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Ocorrência com facas…de novo!

Entenda!

Este texto, muito curto, tem por objetivo apenas mostrar que diante de uma faca, numa ocorrência, a prioridade de emprego deve ser do equipamento que oferece incapacitação imediata. Não vou entrar em detalhes se arma de fogo ou equipamento elétrico de incapacitação (tipo taser, spark ou outras), incapacite a reação imediatamente.

Uma certeza eu tenho. Se você for partir para as técnicas de defesa pessoal, provavelmente vai se machucar.

Eu explico:

Diferente dos treinos a dois em tatame, como nos cursos de defesa pessoal, este oponente de rua, com faca numa das mãos,  não vai se submeter à aplicação da imobilização imediatamente, como seu colega faz nos treinos de academia. Ele (o oponente) quer de qualquer forma acabar com você e te lascar de todo o jeito, então não se iluda, de que aquela chave de braço, fácil de aplicar no tatame ou vista no youtube irá funcionar perfeitamente, porque não vai.

Observe o vídeo abaixo. Ele menciona a regra dos 7 pés de distância(7 ft). que correspondem a apenas 2 metros de distância, abaixo dela, o risco é elevadíssimo. Acima dela, ainda é possível sacar sua arma, mas ainda há a possibilidade ainda de se machucar, mesmo se o disparo for suficiente para neutralizar a ação do oponente. A coisa piora em ambientes confinados, observe o vídeo e a cada visualização sua percepção vai mudar.

Este vídeo também serve de alerta a cidadãos comuns, que estejam portando armas legalmente.

Força e Honra!

http://www.youtube.com/watch?v=J_KJ1R2PCMM

 

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Não há dia fácil, no BOpE também!

O lançamento do livro Não Há dia Fácil, de Mark Owen[2], que também descreve a formação, treinamento, seleção e a vida dos integrantes da equipe verde do SEALS[3] americano, conduziu a nós, operações especiais a refletir diversas coisas a respeito de nosso processo de treinamento e seleção, para enfim, tornar-se um Caveira.

Em mim, essa reflexão ressurgiu a partir da leitura deste livro, pois é um sentimento que nasceu realmente desde a leitura de um livro escrito por outro autor, Chris McNab[4], que conheci através da indicação de um colega, Renato Paim, Oficial da Instituição, creio que ainda no ano 2000. Outros livros se seguiram após este e com isso, a oportunidade de comparar e aprimorar nossa capacidade, seja de operação ou na formação de outros profissionais.

As reflexões a que me refiro incidem diretamente no nosso processo de seleção e treinamento principalmente, pois nossas atividades e local de trabalho diferem daqueles profissionais. Será que estamos realmente na direção certa? Mesmo com toda a boa vontade? Obviamente nossas questões logísticas estão muito atrás do que retratam os livros e os filmes, pois não temos condições ainda de ter uma lanterna em cada mochila, um fuzil customizado; em algumas épocas nem fuzil tínhamos e imagine ter um painel, onde está escrito, acima da porta de nossa reserva de material, uma frase como essa: “você sonha, a gente realiza”. Paraíso!

E voltando à leitura dos diversos livros, quando o assunto é operações especiais, temos no conteúdo ou um romance exagerado, retratando como foi difícil completar uma missão, o desespero e sofrimento quando da morte de membros de uma equipe nas missões ou então sobre os desdobramentos e considerações políticas das diversas operações especiais, mas sempre levando-se em conta o lado romancista da estória.

O mistério do curso.

Pouco se escreve sobre treinamento e seleção, existe ainda um manto, justificável(?) de mistério, onde as instituições mantém em segredo a forma como formam seus homens de força e honra. Até mesmo nas conversas com nossos colegas de diversas unidades percebemos aquele ar de segredo a respeito de como são formadas estas pessoas para as diversas atividades especiais. Existe, além do mistério, uma guerra de vaidades, onde cada um, pelo que me parece, faz questão de declarar que sua etapa de formação foi a mais cruel. Chega a ser engraçado. Uma marcha de 10 km, tornam-se 100 km, 7 dias, tornam-se facilmente  15 dias sem água, descanso ou comida e assim por diante.

