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O coldre nosso de cada dia – Parte III.

Olá a todos!

Algum tempo sem escrever, ok!

Não vou inserir minhas desculpas, mas 2013 e 2014 foi interessante, vamos ver o que 2015 irá me oferecer. Tive excelentes oportunidades de crescer, profissionalmente e como pessoa também.

Tenho aprendido com tudo e percebo que ainda falta muito para…para…deixa prá lá! (deixemos o drama de lado!).

Em 2014, tive a oportunidade de participar na condição de ouvinte, numa palestra ministrada por um policial militar da Paraíba. O assunto: segurança pessoal e sequestros.

 O mais interessante antes de tudo, o colega tinha sido vítima numa situação, contra três meliantes, que ao final, (ele) matou um, feriu outro e prendeu o terceiro. Estava de serviço, armado, sozinho, em área pública, pela manhã.

A riqueza de detalhes em sua palestra me fez refletir sobre alguns pontos a respeito do porte de uma arma de fogo.

Nosso palestrante portava uma arma de fogo, sem coldre, na cintura, ao lado direito do corpo.

Sua narração iniciou pela abordagem dos bandidos, arma em punho, mandando entrar no carro. Logicamente, obedeceu. O detalhe, ele foi revistado ainda fora do carro, a arma estava em seu lado direito, os meliantes não notaram. Nosso colega teve que sentar no banco traseiro, logo atrás do banco do carona.

A tensão inicial para todos, sendo questionado sobre cartões, senhas, etc., nosso colega cedeu à conversa e forneceu os dados solicitados, porém, no momento desta narração, na palestra, ele reforçou a manutenção do controle mental, sem se desesperar.

Já na frente do banco, um dos assaltantes entra no estabelecimento bancário, e dois permanecem com a vítima, um no banco do carona na frente e outro ao seu lado no banco de trás, com arma em punho, sempre ameaçando o colega.

Na sequência, o assaltante ao lado de nosso colega, inicia uma conversa, momento em que pega um abrigo esportivo atrás do banco (no local onde geralmente ficam as caixas de som – no tampão) e a levanta para ver o que estava escrito na blusa, criando uma barreira entre nosso colega PM armado e ele. Exatamente nesta hora, nosso colega saca sua arma e atira através da blusa, acerta ainda alguns tiros no bandido à sua frente e retorna a visão para o marginal atingido inicialmente.

Os disparos acertaram os olhos do meliante ao seu lado, o  cegando, já o outro, no banco da frente, morreu devido a sequência de disparos.

Nosso colega ainda foi ao banco, prender o terceiro. Essa parte também é interessante, mas termina com a prisão deste marginal dentro do banco mesmo.

Mas camarada, o que tem a ver o coldre nosso de cada dia.

Muito bem, as minhas reflexões neste dia, avaliaram o seguinte:

  • nem sempre, utilizar um coldre ou um excelente coldre, vai te garantir sucesso no emprego de arma de fogo, se nosso colega estivesse usando um, ao ser revistado, seria notado (ou não!);
  • Analisando ocorrências do mesmo tipo, nos diversos casos, profissionais estavam sem coldre, uns sucederam, outros não, morreram;
  • Mas finalmente, o que garantiu sucesso nas situações similares a essa foi a JANELA DE OPORTUNIDADE.
  • Reagir e ter sucesso tem a ver com a janela de oportunidade.

Onde eu quero chegar realmente, que ao longo desta década, a utilização de coldres vem mudando, e cada pessoa deve escolher aquele que lhe permite sacar com mais velocidade.

Não existe mais o porte melhor ou pior, pode ser considerado o menos conveniente para aquela situação, porém, a partir do momento que funciona adequadamente, passa a ser a opção mais adequada.

Nos anos 90, aprendíamos a usar armas na posição de 3 horas, 4 horas, 6 horas, mas nunca na frente. O coldre subaxilar era completamente não recomendado, atualmente, colegas ciclistas utilizam bastante aqui na Capital do Brasil, com uma arma de pequeno volume, mas sem malha apertada.

Como o próprio ser humano evoluiu, as técnicas se adaptaram à realidade, cabe a cada um definir o mais adequado para a situação e baseado nas suas experiências e na do colega, trate de manter a calma, trabalhar a mente, visualizar o combate, visualizar (você mesmo) vencendo o combate, com uma preparação mental adequada e positiva.

 

Força e Honra! 

