Ocorrência com facas…de novo!

Entenda!

Este texto, muito curto, tem por objetivo apenas mostrar que diante de uma faca, numa ocorrência, a prioridade de emprego deve ser do equipamento que oferece incapacitação imediata. Não vou entrar em detalhes se arma de fogo ou equipamento elétrico de incapacitação (tipo taser, spark ou outras), incapacite a reação imediatamente.

Uma certeza eu tenho. Se você for partir para as técnicas de defesa pessoal, provavelmente vai se machucar.

Eu explico:

Diferente dos treinos a dois em tatame, como nos cursos de defesa pessoal, este oponente de rua, com faca numa das mãos,  não vai se submeter à aplicação da imobilização imediatamente, como seu colega faz nos treinos de academia. Ele (o oponente) quer de qualquer forma acabar com você e te lascar de todo o jeito, então não se iluda, de que aquela chave de braço, fácil de aplicar no tatame ou vista no youtube irá funcionar perfeitamente, porque não vai.

Observe o vídeo abaixo. Ele menciona a regra dos 7 pés de distância(7 ft). que correspondem a apenas 2 metros de distância, abaixo dela, o risco é elevadíssimo. Acima dela, ainda é possível sacar sua arma, mas ainda há a possibilidade ainda de se machucar, mesmo se o disparo for suficiente para neutralizar a ação do oponente. A coisa piora em ambientes confinados, observe o vídeo e a cada visualização sua percepção vai mudar.

Este vídeo também serve de alerta a cidadãos comuns, que estejam portando armas legalmente.

Força e Honra!


 

Por que você pensa que o crime está em ascensão?

O Brasil passa por um período de inquietação sem precedentes, de caráter politico, econômica, educacional, na área da saúde, em outras áreas… mas em termos acadêmicos, sociais e até mesmo políticos (de novo), esses três últimos juntos, no campo da segurança pública especificamente, no trabalho policial, a discussão nunca vai acabar.

Com o passar dos anos, tem-se notado a mudança no perfil do policial e da Instituição, no resultado do trabalho policial e em suas ações. É notável a mudança de paradigmas e a dificuldade em manter um visão positiva sobre a Instituição policial e seus integrantes.

O texto traduzido é interessante porque mesmo se referindo a uma sociedade de outro país, percebe-se correlação direta das causas e efeitos: porque o crime no Brasil vem crescendo. Aliado a outros fatores não mencionados e existentes em nosso Brasil, tais como corrupção, cultura local e diferenças de todo o tipo, recomendo a leitura e observação dos pontos abaixo.

Esta é a visão particular de um policial americano* e suas avaliações para explicar o aumento do crime.

Vá e vença!

 

Tradução livre.

Extraído de: http://calibrepress.com/2016/01/why-do-you-think-crime-is-on-the-rise/ em 20 de janeiro de 2016.

Por que você acha que o crime está em ascensão?

Como o crime violento sobe em nossos centros urbanos, as respostas óbvias que iludem a elite que criou esta confusão trágica.

Há pouco mais de dois anos atrás, em agosto de 2013, eu escrevi um artigo que chamou a atenção, do público, dos especialistas, dos tipos de mídia, dos políticos e, especificamente, da American Civil Liberties Union sobre sua retórica negativa e incendiária da polícia em Nova York e a aplicação da lei em geral. Sua retórica histérica na época, visava a prática sancionada pelo tribunal, tratada como “parar e revistar”.

As elites estavam em pé de guerra sobre como a polícia estava usando essa tática em áreas de alta criminalidade, onde drogas e armas são predominantes. Alguns se referem à prática de inconstitucionalidade, enquanto outros rotulavam a polícia como uma moderna “gestapo” (a sádica polícia secreta da Alemanha nazista). E, claro, muitos acreditavam que a prática e a motivação reais do trabalho da polícia era baseado em racismo.

Bill DeBlasio (Candidato à prefeitura de Nova York) garantiu que ele iria frear a polícia e a tática do parar e revistar e que esta não ocorreria mais se ele fosse eleito prefeito de Nova York. E ele foi.

Parecia que ninguém mais queria em Nova York uma polícia pró-ativa.

Ninguém, exceto… muitos dos cidadãos que realmente viviam na Big Apple. Em outubro 2013, uma pesquisa da Universidade Quinnipiac, revelou que a segurança pública foi o ponto mais alto nas mentes dos eleitores. Quando perguntaram o que era mais importante, manter as taxas de criminalidade para baixo ou mudar o esquema do parar e revistar, 62% disse que manter as taxas de criminalidade baixa era mais importante. Apenas 30% disseram que a reforma do parar e revistar deveria mudar.

Por quê?

Porque os cidadãos, especialmente aqueles que vivem em áreas de alta criminalidade, que presenciam o crime, o sofrimento e a dor infligida por criminosos e da lei e do mais fraco.

