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A escolha da arma de fogo.

Crazy Weapons 15A escolha de uma arma de fogo é uma questão muito particular, tanto que muitas pessoas perguntam aos profissionais mais antigos da escolha que fizeram ou o que sugerem; após isto, segue uma escolha ruim ou inconveniente. Tudo bem que no nosso Brasil varonil, não temos muitas opções, mas desconsiderando isso, dentre todos os modelos disponíveis, cada arma serve a um tipo de mão, sexo, força muscular e a outras questões pessoais. Uma arma que é excelente na minha opinião provavelmente não vale a outro colega, por questão de afinidade ou gosto mesmo, intimidade.

 Como lido num site internacional, ninguém está apto a fazer isso por você.

E perguntam: Quem compra suas roupas de baixo? Portanto, a regra é a mesma. Se a resposta para esta pergunta for a sua mãe, você está enrolado!

 Em se tratando de Corporações policiais é valido que estas tenham uma grande quantidade de modelos e que os profissionais possam escolher o modelo mais adequado ao tamanho de sua mão ou peso de gatilho, procurando até mesmo qual calibre se sente mais confortável para trabalhar.

 Sou favorável ao 9mm para o serviço policial, com munições de ponta oca. E ao contrário de muitos pensamentos, o considero excelente ao trabalho policial, pelo baixo recuo causado nos disparos, o peso do gatilho das armas, controlabilidade e retomada de alça e massa de mira imediatamente após o disparo, capacidade do carregador e peso da arma.  O calibre .40 apesar de sua potência, deixa muita gente desconfortável no momento de atirar, e estamos falando de momentos no estande de tiro, em treinamento, imagine numa situação crítica, disparando com apenas uma mão.

 As desculpas relacionadas a logística, para padronizar um único calibre a uma Corporação servem a um exército que está em guerra, até entendo isso, mas a uma Instituição policial tenho minhas dúvidas. Elas não quebram tanto assim para justificarmos desta forma, nem atiramos desse tanto, como na guerra. Até mesmo as condições de uso e armazenamento são diferentes.

 Voltando às generalidades de sua arma de fogo, deixando o calibre de lado, leve em consideração algo portátil e que seja fácil de portar junto ao seu corpo, mas não faça a escolha sem ao menos disparar umas duzentas vezes antes, realizando algumas trocas de carregador, saques diversos e disparos em posições diferenciadas.

 Nem eu, nem ninguém está qualificado a tomar essas decisões por você. Eu não quero que você compre minhas cuecas e eu aposto que você não me quer escolhendo as suas roupas de baixo.

Não economize. Em termos de durabilidade e confiabilidade, quanto mais se paga, melhor se consegue manter estes dois termos em alta.

 Os revólveres já estão fora de moda, tudo bem que não estou tão atualizado quanto a modelos, mas a capacidade de seus tambores me deixam triste e completamente decidido sobre o seu uso como arma principal, apenas como uma segunda arma, mas neste caso o conforto fica de fora, o que me remete a uma pistola decente.

 Uma arma pequena é fácil de transportar, mas é horrível para atirar, lembro das denominadas PFEM’s (policiais femininas) do Distrito Federal, que conduziam revólveres com canos de duas polegadas. Atirar com aquilo deveria ser muito bom, só que não! Rs!

 Considere adquirir algo no padrão original, com quatro polegadas, carregadores de pelo menos 13 a 17 tiros, a depender do calibre obviamente. Quanto a laser point em sua arma, você vai descobrir a verdadeira utilidade deles durante sua discussão armada entre a vida e a morte.

 E finalmente a consideração mais importante, selecione sua arma com conjuntos de alça e massa que sejam fáceis de enxergar ou escolha uma arma equipada com este conjunto e que te proporcione esta facilidade. Na hora do emprego real da arma de fogo você vai agradecer sobre esta dica.

 A melhor arma e o melhor calibre para você é aquela que te proporciona, conforto, segurança no emprego, confiança e controlabilidade, em todos os aspectos. Teste antes!