Veja isso, com vídeo (not a sponsor):

http://www.tacticalholsters.com/product/INCOG.html

https://recargatatica.wordpress.com/2012/10/09/o-coldre-nosso-de-cada-dia-parte-ii/

https://recargatatica.wordpress.com/2010/05/06/o-coldre-nosso-de-cada-dia/

 

 

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O coldre nosso de cada dia – parte II

Modelo phanton

                                                                                                                 E recentemente encomendei um coldre, que na minha opinião é um dos melhores do mercado, em durabilidade, segurança, discrição, funcionalidade e outras características que achar necessária.

Fiz a compra pelo site, da empresa nos EUA, http://www.ravenconcealment.com, escolhi o modelo de arma que uso, na cor preta e paguei com cartão de crédito. É possível encomendar coldres para quem já utiliza a lanterna como acessório dedicado, mas lembre-se, nesse modelo, a arma só encaixa perfeitamente se a lanterna estiver acoplada. E detalhe, possuem para canhotos também.

Veja neste link o modelos phanton http://www.ravenconcealment.com/holsters/phantom-modular-holsters/phantom-modular-holster 

Links para o padrão IWB.

Pontos positivos: só vão me cobrar quando o coldre estiver pronto e em condições de ser enviado para o Brasil, gastei aproximadamente USD 80,00 pelo coldre mais USD 20,00 pelos soft loops, para utilizar o coldre no padrão IWB(inside waist band – dentro da calça, http://www.ravenconcealment.com/accessories/iwb-modular-accessories/iwb-eclipse-modular-accessories-iwb-soft-loops ) e mais USD 30,00 pelo envio.

Caro? Acho que não. A empresa fornece garantia para toda a vida independentemente do problema que vier ocorrer com o coldre ou da forma como você o danificou. Só mandar para eles que eles consertam ou mandam outro.

Pontos negativos: demora em média de 16 a 18 semanas para ficar pronto. Não sei os motivos. Outro ponto negativo é sobre a nossa amiga Receita Federal, será que vão me cobrar? A esse preço, creio que sim. Oremos, é por uma boa causa.

Segue aqui um review do modelo parecido com o meu(em Inglês):

Acesse este link também: https://recargatatica.wordpress.com/2010/05/06/o-coldre-nosso-de-cada-dia/

Força e Honra!

E ainda falando em coldres…

Olha só o que aconteceu com esta pessoa, devido a utilização duvidosa de um coldre.

O material até que deveria ser respeitado, pois é de couro(mano!), ainda mais pela marca, a GALCO Holsters; mas aquela pequena dobra causou um “pequeno” estrago na perna dessa pessoa.

Achei no site da GALCO o modelo de coldre que veremos abaixo.

Presumo que algo não deu certo.

Tudo indica que a pessoa ficou bem, mas, poderia ter sido pior!

 

 

 

 

Créditos das fotos para quem as produziu.

Fonte: recebi por email de um amigo!

Arma no coldre e gatilho pressionado.

 

Trajetória do disparo.

Em detalhe.

O ferimento foi causado pelo disparo ou pela expansão dos gases?

VIsão interna do coldre. Aparentemente funcional.

Outra visão da arma no coldre.

FORÇA E HONRA!

O Coldre nosso de cada dia!

O coldre, que anda ao nosso lado, literalmente, merece uma atenção especial. Tenho visto que no Brasil a produção destes equipamentos não é comum, mas nestes dois últimos anos percebi que alguns estão se aventurando na fabricação deste importante e distinto equipamento. Percebo que a evolução excelente, mas ainda encontramos coisas que tiram do sério qualquer um, sem falar no preço.
E sem entrar muito, nas funções principais do coldre, pretendo observar outros detalhes, tal como a confusão e a tendência criada no nosso país em relação a eles. Ressalto que um coldre não é uniforme, mas faz parte deste.
O coldre é equipamento e assim como nossas armas, devem ser fornecidos pela corporação que pertencemos. Aqui, em Brasília, desde 2004 falamos sobre isso, e finalmente teremos uma solução.
Mas outras considerações trago neste momento, a confusão entre o que é técnico, bonito, prático ou necessário. Nesse caso, cito a falta de necessidade de comprar coldres táticos para toda uma polícia, uma vez que apenas pequenos grupos, necessitam de um equipamento como este, porém, a necessidade de se sentir mais bonito ou com uma aparência mais tática, que ao final pode ser considerada tétrica, se sobressai, devido a falta de conhecimento sobre qual coldre adquirir. O investimento é caro, devido a importância do equipamento, assim como outros tantos utilizados no serviço policial. Lembrando que cada arma possui um coldre específico, devido suas dimensões.