Os dois livros que mencionei citam muita coisa sobre o processo de treinamento de operadores. No livro de McNab incialmente, uma observação bem interessante, que versa sobre a personalidade do homem que veio participar dos primeiros treinamentos e de toda a sua origem, ou seja, o homem vinha do campo. E por conta desta origem, já acostumado com a ausência de conforto, o treinamento incluía meios mais difíceis e digamos assim, mais cruéis para preparação de seus profissionais. Eu brinco com meus colegas e chamo essa época de tempos românticos.

Com o passar dos anos, o próprio autor menciona a alteração nos homens que se interessaram pelo treinamento e com isso, a exigência de que o método de seleção também se alterasse. Não possuem mais tripas de porco apodrecida em campos de rastejo, o que era comum tempos atrás, este é apenas um pequeno exemplo. Outro ponto a considerar, foi que anos atrás, a tecnologia não era presente nestas ações e hoje, praticamente somos dependentes dela para cumprir  as nossas missões, não podemos negar isso. A geração vídeo game veio com força, mudou a forma como iremos trabalhar nossos candidatos.

A leitura de Mark Owen me deixou ainda com um boa expectativa, principalmente no que diz respeito ao modelo do processo de seleção e treinamento que realizamos no COESP[5].  O que mais me chamou a atenção foi a época em que tudo se passa no livro, primeira década do ano 2000, mais precisamente nos anos 2001 a 2009, estes são os anos das atividades citadas no livro. Sem contar que o autor ingressa nas atividades de operações especiais em 1998, um ano antes de mim. Conclusão, o livro é recente e atual no que diz respeito a todo tipo de atividade, desde o treinamento básico à conclusão da missão mais difícil.

Na leitura pude notar as explicações do autor para a forma como os instrutores “preparavam“ seus alunos para provas diversas ou para simples treinamento considerados de rotina. Desde simples exercícios físicos realizados repetidamente até o esgotamento, além da prática de empurrar veículos à noite toda por um pátio asfaltado, e outros, tudo isso com o objetivo de reproduzir o desgaste do ambiente real de combate.

O ambiente de combate reproduzido.

O autor enfatiza diversas vezes e com veemência, de que é impossível reproduzir o ambiente de combate e justifica com isso a quantidade e até mesmo a intensidade dos exercícios físicos, bem como o nível de criatividade dos instrutores em dificultar a vida dos operadores e candidatos a operadores.

O foco de todo treinamento é a missão. E todo tipo de dificuldade é imposta com o objetivo de medir a capacidade do operador em se superar e manter seu status técnico, físico e mental, principalmente após a realização atividades desgastantes.

O mais impressionante é que da mesma forma que possuem material para trabalhar, possuem material para treinar, treinar e treinar. Não há limites logísticos quando o objetivo final seja salvar vidas ou mantê-los devidamente treinados para que não sejam alvos fáceis para um qualquer. Na nossa realidade brasileira, ainda necessitamos mudar, e não é um pouco, precisamos mudar e muito. O orçamento é baixo e as possibilidades  de aquisição são difíceis, em virtudes de nossas Leis e mercado para aquisições.

Conclusões.

E após ler estes pontos nestes livros, retornei minha mente ao meu treinamento inicial. Toda vez que xingava o então SGT[6] Delgado, o fazia porque não conseguia entender as razões de cada exercício que eu e outros tantos considerávamos sem necessidade, onde na verdade, tudo tinha um propósito, repito tudo tinha um propósito.

Em relação às formas de “preparar“ os homens para suas tarefas no treinamento básico, acredito que não estamos na direção errada, só nos falta estrutura e principalmente muito apoio logístico.

A força vontade nós temos, a coragem também, além de muito orgulho. O que nos motiva? Na verdade não sabemos ainda!