Para as pessoas que entendem sobre a “polícia ocupada” nos bairros, parar e revistar é uma prática da aplicação da lei que salva vidas.

Isto, obviamente, não importa para aqueles que não estão em risco. Eles continuarão a demonizar a polícia. Então eu ofereci uma solução sobre como eliminar as queixas sobre a polícia. O que toda a polícia tinha a fazer era: parar de trabalhar!

Nesse artigo eu tentei explicar para os próprios policiais, que não haveria nenhuma desvantagem para esta alteração tática.

Mais uma vez: por quê?

Porque: Os policiais não vão ser demitidos por não fazer, eles serão demitidos por fazer.

Policiais sabem que não há praticamente nenhum risco de ser demitido por um processo de trabalho ruim e inatividade durante um período de dez anos. O risco para a rescisão disciplinar seja, talvez, em ser pró-ativo.

A maioria dos cidadãos não sabe disso, mas existem leis baseadas em regras, na maioria dos estados, que proíbem os supervisores da polícia de estabelecer quotas a serem cumpridas. Em outras palavras, você não pode legalmente fazer policiais escrever multas e parar pessoas suspeitas.

Policiais de todo este país sabem muito bem que, se eles simplesmente responderem a chamadas do 911, dirigir a viatura por aí sem rumo em suas de patrulhas de rotina e evitar a atividade auto-iniciada, eles ainda vão receber o pagamento. Que inferno, e com essa filosofia ainda pode ser promovido!

Bem, muita coisa aconteceu desde o verão de 2013 – Ferguson, Eric Garner, Baltimore e Freddie Gray, a mídia reagiu e os policiais também.

Durante os últimos 6-8 meses, houve um debate sobre – Se esta filosofia de parar de trabalhar realmente está acontecendo: Alguns policiais estavam tornando a abordagem menos pró-ativa?

Um aumento da criminalidade

O que sabemos é isto. Taxas de crimes violentos estão em alta em muitas das grandes cidades: 13% em Los Angeles em relação ao ano passado; homicídios são até 54%, em Washington, DC, em 2015; e Baltimore? Essa cidade é a mais mortal que existiu… É um banho de sangue, um banho de sangue cruel entre os centros urbanos da América. Tem alguma coisa a ver com policiais ignorando as pessoas suspeitas e as atividades questionáveis?

Claro que não.

Eu vivo fora de Chicago, uma cidade que viu cerca de 3.000 pessoas feridas a tiro no ano passado, 470 dos quais fatalmente. É a pior marca em anos. Tenho conversado com policiais, incluindo supervisores em dois subúrbios de Chicago, bem como na cidade de Chicago, e o que eu estou ouvindo é que eu me tornei um profeta há um ano e meio atrás.

Illinois aprovou uma série de leis sob o título: Relações entre Polícia e Comunidade.

Deveria ter sido intitulado: Na Polícia todos são maus, nós sabemos, portanto, vamos culpá-los por tudo e eliminar qualquer desejo neles para ser proativo.

Mas isso seria questão de tempo, eu acho.

Um supervisor de um departamento suburbano me enviou um guia de treinamento de 30 páginas, que ensina policiais sobre as novas leis e sobre como conduzir uma abordagem de investigação. Exige que se justifique por escrito, no local e à pessoa parada:

  • Por que eles achavam que a pessoa estava com um comportamento suspeito.
  • Se eles realizassem uma revista, eles tem que explicar não apenas porque eles achavam que o sujeito pudesse estar em posse de uma arma (como exigido pela jurisprudência), mas por que o policial pensou que ele, ela ou os outros poderiam tornar-se uma vítima de um ataque iminente da pessoa que está sendo abordada.

Em seguida, após a abordagem, os policiais têm de dar à pessoa que foi parada um recibo com todas as informações sobre ele (sobre o policial) junto com um número de telefone para chamar, caso desejassem reclamar sobre o policial.

Então, não estou brincando, os policiais tem de preencher um formulário para o Departamento de Transportes de Illinois com as seguintes informações sobre ele:

  • O gênero e determinação subjetiva sobre a raça da pessoa abordada.
  • Raça do suspeito serão selecionadas na seguinte lista: indiano ou Alaska nativo americano, asiático, preto ou Africano americanos, hispânicos ou latinos, nativo do Havaí ou de outras ilhas do Pacífico ou branca;
  • Todas as razões que levaram à abordagem;
  • A data e a hora da abordagem;
  • O local da abordagem;
  • Se foi feita ou não, uma revista em caráter de proteção, todas as supostas razões que levaram à abordagem e se esta revista foi realizada com o consentimento ou por outros meios; e;

– Estou Cansado de digitar. Mas existem mais cinco destes pontos hifenizados.

Então eu perguntei a este comandante quantos destes cartões foram concluídos nos primeiros 14 dias de 2016. Sua resposta?

“Um.”

E então ele riu e disse: “Eu não estou esperando muito mais.”

