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Por que você pensa que o crime está em ascensão?

O Brasil passa por um período de inquietação sem precedentes, de caráter politico, econômica, educacional, na área da saúde, em outras áreas… mas em termos acadêmicos, sociais e até mesmo políticos (de novo), esses três últimos juntos, no campo da segurança pública especificamente, no trabalho policial, a discussão nunca vai acabar.

Com o passar dos anos, tem-se notado a mudança no perfil do policial e da Instituição, no resultado do trabalho policial e em suas ações. É notável a mudança de paradigmas e a dificuldade em manter um visão positiva sobre a Instituição policial e seus integrantes.

O texto traduzido é interessante porque mesmo se referindo a uma sociedade de outro país, percebe-se correlação direta das causas e efeitos: porque o crime no Brasil vem crescendo. Aliado a outros fatores não mencionados e existentes em nosso Brasil, tais como corrupção, cultura local e diferenças de todo o tipo, recomendo a leitura e observação dos pontos abaixo.

Esta é a visão particular de um policial americano* e suas avaliações para explicar o aumento do crime.

Vá e vença!

 

Tradução livre.

Extraído de: http://calibrepress.com/2016/01/why-do-you-think-crime-is-on-the-rise/ em 20 de janeiro de 2016.

Por que você acha que o crime está em ascensão?

Como o crime violento sobe em nossos centros urbanos, as respostas óbvias que iludem a elite que criou esta confusão trágica.

Há pouco mais de dois anos atrás, em agosto de 2013, eu escrevi um artigo que chamou a atenção, do público, dos especialistas, dos tipos de mídia, dos políticos e, especificamente, da American Civil Liberties Union sobre sua retórica negativa e incendiária da polícia em Nova York e a aplicação da lei em geral. Sua retórica histérica na época, visava a prática sancionada pelo tribunal, tratada como “parar e revistar”.

As elites estavam em pé de guerra sobre como a polícia estava usando essa tática em áreas de alta criminalidade, onde drogas e armas são predominantes. Alguns se referem à prática de inconstitucionalidade, enquanto outros rotulavam a polícia como uma moderna “gestapo” (a sádica polícia secreta da Alemanha nazista). E, claro, muitos acreditavam que a prática e a motivação reais do trabalho da polícia era baseado em racismo.

Bill DeBlasio (Candidato à prefeitura de Nova York) garantiu que ele iria frear a polícia e a tática do parar e revistar e que esta não ocorreria mais se ele fosse eleito prefeito de Nova York. E ele foi.

Parecia que ninguém mais queria em Nova York uma polícia pró-ativa.

Ninguém, exceto… muitos dos cidadãos que realmente viviam na Big Apple. Em outubro 2013, uma pesquisa da Universidade Quinnipiac, revelou que a segurança pública foi o ponto mais alto nas mentes dos eleitores. Quando perguntaram o que era mais importante, manter as taxas de criminalidade para baixo ou mudar o esquema do parar e revistar, 62% disse que manter as taxas de criminalidade baixa era mais importante. Apenas 30% disseram que a reforma do parar e revistar deveria mudar.

Por quê?

Porque os cidadãos, especialmente aqueles que vivem em áreas de alta criminalidade, que presenciam o crime, o sofrimento e a dor infligida por criminosos e da lei e do mais fraco.

Para as pessoas que entendem sobre a “polícia ocupada” nos bairros, parar e revistar é uma prática da aplicação da lei que salva vidas.

Isto, obviamente, não importa para aqueles que não estão em risco. Eles continuarão a demonizar a polícia. Então eu ofereci uma solução sobre como eliminar as queixas sobre a polícia. O que toda a polícia tinha a fazer era: parar de trabalhar!

Nesse artigo eu tentei explicar para os próprios policiais, que não haveria nenhuma desvantagem para esta alteração tática.

Mais uma vez: por quê?