Ainda estamos em constante evolução, pois procuramos saber de onde viemos e estamos à procura de um ambiente favorável para a formação de nossos operadores especiais. Este ambiente esbarra em diversos obstáculos, no ego de diversas pessoas, inclusive o nosso – somos humanos também. Cada mudança é avaliada, inclusive com a participação de pessoas que passaram pelo grupo e estão fora dele, chamamos a isso de termômetro. Vem dando certo, pelo menos o que está sob nosso controle.

Saibam todos que a todo dia nos preocupamos com nossas obrigações institucionais, a de nunca envergonhar a nossa fé, nossa família ou os nossos camaradas e por isso sabemos muito bem, que por conta dessas cobranças morais, não há dia fácil no BOPE. Na verdade, nunca houve.

Força e Honra!

Carlos Eduardo Melo de Souza – Major QOPM[7]


[1] Batalhão de Operações Especiais.

[3] A sigla da unidade é derivada de sua capacidade em operar no mar (sea), no ar (air) e em terra (land).

[5] Curso de Operações Especiais.

[6] Sargento.

[7] Ingressou na PMDF em 1995, formado em Operações Especiais(1999), atirador policial de precisão(2005) e Operações Táticas(2006) pelo Comando de Operações Táticas – Polícia Federal. Investigador da ONU em Timor Leste – 2008-2009.

Baixe este arquivo aqui: Não há dia fácil no BOPE.

Atendimento de ocorrências policiais do futuro – como serão.

A capital federal possui atualmente câmeras de alta definição em seus principais pontos, bem como ao longo das principais rodovias, gravando com áudio o som dos carros, com um software que possibilita dividir e selecionar a conversa de mil pessoas em cada quadro de vídeo gravado com precisão.

O acionamento da polícia e dos bombeiros se dá também por SMS geolocalizado, bem como pelas câmeras interativas instaladas pelo centro da cidade, onde cada cidadão acena para a câmera e um alarme aciona o Centro de Operações da Polícia – COPOL( Sim, as polícias foram unificadas), com a ativação do sistema, o operador visualiza a ocorrência e através de um vídeo pode definir quantas viaturas mandar. Cada poste de iluminação possui uma câmera simples, com capacidade de armazenar imagens e ser acionada pelo operador do COPOL imediatamente após a ativação do sistema pelo cidadão. A tecnologia das câmeras acionadas por gestos foi uma evolução do jogo kinect, lançado no ano de 2010.

Todo este sistema foi montado inicialmente na região central de Brasília depois do crime acontecido na região do Congresso Nacional, onde um grupo de pessoas, todas elas portando fuzis, atiraram contra as janelas do anexo Congresso Nacional, ferindo 23 e matando outras 15 pessoas que estavam trabalhando numa tarde de quarta-feira. O secretário de Segurança percebeu que espalhar o mesmo sistema pelas saídas da cidade, bem como nas regiões mais precárias rendeu um bom resultado político para o Governo local, que estava em baixa no ano anterior. Com a consecução do atentado mais bárbaro ocorrido desde a inauguração da cidade, aquela foi a melhor saída em termos de prevenção em segurança pública.

Os agentes policiais que trabalhavam em viaturas, compostas por dois policiais apenas eram munidos de uma tecnologia de ultima geração. Cada policial recebia em sua Unidade policial um tablet e um smartphone, sendo que os policiais que rondavam à pé, faziam tudo num aparelho de tamanho intemediário; todos ligados a uma rede de dados 6G. Todo atendimento, por mais simples que fosse era anotado; única herança que restou do policiamento comunitário dos anos de 2000-2010. Crimes simples, eram atendidos no local, com atendimento e video conferência com magistrados, num sistema on line, onde até a assinatura de termos possui agora um formato digital. Os smartphones captam digitais das mãos de suspeitos e imediatamente os localizam num sistema denominado Zeus, que interliga os serviços da polícia, dos hospitais, bombeiros, receita federal e outros órgãos públicos.

As perícias dos arrombamentos em residências, são preliminarmente atendidas pela equipe acionada pelo COPOL, não há mais necessidade do cidadão deslocar ao local chamado anteriormente de delegacia de polícia, atualmente denominada Agência Local de Polícia (ALP). O agente de segurança pública recolhia evidências, checava digitais tudo nos aparelhos que carregava em seu veículo. Os policiais que estão à pé ou em bicicletas, recebem o apoio destas viaturas quando precisam.