“A lei, desde o ano passado é que não podemos fazer policiais escrever multas. Podemos obriga-los a fazer um certo número de abordagens de trânsito, mas não podemos lhes dizer para fazer cumprir as leis de trânsito quando eles param o motorista. “

Ele admitiu que a quantidade das multas eram significativamente menor, mas ele disse que não é apenas por causa da lei que os proíbe de fazê-los escrever multas, é por causa do clima político. Ele disse: “Toda denúncia torna-se um inquérito interno, que é um problema no registro do policial. E é uma porcaria para quem vai investigar a denúncia. Assim, o incentivo para ser pró-ativo está desaparecendo. “

Na cidade de Chicago até agora em 2016, o número de abordagens está abaixo cerca de 80 por cento em comparação ao ano passado.

De acordo com um artigo escrito por Mark Konkol, em 13 de janeiro: “Também tem havido um declínio de 37 por cento em prisões por arma de fogo e uma diminuição de 35 por cento em apreensões de armas em comparação com o ano passado …”

“Enquanto isso, houve mais de 72 disparos (um aumento de 218 por cento) e mais 10 assassinatos (um aumento de 125 por cento) do que durante o mesmo período no ano passado …”

Você acha que pode haver uma correlação entre o exagero da mídia, a resposta política, ausência de atitude do policial e o aumento no crime?

Finalmente, eu falei com um policial novato, muito agressivo, inteligente e motivado em um subúrbio de Chicago. Aqui está o seu pensamento:

“A mesma coisa está acontecendo em nosso departamento. Só temos alguns policiais que andam em carros de dois homens dentro do terreno. Eles foram identificados como sendo os agentes mais agressivos/proativos que temos e estou honrado por ter sido escolhido para trabalhar com esse grupo. Mas a verdade é que estamos a fazer menos. “

“Os policiais não chamam no rádio a maior parte de abordagens de trânsito na rua, porque eles não querem preencher esses relatórios de abordagem ou preencher duas páginas de papelada só porque eles achavam que deveriam falar com alguém que estava agindo de maneira suspeita,” ele disse. “Inferno, nos gasta metade da nossa noite na estação de trabalho só preenchendo esta papelada. Nós até temos que entregar às pessoas, recibos, após a abordagem, com o nosso nome, números de matrícula e números de telefone, para que eles possam reclamar depois, caso estejam insatisfeitos.

Como é esse trabalho?

“Temos recebido reclamações sem noção, mas os chefes, mesmo assim, ainda tem que nos investigar. Alguns policiais pensam que não vale a pena arriscar seu emprego, muitos simplesmente pararam. E não há nada que o supervisor possa fazer sobre isso. “

E este é agora o triste estado das coisas neste país.

Conclusão

A fim de ter um protagonista tem de haver um antagonista. Neste triste estado de coisas, os policiais são os maus e os criminosos são as vítimas.

Todos, desde o presidente ao editor local do jornal local cita a verdade sobre o crime: É assim desde 1990. Até agora.

Mas você pode descobrir por que? Porque há um número recorde de bandidos na prisão.

Agora queremos deixar essas almas incompreensivelmente perdidas de fora e, ao mesmo tempo, estamos a demonizar e algemar a polícia.

O que você acha, qual será o resultado final para a sociedade?

Bem, Senhoras e Senhores, estamos prestes a descobrir.

* Jim Glennon

Lt. Jim Glennon (ret.) is the owner and lead instructor for Calibre Press. He is a third-generation LEO, retired from the Lombard, Ill. PD after 29 years of service. Rising to the rank of lieutenant, he commanded both patrol and the Investigations Unit. In 1998, he was selected as the first Commander of Investigations for the newly formed DuPage County Major Crimes (Homicide) Task Force. He has a BA in Psychology, a Masters in Law Enforcement Justice Administration, is the author of the book Arresting Communication: Essential Interaction Skills for Law Enforcement.

O coldre nosso de cada dia – Parte III.

Olá a todos!

Algum tempo sem escrever, ok!

Não vou inserir minhas desculpas, mas 2013 e 2014 foi interessante, vamos ver o que 2015 irá me oferecer. Tive excelentes oportunidades de crescer, profissionalmente e como pessoa também.

Tenho aprendido com tudo e percebo que ainda falta muito para…para…deixa prá lá! (deixemos o drama de lado!).

Em 2014, tive a oportunidade de participar na condição de ouvinte, numa palestra ministrada por um policial militar da Paraíba. O assunto: segurança pessoal e sequestros.

 O mais interessante antes de tudo, o colega tinha sido vítima numa situação, contra três meliantes, que ao final, (ele) matou um, feriu outro e prendeu o terceiro. Estava de serviço, armado, sozinho, em área pública, pela manhã.

A riqueza de detalhes em sua palestra me fez refletir sobre alguns pontos a respeito do porte de uma arma de fogo.

Nosso palestrante portava uma arma de fogo, sem coldre, na cintura, ao lado direito do corpo.

