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Ocorrência com facas…de novo!

Entenda!

Este texto, muito curto, tem por objetivo apenas mostrar que diante de uma faca, numa ocorrência, a prioridade de emprego deve ser do equipamento que oferece incapacitação imediata. Não vou entrar em detalhes se arma de fogo ou equipamento elétrico de incapacitação (tipo taser, spark ou outras), incapacite a reação imediatamente.

Uma certeza eu tenho. Se você for partir para as técnicas de defesa pessoal, provavelmente vai se machucar.

Eu explico:

Diferente dos treinos a dois em tatame, como nos cursos de defesa pessoal, este oponente de rua, com faca numa das mãos,  não vai se submeter à aplicação da imobilização imediatamente, como seu colega faz nos treinos de academia. Ele (o oponente) quer de qualquer forma acabar com você e te lascar de todo o jeito, então não se iluda, de que aquela chave de braço, fácil de aplicar no tatame ou vista no youtube irá funcionar perfeitamente, porque não vai.

Observe o vídeo abaixo. Ele menciona a regra dos 7 pés de distância(7 ft). que correspondem a apenas 2 metros de distância, abaixo dela, o risco é elevadíssimo. Acima dela, ainda é possível sacar sua arma, mas ainda há a possibilidade ainda de se machucar, mesmo se o disparo for suficiente para neutralizar a ação do oponente. A coisa piora em ambientes confinados, observe o vídeo e a cada visualização sua percepção vai mudar.

Este vídeo também serve de alerta a cidadãos comuns, que estejam portando armas legalmente.

Força e Honra!

http://www.youtube.com/watch?v=J_KJ1R2PCMM

 

Estou de folga!

Não há nada comparado a uma bela folga, mas um ponto no policial que não pode tirar folga de jeito nenhum é o seu estado mental de alerta.

Quando não estiver trabalhando eu recomendo que você faça o seguinte:

– Equipe-se com sua arma de fogo com acessórios e pelo menos uma opção menos que letal;

– Evite áreas problemáticas, locais de grande aglomerações, e

– Não intervenha desnecessariamente ou invoque o seu status de policial, a menos que seja absolutamente necessário, cuidado para não se omitir, lembre-se:

Art. 301 do CPP. Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito. (Destacou-se).

Agora, vamos detalhar um pouco esses conceitos.

Policiais mortos em roubos, assaltos, seqüestro relâmpagos.

Vários policiais fora de serviço foram mortos em cada tipo de encontro listado acima, bem como foram emboscados andando em seus carros depois de suas rotinas de trabalho, lavando seus carros em suas próprias calçadas, visitando parentes, parando para comprar mantimentos, etc. Veja o vídeo:

Na verdade, já foi dito que “durante a folga, as chamadas vão até você.” Mas se você estiver desligado mentalmente, você pode entrar em uma “tempestade de fezes” de forma inconsciente e totalmente despreparado para responder você afundará cada vez mais, caindo num abismo fecal.

A verdade é que o tempo de retardo mental na rua pode custar-lhe algo, não importa se você está em serviço ou fora dele. Mas estar fora de serviço já significa que você tem menos recursos disponíveis (por exemplo, nenhum colega ou outros policiais com você, nenhuma arma longa, coletes, rádio e assim por diante).

Isto significa que a manutenção de um elevado nível de funcionamento mental é talvez ainda mais importante quando você está fora de serviço, isso quer dizer que você será o seu próprio back-up durante estes tempos, principalmente se você morar onde ou perto de onde trabalha, coisa comum no Distrito Federal, observe o tamanho e a geografia do DF na foto abaixo.

 

Mapa do DF, distância mais longa do centro - 54 Km aproximadamente.

 

 

Somos uma sociedade móvel. Mas, assim como os carros de transporte nos levam para todos os tipos de diferentes lugares e eventos, bandidos também usam os veículos para as suas atividades também, como o transporte de drogas, armas e companheiros em várias expedições criminosas.

E fora de serviço muitos policiais dirigem carros agradáveis que atraem a atenção, o que leva um policial de folga a ser envolvido em um seqüestro relâmpago. Nós tendemos a pensar em nossos veículos como zonas de segurança, assim como as nossas casas ou domicílios. Juntamente com um bom aparelho de som ou uma conversa telefônica envolvendo celulares para nos distrair, podemos baixar a guarda momentaneamente e ignorar o carro que nos segue ou o bad-guy que está se aproximando do nosso ponto cego em um semáforo qualquer.

É por isso que devemos nos lembrar de fazer uma varredura e verificar nossa periferia – check your 6 (especialmente em um ponto desconhecido) para evitar uma emboscada em potencial.