Porque: Os policiais não vão ser demitidos por não fazer, eles serão demitidos por fazer.

Policiais sabem que não há praticamente nenhum risco de ser demitido por um processo de trabalho ruim e inatividade durante um período de dez anos. O risco para a rescisão disciplinar seja, talvez, em ser pró-ativo.

A maioria dos cidadãos não sabe disso, mas existem leis baseadas em regras, na maioria dos estados, que proíbem os supervisores da polícia de estabelecer quotas a serem cumpridas. Em outras palavras, você não pode legalmente fazer policiais escrever multas e parar pessoas suspeitas.

Policiais de todo este país sabem muito bem que, se eles simplesmente responderem a chamadas do 911, dirigir a viatura por aí sem rumo em suas de patrulhas de rotina e evitar a atividade auto-iniciada, eles ainda vão receber o pagamento. Que inferno, e com essa filosofia ainda pode ser promovido!

Bem, muita coisa aconteceu desde o verão de 2013 – Ferguson, Eric Garner, Baltimore e Freddie Gray, a mídia reagiu e os policiais também.

Durante os últimos 6-8 meses, houve um debate sobre – Se esta filosofia de parar de trabalhar realmente está acontecendo: Alguns policiais estavam tornando a abordagem menos pró-ativa?

Um aumento da criminalidade

O que sabemos é isto. Taxas de crimes violentos estão em alta em muitas das grandes cidades: 13% em Los Angeles em relação ao ano passado; homicídios são até 54%, em Washington, DC, em 2015; e Baltimore? Essa cidade é a mais mortal que existiu… É um banho de sangue, um banho de sangue cruel entre os centros urbanos da América. Tem alguma coisa a ver com policiais ignorando as pessoas suspeitas e as atividades questionáveis?

Claro que não.

Eu vivo fora de Chicago, uma cidade que viu cerca de 3.000 pessoas feridas a tiro no ano passado, 470 dos quais fatalmente. É a pior marca em anos. Tenho conversado com policiais, incluindo supervisores em dois subúrbios de Chicago, bem como na cidade de Chicago, e o que eu estou ouvindo é que eu me tornei um profeta há um ano e meio atrás.

Illinois aprovou uma série de leis sob o título: Relações entre Polícia e Comunidade.

Deveria ter sido intitulado: Na Polícia todos são maus, nós sabemos, portanto, vamos culpá-los por tudo e eliminar qualquer desejo neles para ser proativo.

Mas isso seria questão de tempo, eu acho.

Um supervisor de um departamento suburbano me enviou um guia de treinamento de 30 páginas, que ensina policiais sobre as novas leis e sobre como conduzir uma abordagem de investigação. Exige que se justifique por escrito, no local e à pessoa parada:

  • Por que eles achavam que a pessoa estava com um comportamento suspeito.
  • Se eles realizassem uma revista, eles tem que explicar não apenas porque eles achavam que o sujeito pudesse estar em posse de uma arma (como exigido pela jurisprudência), mas por que o policial pensou que ele, ela ou os outros poderiam tornar-se uma vítima de um ataque iminente da pessoa que está sendo abordada.

Em seguida, após a abordagem, os policiais têm de dar à pessoa que foi parada um recibo com todas as informações sobre ele (sobre o policial) junto com um número de telefone para chamar, caso desejassem reclamar sobre o policial.

Então, não estou brincando, os policiais tem de preencher um formulário para o Departamento de Transportes de Illinois com as seguintes informações sobre ele:

  • O gênero e determinação subjetiva sobre a raça da pessoa abordada.
  • Raça do suspeito serão selecionadas na seguinte lista: indiano ou Alaska nativo americano, asiático, preto ou Africano americanos, hispânicos ou latinos, nativo do Havaí ou de outras ilhas do Pacífico ou branca;
  • Todas as razões que levaram à abordagem;
  • A data e a hora da abordagem;
  • O local da abordagem;
  • Se foi feita ou não, uma revista em caráter de proteção, todas as supostas razões que levaram à abordagem e se esta revista foi realizada com o consentimento ou por outros meios; e;

– Estou Cansado de digitar. Mas existem mais cinco destes pontos hifenizados.