Sua narração iniciou pela abordagem dos bandidos, arma em punho, mandando entrar no carro. Logicamente, obedeceu. O detalhe, ele foi revistado ainda fora do carro, a arma estava em seu lado direito, os meliantes não notaram. Nosso colega teve que sentar no banco traseiro, logo atrás do banco do carona.

A tensão inicial para todos, sendo questionado sobre cartões, senhas, etc., nosso colega cedeu à conversa e forneceu os dados solicitados, porém, no momento desta narração, na palestra, ele reforçou a manutenção do controle mental, sem se desesperar.

Já na frente do banco, um dos assaltantes entra no estabelecimento bancário, e dois permanecem com a vítima, um no banco do carona na frente e outro ao seu lado no banco de trás, com arma em punho, sempre ameaçando o colega.

Na sequência, o assaltante ao lado de nosso colega, inicia uma conversa, momento em que pega um abrigo esportivo atrás do banco (no local onde geralmente ficam as caixas de som – no tampão) e a levanta para ver o que estava escrito na blusa, criando uma barreira entre nosso colega PM armado e ele. Exatamente nesta hora, nosso colega saca sua arma e atira através da blusa, acerta ainda alguns tiros no bandido à sua frente e retorna a visão para o marginal atingido inicialmente.

Os disparos acertaram os olhos do meliante ao seu lado, o  cegando, já o outro, no banco da frente, morreu devido a sequência de disparos.

Nosso colega ainda foi ao banco, prender o terceiro. Essa parte também é interessante, mas termina com a prisão deste marginal dentro do banco mesmo.

Mas camarada, o que tem a ver o coldre nosso de cada dia.

Muito bem, as minhas reflexões neste dia, avaliaram o seguinte:

  • nem sempre, utilizar um coldre ou um excelente coldre, vai te garantir sucesso no emprego de arma de fogo, se nosso colega estivesse usando um, ao ser revistado, seria notado (ou não!);
  • Analisando ocorrências do mesmo tipo, nos diversos casos, profissionais estavam sem coldre, uns sucederam, outros não, morreram;
  • Mas finalmente, o que garantiu sucesso nas situações similares a essa foi a JANELA DE OPORTUNIDADE.
  • Reagir e ter sucesso tem a ver com a janela de oportunidade.

Onde eu quero chegar realmente, que ao longo desta década, a utilização de coldres vem mudando, e cada pessoa deve escolher aquele que lhe permite sacar com mais velocidade.

Não existe mais o porte melhor ou pior, pode ser considerado o menos conveniente para aquela situação, porém, a partir do momento que funciona adequadamente, passa a ser a opção mais adequada.

Nos anos 90, aprendíamos a usar armas na posição de 3 horas, 4 horas, 6 horas, mas nunca na frente. O coldre subaxilar era completamente não recomendado, atualmente, colegas ciclistas utilizam bastante aqui na Capital do Brasil, com uma arma de pequeno volume, mas sem malha apertada.

Como o próprio ser humano evoluiu, as técnicas se adaptaram à realidade, cabe a cada um definir o mais adequado para a situação e baseado nas suas experiências e na do colega, trate de manter a calma, trabalhar a mente, visualizar o combate, visualizar (você mesmo) vencendo o combate, com uma preparação mental adequada e positiva.

 

Força e Honra! 

Veja isso, com vídeo (not a sponsor):

http://www.tacticalholsters.com/product/INCOG.html

https://recargatatica.wordpress.com/2012/10/09/o-coldre-nosso-de-cada-dia-parte-ii/

https://recargatatica.wordpress.com/2010/05/06/o-coldre-nosso-de-cada-dia/

 

 

Recarga Tática – 2013 in review

O ano de 2012 foi melhor, com mais publicações e interações.

2013 foi um ano difícil para mim, em diversos aspectos, acredito que por isso, não dei tanta atenção o Blog, mas espero em 2014 publicar mais.

Igualmente aos anos anteriores, o assunto COESP foi o mais visitado e que teve mais perguntas e interações. O que posso dizer neste momento é o curso vai mudar, consideravelmente.

Acesse abaixo o relatório anual do Blog.

Feliz ano novo, com Força e Honra!

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 25,000 times in 2013. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 9 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

Um pouco mais sobre cães pastores, ovelhas e lobos.

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Cães Pastores, Ovelhas e Lobos

Dave Grossman, Ten Cel Ranger – Autor de “On Killing”

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Um veterano do Vietnã, um velho Coronel da Reserva, certa vez me disse: “A maioria das pessoas em nossa sociedade são ovelhas. Eles são criaturas produtivas, gentis, amáveis, que só machucam umas às outras por acidente.”