Com a divisão de viaturas compostas inicialmente por três policiais para dois apenas, cada ocorrência é antendida por duas viaturas, dando a impressão de mais policiais no local e quando em situação normal, fornece ao cidadão a impressão de uma área com mais viaturas, ou seja bem vigiada.

Com o uso da tecnologia, cada policial pode gerenciar, mandar emails, realizar video-conferências, anexar fotos na ocorrência policial, georeferenciar o evento crítico, bem como enviar aos interessados cópia de tudo que foi anotado relacionado a determinado atendimento, inclusive, os policiais podem postar as ocorrências atendidas numa comunidade social específica, somente de policiais, como forma de dividir o conhecimento, colaborando no atendimento de outros fatos criminosos relacionados, divulgar informações sobre criminosos e outras técnicas novas com relação à atividade policial. O software geotime passou a ajudar a polícia a monitorar pessoas em penas acessórias ou em liberdades condicionais.

A utilização de blogs na década de 2010 feriu bravamente o pensamento coletivo da extinta polícia militar, onde cada Unidade policial ou membro dela, divulgava suas informações da forma que julgava mais coerente. Algumas viaturas tinham até seu twitter próprio, bem como sua comunidade no Orkut ou número de celular, demorou-se para identificar os riscos. Isto então passou a ser considerado transgressão grave da disciplina, se fosse feito fora do ambiente controlado. O acionamento deve ser feito por um único lugar, o famoso 190.

Num rank, os policiais do ano, que são condecorados com prêmios em dinheiro, ainda imbatíveis no quesito prisão de meliantes em flagrantes, estavam os policiais de Ceilândia, a maior cidade dentro do Distrito Federal. Estes policiais exploravam melhor os serviços de tecnologia disponíveis, usando as redes sem fio presentes na cidade, dando maior velocidade ao acesso  e divulgação de informações. Obviamente, o fato de terem nascido e usufruído de uma infância naquela cidade, tornava-os exímios caçadores quando o assunto era busca e captura de marginais foragidos ou em momento de pós-crime.

 Cada cidadão acomopanha em seus smartphones o trânsito e as condições de segurança da cidade por um aplicativo baixado na página da internet da polícia. As informações são processadas e inserida pelo COPOL. è possível ver o índice de criminalidade e interagir com a polícia, fornecendo dados que o cidadão achava conveniente para solucionar tais crimes. Até os serviços de energia e água e esgotos utilizava a mesma plataforma, para obter informações sobre os lugares.

 Os operadores de rádio do sistema de atendimento são policiais com vasta experiência operacional e momentos após se aposentarem, fazem uma prova, específica para trabalhar no COPOL, de fato só os melhores assumiam a função e tinham a extrema confiança dos policiais que estavm nas ruas. Além da formação superior em ciências policiais e treinamentos específicos para o serviço de emergências, o conhecimento de idiomas é necessário e cada um deles fala hoje, além do português outro idioma, inglês ou espanhol. As ligações de emergência passaram a ser atendidas e as viaturas despachadas diretamente pelo telefonista, que recebia e atendia o solicitante.

A polícia multa por SMS ainda  mas também fornece a opção do motorista infrator de pagar sua multas através de cartões de crédito apenas, na hora. Estes valores são divididos em três destinos, para segurança, a saúde e educação pública. Falando em saúde, com a unificação das polícias, a força policial, juntamente com os Bombeiros, passaram a ter um hospital da segurança pública, que é uma unidade escola onde os estagiários de medicina da Universidade do Distrito Federal, antiga UnB, realizam suas atividades iniciais, o primeiro do gênero no País.

As viaturas policiais eram SUV´s contruídos especificamente para aquele fim, possuindo motores chipados para não ficarem atrás dos motores convencionais vendidos aos público comum, nem atrás daqueles carros de alta performance, de propriedade da sociedade mais nobre. O Presidente da República, utiliza em seu comboio, o mesmo modelo de veículo, por ser considerado o modelo mais seguro e adequado ao serviço de proteção de autoridades.