Então eu perguntei a este comandante quantos destes cartões foram concluídos nos primeiros 14 dias de 2016. Sua resposta?

“Um.”

E então ele riu e disse: “Eu não estou esperando muito mais.”

“A lei, desde o ano passado é que não podemos fazer policiais escrever multas. Podemos obriga-los a fazer um certo número de abordagens de trânsito, mas não podemos lhes dizer para fazer cumprir as leis de trânsito quando eles param o motorista. “

Ele admitiu que a quantidade das multas eram significativamente menor, mas ele disse que não é apenas por causa da lei que os proíbe de fazê-los escrever multas, é por causa do clima político. Ele disse: “Toda denúncia torna-se um inquérito interno, que é um problema no registro do policial. E é uma porcaria para quem vai investigar a denúncia. Assim, o incentivo para ser pró-ativo está desaparecendo. “

Na cidade de Chicago até agora em 2016, o número de abordagens está abaixo cerca de 80 por cento em comparação ao ano passado.

De acordo com um artigo escrito por Mark Konkol, em 13 de janeiro: “Também tem havido um declínio de 37 por cento em prisões por arma de fogo e uma diminuição de 35 por cento em apreensões de armas em comparação com o ano passado …”

“Enquanto isso, houve mais de 72 disparos (um aumento de 218 por cento) e mais 10 assassinatos (um aumento de 125 por cento) do que durante o mesmo período no ano passado …”

Você acha que pode haver uma correlação entre o exagero da mídia, a resposta política, ausência de atitude do policial e o aumento no crime?

Finalmente, eu falei com um policial novato, muito agressivo, inteligente e motivado em um subúrbio de Chicago. Aqui está o seu pensamento:

“A mesma coisa está acontecendo em nosso departamento. Só temos alguns policiais que andam em carros de dois homens dentro do terreno. Eles foram identificados como sendo os agentes mais agressivos/proativos que temos e estou honrado por ter sido escolhido para trabalhar com esse grupo. Mas a verdade é que estamos a fazer menos. “

“Os policiais não chamam no rádio a maior parte de abordagens de trânsito na rua, porque eles não querem preencher esses relatórios de abordagem ou preencher duas páginas de papelada só porque eles achavam que deveriam falar com alguém que estava agindo de maneira suspeita,” ele disse. “Inferno, nos gasta metade da nossa noite na estação de trabalho só preenchendo esta papelada. Nós até temos que entregar às pessoas, recibos, após a abordagem, com o nosso nome, números de matrícula e números de telefone, para que eles possam reclamar depois, caso estejam insatisfeitos.

Como é esse trabalho?

“Temos recebido reclamações sem noção, mas os chefes, mesmo assim, ainda tem que nos investigar. Alguns policiais pensam que não vale a pena arriscar seu emprego, muitos simplesmente pararam. E não há nada que o supervisor possa fazer sobre isso. “

E este é agora o triste estado das coisas neste país.

Conclusão

A fim de ter um protagonista tem de haver um antagonista. Neste triste estado de coisas, os policiais são os maus e os criminosos são as vítimas.

Todos, desde o presidente ao editor local do jornal local cita a verdade sobre o crime: É assim desde 1990. Até agora.

Mas você pode descobrir por que? Porque há um número recorde de bandidos na prisão.

Agora queremos deixar essas almas incompreensivelmente perdidas de fora e, ao mesmo tempo, estamos a demonizar e algemar a polícia.

O que você acha, qual será o resultado final para a sociedade?

Bem, Senhoras e Senhores, estamos prestes a descobrir.