Isso é verdade. Lembre que a taxa de assassinatos é de 6 por 100.000, por ano, e a taxa de agressões sérias é de 4 por 1000, por ano. O que isso significa é que a esmagadora maioria dos norte-americanos não é inclinada a machucarem uns aos outros. Algumas estimativas dizem que dois milhões de americanos são vítimas de crimes violentos todo ano. Um número trágico, assustador, talvez um recorde em matéria de crimes violentos. Mas existem quase 300 milhões de americanos, o que significa que a chance de ser vítima de um crime violento ainda é consideravelmente menor que uma em cem, em qualquer ano. Ainda, como muitos dos crimes violentos são praticados pelas mesmas pessoas, o número real de cidadãos violentos é consideravelmente menor que dois milhões.

Há um paradoxo aí, e devemos pegar ambos os lados da situação: nós podemos estar vivendo a época mais violenta da história, mas a violência ainda é surpreendentemente rara. Isso é porque a maioria dos cidadãos são pessoas gentis e decentes que não são capazes de machucarem umas às outras, exceto por acidente ou sob provocação extrema. Elas são ovelhas. Eu não quero dizer nada negativo quando as chamo de ovelhas. Para mim a situação é como a de um ovo de passarinho. Na parte de dentro ele é gosmento e macio, mas algum dia ele se transformará em algo maravilhoso. Mas o ovo não pode sobreviver sem sua casca dura. Militares, policiais e outros guerreiros são como essa casca, e algum dia a civilização que eles protegem tornar-se-á algo maravilhoso. Por enquanto, ela precisa de guerreiros para protegê-la dos predadores.

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“E então há os lobos”, disse o velho Veterano de Guerra, “e os lobos alimentam-se das ovelhas sem perdão”. Você acredita que há lobos lá fora que irão se alimentar do rebanho sem perdão? É bom que você acredite. Há homens perversos nesse mundo que são capazes de coisas perversas. NO INSTANTE EM QUE VOCÊ ESQUECE DISSO, OU FINGE QUE ISSO NÃO É VERDADE, VOCÊ SE TORNA UMA OVELHA. NÃO HÁ SEGURANÇA NA NEGAÇÃO !

“E então há os Cães Pastores”, ele continuou, “e eu sou um Cão Pastor. Eu vivo para proteger o rebanho e confrontar o lobo.”

Se você não tem capacidade para a violência, então você é um saudável e produtivo cidadão, uma ovelha. Se você tem capacidade para a violência e não tem empatia por seus concidadãos, então você é um sociopata agressivo, um lobo. Mas, e se você tem capacidade para a violência e um amor profundo por seus conterrâneos? O que você tem então? Um Cão Pastor, um Guerreiro, alguém que anda no caminho do Herói. Alguém que pode entrar no coração da escuridão, dentro da fobia humana universal e sair de novo.

Deixe-me desenvolver o excelente modelo de ovelhas, lobos e cães daquele velho soldado. Nós sabemos que as ovelhas vivem em negação da realidade, e isso é o que as faz ovelhas. Elas não querem aceitar o fato de que há mal neste mundo. Elas podem aceitar o fato de que incêndios podem acontecer, e é por isso que elas querem extintores, sprinklers, alarmes e saídas de incêndio em tudo quanto é canto das escolas de seus filhos. Mas muitas delas ficam ultrajadas diante da idéia de colocar um Policial armado na escola de seus filhos. Nossos filhos são milhares de vezes mais suscetíveis a serem mortos ou seriamente feridos por violência escolar do que por fogo, mas a única resposta da ovelha para a possibilidade de violência é a negação. A idéia de que alguém venha matar ou ferir seus filhos é muito dura, então elas escolhem o caminho da negação.

As ovelhas geralmente não gostam dos Cães Pastores, nem de suas armas. Ele parece muito com o lobo. Ele tem dentes afiados e a capacidade para a violência. A diferença, no entanto, é que o Cão Pastor não deve, não pode e não irá nunca machucar as ovelhas. Qualquer Cão Pastor que intencionalmente machuque a ovelhinha será punido e removido. O mundo não pode funcionar de outra maneira, pelo menos não em uma democracia representativa ou em uma República como a nossa. Ainda assim, o Cão Pastor incomoda a ovelha. Ele é uma lembrança constante de que há lobos lá fora. As ovelhas prefeririam que ele não lhe dissesse para onde ir, não lhe desse multas e nem ficasse nas esquinas, com roupas camufladas e segurando um Fuzil. As ovelhas prefeririam que o Cão guardasse suas garras e dentes, se pintasse de branco e dissesse: “Béééééé”

Até que o lobo aparecesse. Aí o rebanho inteiro tenta desesperadamente esconder-se atrás de um único Cão !

Os estudantes, as vítimas, na escola de Columbine (EUA) eram adolescentes, grandes e durões. Sob circunstâncias ordinárias, eles nunca gastariam algum tempo de seu dia para dizer algo a um Policial. Eles não eram adolescentes ruins, eles simplesmente não teriam nada a dizer a um Policial. Quando a escola estava sob ataque, no entanto, e os times da SWAT estavam entrando nas salas e corredores, os Policiais tinham praticamente que arrancar os adolescentes que se agarravam às suas pernas, chorando. É assim que as ovelhinhas se sentem quanto a respeito de seus Cães Pastores quando o lobo está na porta.