Estou me lembrando da estória de folga de um colega irmão de curso, SGT 16(sem nomes, eheheh!) e a tentativa de seqüestro relâmpago que sofreu. Dois bandidos o abordaram no semáforo à noite, ele estava de short e com uma pochete.

Negativo gente! a arma não estava na pochete, estava no short.

Com isso, ao ser abordado e solicitado que deixasse a bolsa e fosse para o porta-malas, durante esse pequeno deslocamento ele reagiu, alvejando os dois marginais. O 16 é um bom atirador, foi segundo colocado no nosso COEsp e tem boa condição física. Saiu ileso, os bandidos não; eram homicidas em potencial, com várias passagens pela polícia e estavam foragidos da prisão.

Sua arma e uma opção menos que letais durante sua folga.

Quando um bandido pega sua pistola e tudo o que você tem de boas intenções(entenderam, né?), você está em um momento péssimo.

Da mesma forma, quando confrontados com múltiplos atacantes fora de serviço que estão ameaçando acertá-lo, você está em uma situação de força mortal. É por isso que você deve carregar uma arma fora de serviço. Apesar de fazer isso muitas vezes ser uma chatice, sem uma arma, as chances em favor dos assaltantes são empilhadas.

Leve a sua pistola colega! E pelo menos uma recarga! Além disso, há uma infinidade de diferentes estojos disponíveis hoje em dia que permitem que policiais masculinos e femininos de todos os tamanhos e formas diferentes possam transportar armas escondidas quando fora de serviço.

Dê a si mesmo uma chance de lutar e sobreviver, quando for necessário!

Além disso, possuam algum tipo de força menos que letal (por exemplo, OC spray em chaveiro, uma Taser C2 se puder ou um pequeno bastão). É mais provável que você venha a ser confrontado com uma ameaça de força não-letal do que uma mortal, então faz sentido ter essa opção disponível para você.

 

Mas não precisa exagerar.

 

 

Se estivéssemos nos EUA eu recomendaria ainda que você carregasse um rifle em seu veículo de propriedade privada. Uma carabina pequena, com uma coronha dobrável que pode ser transportada em um saco de raquete de tênis e colocado no compartimento de passageiros com você durante o transporte. Para alguns pode parecer exagero, mas no final é a sua vida e de sua família que está em jogo. Melhor prevenir do que remediar!

Avise seu cônjuge ou amigo de sua condição, um pouco de planejamento prévio de como você vai reagir e o que você pretende  fazer se a situação tomar um rumo para o pior pode bem vale o esforço, mas recomenda-se cautela, reaja somente se tiver certeza de sucesso.

Prevenção: a melhor estratégia

Infelizmente, a carreira de de muitos policiais tem sido destruída em incidentes ocorridos em localidades e com pessoas que deveria ter evitado em primeiro lugar. Eu tenho uma regra simples: Se você for a uma chamada de briga ou outro tipo de discussão quando estiver em serviço, não vá lá quando de folga. policiais  conhecem as áreas de alta criminalidade e como estas áreas estão cheias de criminosos suspeitos à espera de sua próxima oportunidade para atacar. E sabemos que um policial de folga traz problemas ao ir para esses locais!

Às vezes, apesar de suas boas intenções, você pode se encontrar em apuros. Nestas situações, a tentativa é encontrar uma saída segura e chamar o pessoal em serviço e os galões de ajuda.

Num carnaval tipo micereta em Brasília, presenciei um crime comum, mas executado com extrema violência, o roubo de camisas que dão direito a permanecer nos blocos. Perto de mim, algumas pessoas assistiam nervosas ao acontecido, estaávamos comendo cachorro-quente. Três rapazes levaram do casal suas camisetas, deixando a garota semi-nua e seu namorado deitado no chão depois tantos socos. Minha primeira reação foi correr em direção a eles, mas no caminho fui segurado por um colega.

Retruquei, mas fui convencido. O casal está sendo atendido, vamos seguir os ladrões. No caminho cruzamos com policiais, explicamos rapidamente e mais adiante ainda tivemos que correr atrás de um deles. Perdi a noite, mas me senti bem em testemunhar contra aqueles idiotas de classe média que não sabiam o que estavam fazendo. Eu não estava armado, nem podia naquela época levar sprays, apesar de existir para venda no mercado.

Em qualquer caso, seja especialmente cauteloso em perseguir os suspeitos a pé e, se você se decidir invocar seus poderes de polícia como eu fiz naquele dia, esteja consciente de quão longe na brisa você está expondo seu traseiro(odeio esta frase, mas é verdade). O pai de um deles queria que o flagrante não ocorresse simplesmente porque eu estava de folga.

