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O Coldre nosso de cada dia!

O coldre, que anda ao nosso lado, literalmente, merece uma atenção especial. Tenho visto que no Brasil a produção destes equipamentos não é comum, mas nestes dois últimos anos percebi que alguns estão se aventurando na fabricação deste importante e distinto equipamento. Percebo que a evolução excelente, mas ainda encontramos coisas que tiram do sério qualquer um, sem falar no preço.
E sem entrar muito, nas funções principais do coldre, pretendo observar outros detalhes, tal como a confusão e a tendência criada no nosso país em relação a eles. Ressalto que um coldre não é uniforme, mas faz parte deste.
O coldre é equipamento e assim como nossas armas, devem ser fornecidos pela corporação que pertencemos. Aqui, em Brasília, desde 2004 falamos sobre isso, e finalmente teremos uma solução.
Mas outras considerações trago neste momento, a confusão entre o que é técnico, bonito, prático ou necessário. Nesse caso, cito a falta de necessidade de comprar coldres táticos para toda uma polícia, uma vez que apenas pequenos grupos, necessitam de um equipamento como este, porém, a necessidade de se sentir mais bonito ou com uma aparência mais tática, que ao final pode ser considerada tétrica, se sobressai, devido a falta de conhecimento sobre qual coldre adquirir. O investimento é caro, devido a importância do equipamento, assim como outros tantos utilizados no serviço policial. Lembrando que cada arma possui um coldre específico, devido suas dimensões.


O policiamento ordinário, não necessita de coldres táticos, uma vez que a maior parte do tempo, sua arma, ficará guardada. CALMA!! já tem gente falando que o saque é mais rápido!! Não tenho dúvidas quanto a isso, mas existem diferenças neste ponto também! A velocidade virá com o treinamento, pois o uso de um coldre adequado possibilita isso em qualquer lugar do corpo, respeitada as devidas proporções.
No serviço ordinário, sugiro coldres de cintura, devido a proteção que oferecem ao armamento, por exemplo, se o policial tiver de correr, dirigir viaturas, vai numa boa, pular, chutar, saltar cercas, muros, continua numa boa, se tiver que lutar, ainda vai bem, lembrando que falo de coldres com níveis de retenção e fabricação decentes, não falo destas “coisas” de nylon que são vendidas por aí, nem daquele de “couro de porco” encontrados em certos quiosques. Lembremos do uso progressivo da força(UPF).
E falando em UPF, geralmente as abordagens são feitas com aquele homem-segurança com a arma na mão, a partir daqui, se algo deu errado, temos algumas opções, correr atrás do fugitivo, lutar, bloquear e em último caso, atirar, em certos casos, a arma pode voltar para o coldre, mas como fazê-lo se o equipamento é péssimo? nessa hora, tudo vai atrapalhar ainda mais. Quem nunca viu arma cair no chão em ocorrência? Hum?
Os coldres táticos utilizados pelos grupos especiais são necessários devido ao tipo de ambiente que trabalham, ambientes fechados ou até mesmo em áreas abertas, onde as armas principais são as de tamanho médio-longo, portanto, numa pane, frente a um oponente, necessita-se de velocidade, na TRANSIÇÃO(TRANSPOSIÇÃO é para obstáculos) da arma principal para uma secundária, no caso a pistola, além de receber a cobertura do colega. Não que esteja errado o uso destes coldres por outros policiais, mas considero que o policial apresenta, desnecessariamente, uma postura mais agressiva quando usa coldres táticos no policiamento ordinário.
Obviamente o discurso gera polêmica e entendimentos diferenciados, mas no geral, entendo que dessa forma, seria mais prático, mais simples e menos agressivo para nossa imagem.
O coldre deve permitir o saque da arma com apenas uma das mãos, pois a outra deve esperar a chegada da arma no ponto de mira/visada ou ainda proteger o policial.
Um bom saque, rápido e eficiente, aliado a uma boa base de tiro, com alças e massas de miras alinhadas na posição final, servem de dissuador e redutor de reação de uma pessoa mal intencionada.
No vídeo abaixo, observe no lado direito, a partir dos 14″, momento em que ocorre o disparo, até os 26″ da ocorrência, já podemos ver uma arma no chão. Aliás, que sinistra essa ocorrência, os garotos deram trabalho.

Alguns pontos a considerar:
– Compre um coldre para um momento específico, exemplo: competição, serviço, folga, serviço velado, proteção de autoridades, andar em área de densa vegetação, etc.
– Um preço alto “geralmente” significa um coldre de qualidade melhor, maior longevidade, couro(de verdade) e cordura são boas opções.
– Você pode ter mais de um coldre, sem problemas.
– Se possível, coldre com retenção, ou seja, fechamento seguro, travas, que garantias a mais.
– Em serviços à paisana, treine sacar e coldrear sua arma com as roupas que você geralmente usa. Crie hábitos e disciplina. Visualize o movimento e depois execute, partindo de uma velocidade lenta para uma mais rápida.
– Tenha certeza que sua arma está protegida e coberta quando você estiver em diferentes posturas(sentado, encostado, agachado, etc.), pois é comum ver, ao levantar os braços, ou ainda sentados, a arma de policiais desatentos.
– Em nenhuma hipótese deixe aquele molde de arma, por causa da camiseta apertada.
– Os canhotos devem usar coldres para canhoto, já basta ter armas construídas somente para destros.
– Não se esqueça, carregadores, algema e lanterna, devem receber um recipiente próprio e com um padrão ideal também!
Bom serviço!
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