Olhe o que aconteceu depois do 11 de setembro, quando o lobo bateu forte na porta. Lembram-se de como a América, mais do que nunca, sentiu-se diferente a respeito de seus Militares, Policiais e Bombeiros ? Lembram-se de quantas vezes ouviu-se a palavra Herói ?

Entendam que não há nada de moralmente superior em ser um Cão Pastor; é apenas aquilo que você escolhe ser. Entendam ainda que um Cão Pastor é uma criatura esquisita. Ele está sempre farejando o perímetro, latindo para coisas que fazem barulho durante a noite, e esperando ansiosamente por uma batalha. Os Cães jovens anseiam por uma batalha, é bom dizer. Os Cães velhos são mais espertos; mas ao ouvir o som das armas e perceberem que são necessários, eles se movem imediatamente, junto com os jovens. É aqui que as ovelhas e Cães pensam diferente. A ovelha faz de conta que o lobo nunca virá, mas o Cão vive por aquele dia. Depois dos ataques de 11 de setembro, a maior parte das ovelhas, isto é, a maioria dos cidadãos na América disse “Graças a Deus que eu não estava em um daqueles aviões”. Os Cães Pastores, os Guerreiros, disseram, “Meu Deus, eu gostaria de ter estado em um daqueles aviões. Talvez eu pudesse ter feito a diferença.” Quando você está verdadeiramente transformado em um Guerreiro, você quer estar lá. Você quer tentar fazer a diferença!

Não há nada de moralmente superior sobre o Cão, o Guerreiro, mas ele leva vantagem em uma coisa. Apenas uma. E essa vantagem é a de que ele é capaz de sobreviver em um ambiente ou situação que destrói 98% da população.

Houve uma pesquisa alguns anos atrás com indivíduos condenados por crimes violentos. Esses presos estavam encarcerados por sérios e predatórios atos de violência: Assaltos, estupros, assassinatos e assassinatos de policias. A GRANDE MAIORIA DISSE QUE ESCOLHIA SUAS VÍTIMAS PELA LINGUAGEM CORPORAL: ANDAR DESLEIXADO, COMPORTAMENTO PASSIVO E FALTA DE ATENÇÃO AO AMBIENTE. Eles escolhiam suas vítimas como os grandes felinos fazem na África, quando eles selecionam aquele que parece menos capaz de se defender. Algumas pessoas parecem destinadas a serem ovelhas e outras parecem ser geneticamente escolhidas para serem lobos ou Cães. Mas eu acredito que a maior parte das pessoas pode escolher qual dos dois elas querem ser, e eu estou orgulhoso de dizer que mais e mais americanos estão escolhendo ser Cães.

Sete meses depois do ataque de 11 de setembro, Todd Beamer foi homenageado em sua cidade natal, Cranbury, New Jersey. Todd, como vocês se lembram, era o homem no vôo 93, sobre a Pensilvânia, que ligou de seu celular para alertar um operador da United Airlines sobre o seqüestro. Quando ele soube que outros três aviões haviam sido usados como armas, Todd largou o telefone e disse as palavras “Let’s roll” o que as autoridades acreditam que tenha sido um sinal para os outros passageiros para confrontar os seqüestradores. Em uma hora, uma transformação ocorreu entre os passageiros – atletas, homens de negócios e pais – de ovelhas para Cães Pastores e juntos eles combateram os lobos, salvando um número indeterminado de vidas no chão.

Não há salvação para o homem honesto, a não ser esperar todo o mal possível dos homens ruins.” – Edmund Burke

Aqui é o ponto que eu gosto de enfatizar, especialmente para os milhares de Militares e Policiais para os quais falo todo ano. Na natureza, as ovelhas, as ovelhas de verdade, nascem assim. Cães nascem assim, bem como os lobos. Eles não têm uma chance. Mas você não é uma criatura. Você é um ser humano, e como tal pode ser o que quiser. É uma decisão moral consciente. Se você quer ser uma ovelha, então você pode ser uma ovelha e está tudo bem, mas você deve entender o preço a pagar. Quando o lobo vier, você e as pessoas que você ama morrerão se não houver um Guerreiro por perto para protegê-lo. Se você quer ser um lobo, tudo bem, mas os Pastores o caçarão e você não terá descanso, segurança, confiança ou amor. Mas se você quiser ser um Cão Pastor e andar no caminho do Guerreiro, então você deve tomar uma decisão consciente DIÁRIA de dedicar-se, equipar-se e preparar-se para aquele momento tóxico, corrosivo, quando o lobo vem bater em sua porta.