* Jim Glennon

Lt. Jim Glennon (ret.) is the owner and lead instructor for Calibre Press. He is a third-generation LEO, retired from the Lombard, Ill. PD after 29 years of service. Rising to the rank of lieutenant, he commanded both patrol and the Investigations Unit. In 1998, he was selected as the first Commander of Investigations for the newly formed DuPage County Major Crimes (Homicide) Task Force. He has a BA in Psychology, a Masters in Law Enforcement Justice Administration, is the author of the book Arresting Communication: Essential Interaction Skills for Law Enforcement.

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Acionando a polícia por SMS.

Exatamente!

Um dos prestadores de serviço de telefonia celular americano esta colocando em fase de testes, dependendo apenas da aprovação do FCC(Federal Communications Commission), órgão regulador destas atividades, para aprovar o serviço de acionamento das entidades de emergência por mensagens de texto.

O serviço é esse mesmo, mandar um SMS para acionar, Bombeiros, Polícia ou outro órgão de segurança quando não for possível conversar ou que seja necessário ser discreto.

A previsão é que este serviço entre em vigor em 2014.

Encontrei este vídeo abaixo, de 2011, onde uma pessoa do serviço de emergência explica porque o sistema não é possível ainda. Muita coisa mudou. A alegação à época era apenas de diferença de tecnologia.

Boa dica para os serviços no Brasil. ( mas já sei o que vão pensar, se nem ligando, né?)

Mas vamos em frente, pois achei fantástico essa ação.

 Força e Honra! 

Fonte: http://dvice.com/archives/2012/12/text-to-911-ser.php?utm_medium=referral&utm_source=pulsenews

A Polícia que temos e a Polícia que queremos ter.

Olhando este vídeo, substitua as siglas do estado de São Paulo, inclusive dos números, pelos do seu estado.

Sinta-se contagiado pelo discurso de um Comandante que, em nenhum momento, fez menção à pessoa de Autoridade nenhuma, que aproveitou o momento concedido para falar apenas da Instituição Policial. Um discurso bem claro, num tom de voz sereno, compreensível, firme e livre de preocupações.

Reforço o desejo da nobre PMESP: Ser o manto de proteção da sociedade paulista.

Vamos em frente.

Força e Honra!

Não pode algemar?

Eu não entendi as razões dos pedidos de explicações dos diversos políticos do Brasil.
Ontem mesmo, diversos pobres e outras pessoas de outras categorias estiveram na mesma condição e nenhuma pessoa solicitou explicações sobre o algemamento de cada um deles.
O que eu entendo é que há uma grande preocupação em ser algemado também, quando for preso, huh?
Vejam este vídeo abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=RJcmIRvxaiE&feature=player_embedded#at%3D98

No vídeo, algum político veio à imprensa reclamar do tratamento fornecido a estes persomagens? Creio que não!
Se mencionaram o caso, foi para relatar que a justiça estava sendo feita, em respeito à democracia do País, que aliás, no Brasil ainda está vigente, apesar da bagunça.

Ao povo brasileiro em geral: naquele avião, todo preso será algemado, é o protocolo. O melhor exemplo de democracia, todo são iguais perante a Lei, então, algema neles.

Outra sugestão: parem de roubar e enganar o povo, ia ajudar muito!

Força e Honra!

Mais um vídeo interessante.

O chefe de polícia de Los Angeles, William Bratton, responsável pela redução da criminalidade em Nova York e criador do modelo de administração Compstat, que se baseia em estatísticas, no mapeamento do crime e na responsabilização dos policiais por resultados é entrevistado por Ronaldo França.

Boas impressões eu tirei deste vídeo, mas vale lembrar que não é uma fórmula para solução  dos problemas, mas sim, uma solução que pode ser agregada a outras ações com o objetivo de  melhorar nossa prestação de serviços aos cidadãos.

Questão de reflexão sobre os comentários a respeito das polícias civil e militar, apesar da tradução livre de quem postou as legendas, mas vale a pena.