As motocicletas utilizam um padrão que permite conduzí-las tanto em baixa como em alta velocidade, apesar do patrulhamento com bicicletas ter praticamente dominado o serviço sobre duas rodas, devido ao pensamento verde. O número de carros é extremanente alto o que inviabiliza o emprego de viaturas do tipo carro nas cidades. Os policiais possuem, devido seu nível profissional, liberdade para definir se vão patrulhar com carros ou motocicletas em seu período de serviço.

O recorde Oiapoque – Chuí de bicicleta pertence a um agente de segurança pública do Distrito Federal, bem como os títulos de melhor atirador de precisão do mundo, campeão da maratona do Rio de Janeiro e campeão mundial de IPSC. A polícia estava com problemas com os pilotos policiais que patrocinava na stock car e na fórmula 3000, devido problemas com a fiscalização de governo, que alegavam que estes não poderiam expor suas habilidades em outras atividades do ramo.

Os juízes, Promotores de Justiça e os profissionais de segurança pública possuem um teto salarial único, devido à natureza do trabalho que executam, lidam com a vida do ser humano, bem como seus aspectos relacionados, como a liberdade e observância aos preceitos constitucionais.

A formação policial foi padronizada em dois anos para todos os segmentos, sendo utilizada uma única entrada na carreira. A crise política de 2014 deixou marcas nas Insituições que exigiu mudanças não muito simples, onde altrou-se até mesmo as exigências básicas para o ingresso na força policial. Dois cursos superiores eram necessários, o de direito e o de adminstração. Obrigatoriamente, em 10 anos de serviço o policial deveria ter completado um mestrado em qualquer área de estudo aplicável no serviço policial, caso contrário não poderia concorrer ao cargo de comandante de área, ou seja ser o xerife de uma cidade.

Os antigos quartéis e delegacias de polícia funcionam  agora num mesmo local, denominados Direção Policial, seguida do nome da cidade em que está situado. A população desloca para estes locais para as reuniões com a administração da cidade, festejos oficiais, bem como atividades sociais de caráter geral, devido a estrutura do prédio e de sua localização, que é bem moderna e funcional. Os prédios possuem creches para servidores do Distrito Federal e professores da fundação educacional além disso, nestes locais, funciona um serviço voluntário gratificado para reforço escolar de estudantes.

A Cada três Unidades de Direção Policial duas unidades aéreas, helicópteros modelo EC136 T2 estão à disposição, fugir da polícia ou querer bancar o esperto nas cidades virou uma tarefa impossível. As unidades podem ainda, devido seu modelo, realizar resgates e salvamentos, apoiando os bombeiros. Todas as unidades aéreas possuem uma UTI a bordo.

O Ano de 2016 significou muito para a segurança pública no Distrito Federal, pois foi o ano que a polícia transformou-se no embrião do que é hoje. Que pena que tudo isso foi resultado de uma cena aterrorizante que aconteceu na cidade, o roubo de dois aviões boeing, no aeroporto internacional Juscelino Kubistcheck, orquestrado por policiais de ambas Instituições policiais que até então existiam no ordenamento da cidade.

O envolvimento de policiais neste crime, que foi solucionado rapidamente pela polícia federal, gerou um estado de desconfiança na sociedade, exigindo mudanças radicais, depois de evidências da participação de grandes nomes da segurança pública. Desconfiavam que os dois Chefes das Insituições estavam envolvidos, o que obrigou ao Governo local exigir do Congresso Nacional a mudança na estrutura da polícia do Distrito Federal. Os aviões foram encontrados uma semana depois em Trindad, capital do departamento de Beni, na Bolívia, abastecidos com drogas.

Passados 20 anos, agora em 2036, a população não se recorda mais do que são os momentos de abuso policial, na verdade, a população reclama, demais, do excesso de zelo que os policiais possuem para executar suas ativdades e considera a velocidade em que os casos são resolvidos um entrave para a produção de provas. Na verdade os que mais reclamam são os culpados pelos crime. Dirigir embriagado, desde 2022, passou a ser punido com a cassação sumária, imediata e eterna, do direito de dirigir.