Finalizando

Um operacional uma vez me contou sobre um reencontro que teve com um suspeito que tinha sido preso por ele. O reencontro se deu na mesma área em que o rapaz havia sido preso tempo atrás.

O policial disse que estava descuidado, com a namorada ainda, e o rapaz bateu em seu ombro, por trás e disse: lembra de mim?

O policial gelou, pois se lembrava muito bem, pois tinha sido uma prisão difícil, devido ao porte de drogas.

Mas o rapaz apenas disse isso e falou que estava livre, que não iria mais envolver-se em confusão.

Momento de sorte certo? Portanto, mantenha seus espertos a qualquer instante e não coloque a sua consciência longe com o seu uniforme.

Certifique-se de carregar uma arma decente, enquanto fora de serviço, pelo menos uma recarga e algum tipo de ferramenta menos letal.

Fique longe de áreas problemáticas e pessoas com problemas. Não retire sua identidade ou diga as palavras mágicas, “eu sou um policial,” desnecessariamente, quando você estiver fora de serviço.

De modo geral, estejam ciente meus amigos, porque coisas ruins podem acontecer e acontecem aos bons policiais.

Mas a pergunta permanece: Será que você está preparado, se e quando isso acontecer com você?

Força e Honra!

Para saber mais:

http://jus.uol.com.br/revista/texto/17388/o-agente-policial-durante-o-periodo-de-folga-tem-o-dever-de-prender-em-flagrante

http://www.expressandstar.com/news/2010/08/28/suspected-car-thief-grabbed-by-off-duty-policeman/

http://www.jusbrasil.com.br/topicos/323799/qualquer-do-povo-pode-prender-em-flagrante

http://www.marcoslacerdapb.hpg.ig.com.br/coelho/scv0001.htm

http://www.algosobre.com.br/nocoes-basicas-pm/prisao-em-flagrante.html

 

 

TREINANDO A MENTE.

O grupo que eu pertencia esteve durante 36 horas envolvido na missão que poderia ser uma daquelas considerada das mais perigosas de nossas vidas, o resgate de policiais reféns no presídio em Brasília, no ano de 2001.

O mais interessante nesse ponto não é a ação tática em si, que estava sendo preparada para que o grupo de intervenção iniciasse suas ações caso fosse necessário, mas sim, o que passava pela cabeça dos homens, nos momentos que antecediam a ação.

A atitude mental.

A mentalidade de combate é uma das partes do serviço policial que é mais desprezada no ou durante o treinamento. Geralmente os treinamentos envolvem, políticas do uso da força, estudos de caso e legalidades em geralmente relacionadas com o uso da força letal. Os instrutores ensinam técnicas de tiro de precisão, para evitar os efeitos colaterais do emprego de uma arma de fogo, onde os alunos policiais acertam os alvos de metal ou papel e que ao final da série, são anotados os resultados, documentando-se os pontos. Mas devido a diversos fatores, como, a falta de compreensão de aspectos psicológicos, fisiológicos, de orçamento, tempo, restrições do local de treinamento, colocam de lado vários aspectos mentais do uso da força.

No serviço policial, comumente, o treinamento sobre atitude mental é ignorado, mal entendido, ou pior, não existe no curso de formação.

A mais notáveis instituições policiais incluem o treinamento da atitude mental em seus programas de treinamento de armas de fogo, ou ainda, como o mais importante elemento de sobrevivência no serviço policial.

Aqui temos dois pontos distintos a serem discutidos: o desenvolvimento e entendimento da atitude mental de combate pelos policiais e o apoio a instrutores e treinadores para que estes desenvolvam a atitude mental de combate em seus alunos.

Bibliografias no Brasil, nem pensar. O que chegamos mais perto são para os treinamento em artes marciais.

Numa entrevista de Rickson Gracie, não lembro o canal, mas era sobre o vale-tudo, ele dizia que treinava sua atitude mental, pois após anos de treinamento, já teria feito tudo o que era possível em termos de lutas, socos e pontapés. Com isso, imaginava-se lutando e ganhando a luta, aplicando uma chave e finalizando seu oponente. Vamos à discussão.

A Visualização.

Esta é a técnica mais simples, por isso mais praticada. O policial simplesmente visualiza um cenário na sua mente e imagina cada segundo/minuto com os detalhes daquele encontro violento e joga na sua mente a atitude adequada para uma resposta perfeita. Se nesta situação, uma arma de fogo é utilizada, o policial tem de visualizar o movimento de saque, alinhamento de alça e massa, o disparo, o seguimento do alvo através do conjunto( o tal do follow through!!!), controle de área, ou seja todos aqueles pontos que são exaustivamente lembrados na aula(teórica) de tiro. Não devemos esquecer da comunicação, recargas táticas e movimentação.