Força e Honra!

Para saber mais:

http://www.compstat.org/Start/index.html

http://www.lapdonline.org/crime_maps_and_compstat

Compstat in Australia: An analysis of the spatial and temporal impact

http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B6V75-526MY26-1&_user=79777&_coverDate=04%2F30%2F2011&_rdoc=1&_fmt=high&_orig=gateway&_origin=gateway&_sort=d&_docanchor=&view=c&_acct=C000006418&_version=1&_urlVersion=0&_userid=79777&md5=7bc70c79ed42befbe302df33953a42d8&searchtype=a

Os sete hábitos de uma Instituição policial fracassada.

Nessa discussão não vou entrar em detalhes mas, mas…tanto problema. A falta de planejamento estratégicom e a ausência de um alinhamento estratégicom também deveria estar presentspes aqui, mas qual o motivo que me impedem de citá-los neste texto? Vou responder: porque são comuns! Citei aqui apenas os hábitos que geralmente não são valorizados na nossa Instituição. Há quem discorde… Por que será?
Vamos em frente.

1. Servir ao cliente errado.
O primeiro cliente para um Comandante deve ser o policial que está na rua, na viatura, à pé ou montado, não interessa. Se este policiais tratarem os cidadãos da mesma forma que os Comandantes tratam seus subordinados, o que resta desta fórmula serão reclamações em todos os sentidos. Respeito e comunicação com os integrantes da Unidade gera as mesmas atitudes nas ruas. Se você quer policiais que se preocupem com cidadāos, precisaremos de Comandantes que se preocupem com seus policiais.

2. O policiamento comunitário teatral.
Os Comandantes sāo forçados a fazer algo para o qual não estavam preparados ou que  não concordam. Coisas do tipo: “são ordens superiores, cumpra”, geralmente sem base estratégica.

O policiamento comunitário original envolve toda uma discussão dos problemas locais com a comunidade e policiais de linha, devidamente envolvidos com a filosofia,  apoiados ainda por pesquisas e empoderamento discretos, que são fundamentais para o sucesso deste policiamento.

Relações públicas, prevenção de crimes e reuniões comunitárias não são considerados exclusivamente policiamento comunitário mas geralmente substituem o trabalho duro da comunicação e colaboração que a comunidade ainda deve exercitar e ser incentivada a executar.

3. Integridade abandonada.
Algumas Unidades assumem “de boca apenas” a tarja da delinquência policial e não possuem confiança no profissionalismo de seus integrantes, na mesma direção, segue aquela Unidade que não possui nenhum tipo de controle sobre os policiais ou que não possui nenhum política de mudança de sua própria imagem, pelo menos para manter a frágil integridade que deveria existir.
Isto tudo inclui o trabalho com evidências, dinheiro relacionado com crimes, trabalho com jovens, drogas, trânsito e regras diversas para atendimento de ocorrências.
Monitorar o comportamento dos policiais serve para manter a disciplina e realizar uma identificação prematura de desvio de conduta, nestes casos, pode-se identificar os bons comportamentos também, dignos de elogios, que  após externados, encorajam ainda mais a integridade.

4. Treinamento exótico.
A estratégia de treinamento de uma Instituição policial fracassada é apresentada numa folha de caderno, um rascunho. A falta de foco na definição dos objetivos do treinamento favorece a aparição do treinamento do tipo exótico, por consequência, os policiais vão treinando aquilo que aparecer. Ė bacana oferecer treinamento especializado para motivar e manter os policiais interessados, mas enviar um policial para um curso de isolamento de local de crime com emprego de equipamentos de mergulho autônomo não faz sentido. Sem estabelecer qual a verdadeira necesidade das Unidades nunca existirá um plano de treinamento consistente e relevante.

