18
30 Operações com cães 12
Soma da área de Ensino Profissional 1068
Atividades Complementares 01 À Disposição da Coordenação 96
Soma da área de Atividades Complementares 96
SOMA DA CARGA LETIVA TOTAL 1164

Fonte: Plano de Curso 5º COEsp/PMDF (2008).

Fases do curso de operações especiais

No decorrer das dezesseis semanas, o aluno do COEsp irá encarar as três  distintas fases em que o curso está dividido:

–        A fase rústica;

–        A fase policial; e

–        A fase técnica.

E visando esclarecer, de forma bem objetiva o que compreende cada uma das fases, será apresentado adiante um esquema com as matérias abordadas em cada momento do curso.

Fase rústica

A fase rústica tem por objetivo trabalhar o lado intuitivo e o emocional no policial.  Nesta fase, o aluno deve procurar saber e conhecer como o frio, o medo, fome, calor e cansaço atuam em sua mente e no seu corpo. É a fase na qual irá  conhecer suas fraquezas e deverá aprender a controlá-las.

O aluno deve ter noção do seu limite físico e psicológico, deve aprender a superar a dor e o cansaço físico, com foco na resiliência, importante para as outras atividades.

A coordenação vai verificar como o grupo se comporta diante das dificuldades. E aqui existe a preparação do homem fisicamente e emocionalmente para recebimento da bagagem técnica.

O interessante dessa fase é a percepção, por parte da coordenação, do desenvolvimento psicológico que o policial apresenta e as formas de como supera as dificuldades das tarefas impostas, ultrapassando seus limites físicos e psicológicos.

Nessa etapa, alguns exercícios que exijam desempenho intelectual, principalmente em assuntos relacionados a planejamento de operações e emprego tático de pessoal, além da avaliação correta de como atuar em qualquer ambiente.

A fase seguinte, a fase policial, aproveita as características da fase rústica, preparando o aluno para a próxima fase.

Na fase policial serão enfatizadas as qualidades pessoais bem como habilidades e atividades que exijam uma boa coordenação motora.

Continua…


[1] Exame médico obrigatório aos Policiais Militares da ativa da PMDF, deve ser realizado de dois em dois anos, mas aos Policiais acima de 40 anos passa a ser realizado de ano em ano. Outras instituições possuem avaliações semelhantes.

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