Uma simples transmissão de rádio pode ser visualizada numa perseguição a um suspeito, a mente do policial acaba que vai sendo treinada para uma reação apropriada para alguns incidentes.

O mais interessante de tudo é que o treinamento não custa nada e pode ser feito em momentos de folga ou naquelas esperas chatas, na fila do banco ou do médico, por exemplo. Atletas olímpicos tem usado estas técnicas por anos e têm garantido o sucesso em suas competições.

Comunicação positiva.

Outra técnica recomendada é a Comunicação positiva, que é nada mais do que passar a si próprio, mensagens que reforçam suas habilidades, coisas do tipo: “estou preparado para esta situação“, “meu saque está melhorando  muito com este treinamento“, “ minha recarga tática está eficiente“, “se eu me ferir numa troca de tiros, vou continuar a reagir, vou vencer o confronto“. Esta técnica consiste em fornecer frases de efeitos positivos a si mesmo, principalmente, que serão direcionadas ao subconsciente do indivíduo. Esta é mais uma técnica que é barata, fácil de treinar e o policial pode fazê-la por conta própria, porém, se for empregada  em conjunto com um treinamento pesado, pode ser muito mais efetiva.

Respiração controlada.

A Terceira técnica para treinamento da mente que apresento é a respiração controlada, que nada mais é do que implementar a respiração através do nariz, inspirando, de forma profunda, contando até quarto, por exemplo, e então, expirar este ar pela boca. Realizar este procedimento por dez vezes aproximadamente.

O objetivo desta técnica é acalmar-se numa situação estressante, concentrando-se na respiração.

A respiração vai lhe acalmar, ou reduzir seu nível de stress, possibilitando que você inicie os planos para responder a determinada situação.Esta técnica foi utilizada na resposta ao presídio, pois no deslocamento, achávamos que um assalto de emergência iria ser iniciado pelo nosso grupo. Porém, a tropa de choque foi empregada, para restabelecimento da ordem em determinadas áreas do presídio.

Níveis de risco.

Uma das melhores formas de se evitar um incidente crítico é ter o controle ou o conhecimento das áreas que o cercam. Este é um ponto importante para momentos que exijam controle mental

O famoso código de cores: branco, verde, amarelo e vermelho, que no padrão internacional, geralmente  é branco, amarelo, laranja e vermelho, mas que significam a mesma coisa.

O primeiro nível, o de condição branca, significa relaxado, despreparado, é o pior local onde você poderia ser atacado, pois seu momento é totalmente favorável ao inimigo. O Segundo momento, o da condição verde, é o momento de atenção a risco em baixo potencial, você não vai fatiar toda esquina para continuar seu patrulhamento à pé, porém, ficará atento a suspeições que podem apresentar perigo. A condição amarela é utilizada quando da observação de um perigo específico, tal como um suspeito aproximando-se em um veículo num estacionamento perto de um banco, é um bom exemplo. Durante este momento você deve traçar um plano mental para este momento de risco aparente.

A condição vermelha é o contato, é a luta, é o perigo propriamente dito, você está empenhado no combate. Neste ponto, o processo de decisão encerrou-se, você está agindo ou reagindo. Seu treinamento deve se sobrepor a esta situação  e o foco deve estar na alça de mira  e pressão no gatilho, bem como nos outros fundamentos do tiro policial, ou se for o caso, de luta corpo-a-corpo.

A menos que o seu treinamento seja realístico ou suas reações sejam excelentes, uma pessoa desleixada ou sem a devida preparação entrará em choque e se sentirá aterrorizada, e esta não será uma boa forma de se iniciar uma luta, estará fadado ao fracasso.

Ciclo OODA.

Neste ponto, é necessário entender como a mente humana reage, diante do perigo. O Ciclo O.O.D.A., foi desenvolvido para descrever este processo pelo Coronel  John Boyd da U.S.A.F.

O ciclo OODA descreve o ciclo do combate aéreo como o Coronel o entendeu. Os momentos são de observação, orientação, decisão e ação. O oficial deve primeiramente observar o perigo, o que significa a mudança da condição anterior para a condição amarela. Após este momento, deve se orientar, rotas de fuga, possíveis abordagens, viradas sem obstáculos, coberturas e pontos de apoio. Lembrando que a orientação é o maior componente desta técnica, neste estágio, o período é filtrado pela sua avaliação da situação, que será baseado nas suas experiências anteriores, treinamento, serviços em campo, etc..Num próximo e tênue momento, você deverá agir. Isto ocorrerá quando todas as opções de uso da força e opções táticas de resposta tiverem sido consideradas.
O mais interessante é que todas estas atividades  tomam seu devido lugar em questões de segundos e estamos realmente reagindo a um ataque.