5. Armadilhas camufladas
Unidades que não se preocupam com a saúde psicológica de seus policiais vão sofrer queda na produtividade e encurtamento na carreira, ou seja, aposentadoria prematura, elevados índices de afastamento por doenças ou ferimentos. Ignorar e encarar os eventos traumáticos simplesmente como “faz parte do trabalho” cria a sensação de ausência de proteção, que pode levar os policiais a uma erosão lenta de sua estrutura emocional.
Um serviço regular e preventivo para estes casos deveria ser tão importante quanto qualquer outro programa operacional que é planejado.

6. A linha de liderança abandonada.
A liderança requer o estabelecimento de manutenção, de cultura e tradição. Na ausência de senso de identidade, missão e propósitos, a partir dos Comandantes, cada policial vai criar o seu parãmetro de acordo com suas necessidades pessoais, conclusåo, cada um vai fazer força para um lado diferente. Policiais cínicos e individualistas podem dominar todo um grupo se não encontrarem símbolos positivos e ricos em qualidade. Uma linguagem informal dentro do grupo e tradições estabelecidas no seio deste grupo estebelecem líderes de valores positivos dignos de serem exemplos a serem seguidos.

7. Liderança individualista.
Alguns comandantes demoram a entender que eles não são as pessoas mais espertas do mundo sempre e falham em cultivar a inteligência e a influência nos seus Oficiais principalmente.
Idéias, devem genuinamente ser bem recebidas, disponíveis para consideração posterior e recompensadas quando forem implementadas por serem boas demais. Comandantes não gostam de dividir sua força, mas é essencial que eles dividam sua influência. Nem toda idéia é uma boa idéia, mas nem toda boa idéia vem do comando da Unidade. Se queres uma unidade fraca, comande com a política do medo, do medo que seus homens encarem o Comandante e discutam algo ou que seus policiais tenham medo em discutir algo, principalmente contrariando o Comandante.

Força e Honra!

Elaborado em dispositivo móvel, desconsidere os erros de digitação por gentileza

Mais em:

http://www.administracaoegestao.com.br/planejamento-estrategico/dificuldades-na-implementacao-da-estrategia/

http://www.clodomiro.xpg.com.br/e147.html

MILITARES, NUNCA MAIS!!!

O texto não é meu, mas se fosse…adivinha!

Por Millôr Fernandes

MIllor

Ainda bem que hoje tudo é diferente, temos um PT sério, honesto e progressista. Cresce o grupo que não quer mais ver militares no poder, pelas razões abaixo:

1. Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças…

2. Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista.

3. Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora.

4. Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que iam de um lado ao outro e não queriam sofrer na espera da barcaça que levava meia dúzia de carros.

5. Criaram esse maldito do Proálcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia. Para apressar logo o fim do chamado “ouro negro”, deram um impulso gigantesco à Petrobras, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); sem contar o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do álcool.

6. Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial.

7. Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego, ficaram sem a desculpa do “estou desempregado”.

8. Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo. Uma desgraça completa.

9. Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.

10. Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. O Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.

Legenda pra quê?

11. Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.

12. Baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país. Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque soltaram uma “bombinha de São João” no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.

13. Os militares são muito estressados. Fazem tempestade em copo d’água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas, ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.

14. Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

15. Inventaram um tal de FGTS, PIS e PASEP, só para criar atritos entre empregados e patrões. Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder desses empregados contra os seus patrões. Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver. Outras desgraças criadas pelos militares:

16. Trouxeram a TV em cores para as nossas casas, pelas mãos e burrice de um Oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que inventou o sistema PAL-M.

17. Criaram a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM. Tudo isso e muito mais os militares fizeram em 22 anos de governo.

Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguintes, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram.

Graças a Deus!

Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: “Militar no poder, nunca mais!!!”, exceto os domesticados.

ALÉM DISSO, NENHUM DESSES MILITARES CONSEGUIU FICAR RICO!

BAITA INCOMPETÊNCIA…

Força e Honra!

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