Quantos Policiais, por exemplo, levam armas para a Igreja? Elas estão bem escondidas em coldres de tornozelo, coldres de ombro, dentro dos cintos ou nas costas. A qualquer hora em que você estiver no culto ou na missa, há uma boa chance que um Policial na sua congregação esteja armado. Você nunca saberia se havia ou não um indivíduo assim em seu local de adoração, até que o lobo aparecesse para massacrar você e as pessoas que você ama. Eu estava treinando um grupo de Policiais no Texas e, durante o intervalo, um Policial perguntou a seu amigo se ele levava a arma para a igreja. O outro respondeu “Eu nunca vou desarmado à Igreja”. Eu perguntei por que ele tinha uma opinião tão firme a esse respeito, e ele me contou a respeito de um Policial que ele conhecia que esteve em um massacre em uma Igreja em Fort Worth, Texas, em 1999. Nesse incidente, uma pessoa desequilibrada mentalmente entrou na Igreja e abriu fogo, matando 14 pessoas. Ele disse que o Policial acreditava que ele podia ter salvo todas as vidas naquele dia se ele estivesse carregando sua arma. Seu próprio filho foi atingido, e tudo o que ele pôde fazer foi atirar-se sobre o corpo do garoto e esperar a morte. Aquele Policial me olhou nos olhos e disse: “Você tem idéia do quão difícil é viver consigo mesmo depois disso?”

Alguns ficariam horrorizados se soubessem que esse Policial estava armado na Igreja. Eles o chamariam de paranóico e provavelmente o admoestariam. Ainda assim, esses mesmo indivíduos ficariam enfurecidos e pediriam que “cabeças rolassem” se descobrissem que os air bags de seus carros estavam defeituosos, ou que os extintores de incêndio nas escolas de seus filhos não funcionavam. Eles podem aceitar o fato que fogo e acidentes de trânsito podem acontecer e que deve haver medidas de segurança contra eles.

A única resposta deles ao lobo, no entanto, é a negação, e, frequentemente, sua única resposta ao Cão Pastor é a chacota e o desdém. Mas o Cão Pastor pergunta silenciosamente a si mesmo: “Você tem idéia do quão duro seria viver consigo mesmo se seus entes queridos fossem atacados e mortos, e você ficasse ali impotente porque está despreparado para aquele dia?”

É a negação que transforma as pessoas em ovelhas. Ovelhas são psicologicamente destruídas pelo combate porque sua única defesa é a negação, que é contra-produtiva e destrutiva, resultando em medo, impotência e horror, quando o lobo aparece.

A negação mata você duas vezes. Mata uma, no momento da verdade, quando você não está fisicamente preparado: você não trouxe sua arma, não treinou. Sua única defesa era o pensamento positivo. Esperança não é uma estratégia. A negação te mata uma segunda vez porque mesmo que você sobreviva fisicamente, você fica psicologicamente destroçado pelo seu medo, impotência e horror na hora da verdade.

Gavin de Becker coloca dessa maneira em “Fear Less”, seu soberbo livro escrito após o 11 de Setembro, leitura requerida para qualquer um tentando entender a atual situação global: “… a negação pode ser sedutora, mas ela tem um efeito colateral insidioso. Apesar de toda a paz de espírito que aqueles que negam a realidade supostamente alcançam por dizerem que as coisas não são tão sérias assim, a queda que eles sofrem quando ficam cara a cara com a violência é muito mais perturbadora”. A negação é uma situação de “poupe agora, mas pague mais tarde”, uma enganação, um contrato escrito só em letras miúdas. A longo prazo, a pessoa que nega acaba conhecendo a verdade em algum nível.

Assim, o Guerreiro deve lutar para enfrentar a negação em todos os aspectos de sua vida, e preparar-se para o dia em que o mal chegará. Se você é um Guerreiro que é legalmente autorizado a carregar uma arma e você sai sem levar essa arma, então você se transforma em uma ovelha, fingindo que o homem mau não virá hoje. Ninguém pode estar ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana, a vida inteira. Todos precisam de tempo de repouso.

Mas se você está autorizado a portar uma arma e você sai sem ela, respire fundo e diga para si mesmo: “Bééééééé…”

Essa história de ser uma ovelha ou um Cão Pastor não é uma questão de sim ou não. Não é um tudo ou nada. É uma questão de degraus, um continuum. De um lado está uma desprezível ovelha com a cabeça totalmente enfiada na terra, e no outro lado está o Guerreiro completo. Poucas pessoas insistem que estão completamente em um lado ou outro. A maioria de nós vive no meio termo. Desde 11 de Setembro, quase todos na América deram um passo acima nesse continuum, distanciando-se da negação. A ovelha deu alguns passos na direção de aceitar e apreciar seus Guerreiros, e os Guerreiros começaram a tratar seu trabalho com mais seriedade. O grau para o qual você se move nesse continuum, para longe da “ovelhice” e da negação, é o grau no qual você estará preparado para defender-se e a seus entes queridos, fisicamente e psicologicamente, na hora da verdade.