Na verdade, fico feliz em poder escrever tudo isto agora, pois ao me aposentar em 2030, seis anos atrás, quase tudo isso já havia sido idealizado pelos meus colegas. Tínhamos em mente a polícia do futuro, mas veja bem, eu estou no futuro agora. E então, como vai ser daqui para frente?

Força e Honra…sempre!!

Treinamento on line – atiradores ativos

Neste link encontra-se disponível um treinamento on line, em inglês, para situações como aquela que aconteceu no Rio de janeiro, na Escola Municipal Tasso da Silveira.

Acesse aqui

 Situações violentas e incomuns, que apanham despreparadas, policiais, autoridades e principalmente, as vítimas.

Força e Honra!

Policiais contra uma faca.

Em meados do ano 2000, numa cidade aqui perto, Taguatinga, no Distrito Federal mesmo, eu estava de serviço com o pessoal do PATAMO(Patrulhamento Tático Móvel), quando fomos chamados por pessoas na rua, nos alertando que um problema num ônibus de linha, onde uma pessoa descontrolada estava empunhando um facão. Era noite de uma terça-feira.

Não acreditei no que vi, para minha surpresa, a pessoa estava sem camisa, só de calça jeans, mas imagine uma pessoa nervosa! O ônibus estava vazio, somente o desesperado do motorista que tentava sair, mas o descontrolado não deixava.

Nos organizamos rapidamente da seguinte forma, duas calibre 12, que todos conhecem muito bem, munições de borracha e um arma num calibre  38.1, show demais, igual a da foto abaixo, com sua respectiva munição de borracha também.

Espingarda calibre 37/38mm, de ação dupla de um tiro.

projetis de borracha

Atualmente existe uma munição que lança 12 projetis de borracha num lançamento apenas, sucesso garantido no emprego correto, causa dor excessiva e submissão, sem excessos ou reações desnecessárias em ambos os lados.

Pois bem, entramos pela porta de trás do ônibus, que já estava aberta, assumimos, corredor, laterais, em cima das cadeiras e lançamos um disparo cada um de nós em sequência, o primeiro que entrou já fez o primeiro disparo, o segundo policial foi para a esquerda do corredor, em seguida o do lado oposto, por último, eu, que estava no meio, com a 38mm. Confesso, o colega não estava satisfeito não, mas somente com o tiro de 38mm que ele resolveu parar. Também não tinha como, é uma porrada que dói demais.

Esse senhor, foi levado ao hospital(sim precisou de atendimento médico) e os procedimentos policiais foram concluídos. Mas o que ficou de interessante foi que vários transeuntes acreditaram que tínhamos tirado a vida daquele coitado. Mas dias depois ele apareceu de novo, mas não tentou nada parecido. Mas o povo comenta: esse aí é tão ruim que nem a PATAMO conseguiu matar! Não era nosso intento mesmo, na verdade nunca foi, em nenhum momento.

Mas vamos em frente.

Se existe algo ruim de encarar uma pessoa armada com faca. Aliás, toda ocorrência que foge do controle, é horrível. Mas imagine-se numa situação em que um descontrolado parte para cima de você armado com uma faca, totalmente despreocupado das consequências daquela situação.

Na sua cabeça passará mil coisas, principalmente do perigo real que aquele pequeno objeto cortante deve significar, ainda mais vindo correndo em sua direção.

Não vou falar da necessidade de treinamento para enfrentar estas situações, apenas veja o filme e reflita:

– O que eu faria?

– Estou preparado?

– Estou devidamente equipado/protegido?

– E meu colega, está?

Difícil né?

Viram o socorro dos policiais esfaqueados? pensei a mesma coisa!

Mesmo com o melhor treinamento do mundo e com muita sorte, numa situação como essa, não há como não sair ferido num confronto corpo-a-corpo como aquele.

Tudo pode dar certo, bem como alguma coisa pode dar errado.

Força e Honra!

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