Imagem; Ciclo O.O.D.A.

Quando o inimigo inicia seu ciclo de observação, orientação, decisão e ação, devemos interromper este ciclo para termos a melhor chance de sobreviver e isto pode ser feito com movimentação, diversificação de comportamento(correr, abrigar-se, atirar, etc.), usar distrações ou agir agressivamente mesmo, mas de forma profissional, é claro.

O ciclo irá continuar por todo o momento do conflito. A habilidade de interpretar corretamente os dados, rapidamente e então decidir o curso de ação apropriada e a ação decisiva, irá salvar sua vida, com certeza.

Controle mental

Se você tem respostas próprias, controlando o stress e possui uma boa avaliação das situações de risco, o próximo passo é desenvolver o controle emocional. Isso somente aparece com o tempo.

O trabalho árduo, a disciplina e o desconforto são necessários para desenvolver a mente de um guerreiro.

O trabalho árduo será recompensado quando você se encontrar em uma situação de perigo de vida e você estiver preparado mentalmente e fisicamente para o combate. Uma das melhores formas de desenvolver a rusticidade da mente é através de um árduo treinamento físico. A melhor forma de anular reações indesejáveis diante do stress é forçar o seu corpo para situações estressantes.Treinamentos de circuito difíceis, juntamente com exercícios com peso podem levar o seu organismo para além do desejado

Tudo o que é preciso é um pouco de tempo e uma grande dedicação. Evite as desculpas do tipo: trabalhei muito hoje e quero apenas dormir e ver televisão, o exercício fará muito bem, respeitada as devidas proporções.

Treinamento de combate.

Se você está em boas condições físicas é extremamente recomendado um treinamento de combate, de lutas.A melhor forma de testar e aprender estas habilidades é treinar numa academia. Uma luta requer condicionamento, treinamento, disciplina e suor. O interessante deste procedimento são os ganhos sociais em cima de um treinamento externo, amigos fora do trabalho, num ambiente saudável, são grandes ganhos, ao mesmo tempo que aumenta sua confiança e capacidade mental. Melhorando a performance, permaneça calmo e implemente estratégias, quando encarar o perigo no serviço.

Este tipo de treinamento vai custar algum dinheiro, mas é um investimento que vale a pena e requer uma boa academia e equipamentos.

Confiança

Como ganhar confiança, para encarar um adversário que sabe que irei vencê-lo?

A confiança vem do treinamento e da preparação. Procure por treinamento em boas escolas e instituições, invista em você, em sua vida.

Ele é bom, mas assume, “também tenho meus pontos fracos”(em inglês).

Siga protocolos de treinamento em seco, e insista neste ponto, visualize, repita e condicione sua mente a repostas firmes e eficientes.Devemos treinar de forma séria e dura.

Compromisso

O componente final para preparação e desenvolvimento da mente é o compromisso com você mesmo, com aqueles que você ama e com a comunidade que você protege.

Faça uma promessa: Você nunca vai desistir, nunca, nunca!!

Treine a empunhadura de sua arma com uma mão apenas e visualize que levou um disparo(pode acontecer, espero que não). Tenha em mente que, aqueles que levam um tiro durante um confronto armado, sobrevivem, se não levarem um tiro certeiro na cabeça, portanto, seja firme, mesmo ferido.

Se você tiver o comportamento mental correto, se você fez o trabalho árduo de forma correta, o seu corpo e mente estará preparado para o combate.

E voltando ao evento inicial deste texto, nossa preparação metal, incluiu algumas destas técnicas que aqui foram descritas, o desgaste foi tão grande que, até três dias após o evento, tínhamos uma espécie de flashback. Me recordo que dormindo, me via entrando no presídio e resgatando os policiais reféns. Já noutro dia na Unidade, conversando com os colegas, alguns relataram comportamentos similares, chegamos à conclusão de que não era doença, não era um problema, mas sim, um reflexo de nosso compromisso com o trabalho, com nossas vidas e daqueles que juramos defender.

Bibliografia

http://en.wikipedia.org/wiki/OODA_loop

http://www.calibrepress.com/

http://www.spartancops.com/developing-warrior-mind-boyds-ooda-loop-coopers-color-code-lay-foundation/

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