Este texto não é meu, recebi em minha caixa de email. Portanto, respeito a fonte.

O crítico de bolso bacana.

Extraído de http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2013/11/1376013-o-critico-de-bolso-bacana.shtml em 25/11/2013. 12:00h.

Um dos traços essenciais de nossa psicologia é que queremos ser aceitos. Muitos filósofos, entre eles Adam Smith (1723-1790), diziam que nossa imaginação é constantemente presa à inquietação de como somos vistos pelos outros, fato este que é parte saudável da vida moral social, mas que também facilmente degenera numa angústia de dependência afetiva destruidora da autonomia.

Uma das formas mais seguras de se sentir aceito pelo grupo é desenvolver opiniões de rebanho. No fundo, temos horror a sermos recusados pelo bando, mas, hoje em dia, esse desejo de agradar é avassalador.

As redes sociais e sua mesmice brega, espaço de repetição do irrelevante, são prova de nossa condição de rebanho como pilar da (in)segurança psicológica.

As redes sociais criaram um novo perfil, o do crítico de bolso em versão pós-moderninha. O sonho dessa moçada, que se afoga na irrelevância e no desespero do anonimato cotidiano (que assola todos nós), é ter opiniões sobre as coisas, mas acaba mesmo falando da pizza que comeu ontem ou xingando os inimigos de plantão. O sonho de muitas dessas pessoas é frequentar jantares inteligentes nos quais gente bacana emite opiniões bacanas.

A forma mais fácil de frequentar jantares inteligentes é atacar a igreja, os EUA e a polícia. Mais sofisticado, mas que também garante acesso aos jantares inteligentes das zonas oeste e sul de São Paulo, é dizer que “o modelo social está ultrapassado”. Esta frase leva algumas pessoas ao orgasmo (risadas?).

“O modelo social está ultrapassado” é a típica frase de quem quer se passar por crítico (mas, na realidade, é crítico de bolso), porque é a sociedade de mercado (ou como dizia Adam Smith, “commercial society”), a mesma que os comunistas chamam de “capitalismo”, que nos retirou da miséria que é o estado natural da vida (e à qual voltamos rapidinho se o Brasil virar a Venezuela de Chávez e Maduro).

Toda riqueza que sustenta esse povo de jantares inteligentes, a começar pelo “bom vinho em conta”, é fruto do mesmo modelo que consideram ultrapassado.

Aqui e ali, faça uma caricatura de quem você não consegue enfrentar porque lhe falta repertório conceitual. Diga que são racistas, “sequicistas” e homófobos. Conte, fingindo segredo, que seu filho é do círculo íntimo dos “maravilhosos” meninos do MPL e que sua filha é (incrível!!) black bloc, mas nunca bateu em ninguém.

Assim você chegará à sobremesa (leve, pois em jantares inteligentes ninguém quer engordar, porque sabe que os parceiros de jantares inteligentes são pessoas muito críticas) com segurança, sem dizer nada que ponha em risco sua cidadania de gente bacana.

Mas o que marca essa gente bacana é que na verdade nunca fala, nem tem contato real, com as pessoas fora das escolas de R$ 3.000 que paga para os seus filhos críticos desde os cinco anos de idade frequentarem, ou do seu círculo profissional chique e/ou da praia chique onde tem sua casa de praia típica de praias chiques.

O problema, quando você é um cidadão de jantares inteligentes, é que você acaba mesmo alienado e acreditando nas suas próprias críticas de bolso. Mas vamos ao que interessa. Vamos falar de um dos tópicos que autorizam você a se achar bacana e a frequentar jantares inteligentes: a polícia.

Outro dia, por acaso, conversei por cerca de três horas com um policial militar aposentado do Estado de São Paulo. Muito instrutivo, uma vez que sou egresso do mundo de gente bacana, que, portanto, nada sabe acerca do mundo real.

Ele definia sua classe como aquela que vive com a “mão no lixo” que essa gente bacana nunca vê de fato -a não ser quando resolve fazer ensaios fotográficos sobre “injustiça social”. Reclama de como eles são invisíveis e de como a sociedade, na sua maioria, os considera parte do lixo. Um sofrimento profundo, devido a essa invisibilidade, marcava seu rosto de solitário. A polícia é um dos setores mais maltratados da sociedade, apesar de essencial.

Essa gente bacana sai correndo do jantar inteligente para o carro, com medo, sonhando com um baseado e uma bike em Amsterdã nas férias.

Texto de Luiz Felipe Pondé. Pernambucano, filósofo, escritor e ensaísta, doutor pela USP, pós-doutorado em epistemologia pela Universidade de Tel Aviv, professor da PUC-SP e da Faap, discute temas como comportamento contemporâneo, religião, niilismo, ciência. Autor de vários títulos, entre eles, “Contra um mundo melhor” (Ed. LeYa). Escreve às segundas na versão impressa de “Ilustrada”.

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