O policiamento ordinário, não necessita de coldres táticos, uma vez que a maior parte do tempo, sua arma, ficará guardada. CALMA!! já tem gente falando que o saque é mais rápido!! Não tenho dúvidas quanto a isso, mas existem diferenças neste ponto também! A velocidade virá com o treinamento, pois o uso de um coldre adequado possibilita isso em qualquer lugar do corpo, respeitada as devidas proporções.
No serviço ordinário, sugiro coldres de cintura, devido a proteção que oferecem ao armamento, por exemplo, se o policial tiver de correr, dirigir viaturas, vai numa boa, pular, chutar, saltar cercas, muros, continua numa boa, se tiver que lutar, ainda vai bem, lembrando que falo de coldres com níveis de retenção e fabricação decentes, não falo destas “coisas” de nylon que são vendidas por aí, nem daquele de “couro de porco” encontrados em certos quiosques. Lembremos do uso progressivo da força(UPF).
E falando em UPF, geralmente as abordagens são feitas com aquele homem-segurança com a arma na mão, a partir daqui, se algo deu errado, temos algumas opções, correr atrás do fugitivo, lutar, bloquear e em último caso, atirar, em certos casos, a arma pode voltar para o coldre, mas como fazê-lo se o equipamento é péssimo? nessa hora, tudo vai atrapalhar ainda mais. Quem nunca viu arma cair no chão em ocorrência? Hum?
Os coldres táticos utilizados pelos grupos especiais são necessários devido ao tipo de ambiente que trabalham, ambientes fechados ou até mesmo em áreas abertas, onde as armas principais são as de tamanho médio-longo, portanto, numa pane, frente a um oponente, necessita-se de velocidade, na TRANSIÇÃO(TRANSPOSIÇÃO é para obstáculos) da arma principal para uma secundária, no caso a pistola, além de receber a cobertura do colega. Não que esteja errado o uso destes coldres por outros policiais, mas considero que o policial apresenta, desnecessariamente, uma postura mais agressiva quando usa coldres táticos no policiamento ordinário.
Obviamente o discurso gera polêmica e entendimentos diferenciados, mas no geral, entendo que dessa forma, seria mais prático, mais simples e menos agressivo para nossa imagem.
O coldre deve permitir o saque da arma com apenas uma das mãos, pois a outra deve esperar a chegada da arma no ponto de mira/visada ou ainda proteger o policial.
Um bom saque, rápido e eficiente, aliado a uma boa base de tiro, com alças e massas de miras alinhadas na posição final, servem de dissuador e redutor de reação de uma pessoa mal intencionada.
No vídeo abaixo, observe no lado direito, a partir dos 14″, momento em que ocorre o disparo, até os 26″ da ocorrência, já podemos ver uma arma no chão. Aliás, que sinistra essa ocorrência, os garotos deram trabalho.

Alguns pontos a considerar:
– Compre um coldre para um momento específico, exemplo: competição, serviço, folga, serviço velado, proteção de autoridades, andar em área de densa vegetação, etc.
– Um preço alto “geralmente” significa um coldre de qualidade melhor, maior longevidade, couro(de verdade) e cordura são boas opções.
– Você pode ter mais de um coldre, sem problemas.
– Se possível, coldre com retenção, ou seja, fechamento seguro, travas, que garantias a mais.
– Em serviços à paisana, treine sacar e coldrear sua arma com as roupas que você geralmente usa. Crie hábitos e disciplina. Visualize o movimento e depois execute, partindo de uma velocidade lenta para uma mais rápida.
– Tenha certeza que sua arma está protegida e coberta quando você estiver em diferentes posturas(sentado, encostado, agachado, etc.), pois é comum ver, ao levantar os braços, ou ainda sentados, a arma de policiais desatentos.
– Em nenhuma hipótese deixe aquele molde de arma, por causa da camiseta apertada.
– Os canhotos devem usar coldres para canhoto, já basta ter armas construídas somente para destros.
– Não se esqueça, carregadores, algema e lanterna, devem receber um recipiente próprio e com um padrão ideal também!
Bom serviço!
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