Força e Honra!

Atendimento de ocorrências policiais do futuro – como serão.

A capital federal possui atualmente câmeras de alta definição em seus principais pontos, bem como ao longo das principais rodovias, gravando com áudio o som dos carros, com um software que possibilita dividir e selecionar a conversa de mil pessoas em cada quadro de vídeo gravado com precisão.

O acionamento da polícia e dos bombeiros se dá também por SMS geolocalizado, bem como pelas câmeras interativas instaladas pelo centro da cidade, onde cada cidadão acena para a câmera e um alarme aciona o Centro de Operações da Polícia – COPOL( Sim, as polícias foram unificadas), com a ativação do sistema, o operador visualiza a ocorrência e através de um vídeo pode definir quantas viaturas mandar. Cada poste de iluminação possui uma câmera simples, com capacidade de armazenar imagens e ser acionada pelo operador do COPOL imediatamente após a ativação do sistema pelo cidadão. A tecnologia das câmeras acionadas por gestos foi uma evolução do jogo kinect, lançado no ano de 2010.

Todo este sistema foi montado inicialmente na região central de Brasília depois do crime acontecido na região do Congresso Nacional, onde um grupo de pessoas, todas elas portando fuzis, atiraram contra as janelas do anexo Congresso Nacional, ferindo 23 e matando outras 15 pessoas que estavam trabalhando numa tarde de quarta-feira. O secretário de Segurança percebeu que espalhar o mesmo sistema pelas saídas da cidade, bem como nas regiões mais precárias rendeu um bom resultado político para o Governo local, que estava em baixa no ano anterior. Com a consecução do atentado mais bárbaro ocorrido desde a inauguração da cidade, aquela foi a melhor saída em termos de prevenção em segurança pública.

Os agentes policiais que trabalhavam em viaturas, compostas por dois policiais apenas eram munidos de uma tecnologia de ultima geração. Cada policial recebia em sua Unidade policial um tablet e um smartphone, sendo que os policiais que rondavam à pé, faziam tudo num aparelho de tamanho intemediário; todos ligados a uma rede de dados 6G. Todo atendimento, por mais simples que fosse era anotado; única herança que restou do policiamento comunitário dos anos de 2000-2010. Crimes simples, eram atendidos no local, com atendimento e video conferência com magistrados, num sistema on line, onde até a assinatura de termos possui agora um formato digital. Os smartphones captam digitais das mãos de suspeitos e imediatamente os localizam num sistema denominado Zeus, que interliga os serviços da polícia, dos hospitais, bombeiros, receita federal e outros órgãos públicos.

As perícias dos arrombamentos em residências, são preliminarmente atendidas pela equipe acionada pelo COPOL, não há mais necessidade do cidadão deslocar ao local chamado anteriormente de delegacia de polícia, atualmente denominada Agência Local de Polícia (ALP). O agente de segurança pública recolhia evidências, checava digitais tudo nos aparelhos que carregava em seu veículo. Os policiais que estão à pé ou em bicicletas, recebem o apoio destas viaturas quando precisam.

Com a divisão de viaturas compostas inicialmente por três policiais para dois apenas, cada ocorrência é antendida por duas viaturas, dando a impressão de mais policiais no local e quando em situação normal, fornece ao cidadão a impressão de uma área com mais viaturas, ou seja bem vigiada.

Com o uso da tecnologia, cada policial pode gerenciar, mandar emails, realizar video-conferências, anexar fotos na ocorrência policial, georeferenciar o evento crítico, bem como enviar aos interessados cópia de tudo que foi anotado relacionado a determinado atendimento, inclusive, os policiais podem postar as ocorrências atendidas numa comunidade social específica, somente de policiais, como forma de dividir o conhecimento, colaborando no atendimento de outros fatos criminosos relacionados, divulgar informações sobre criminosos e outras técnicas novas com relação à atividade policial. O software geotime passou a ajudar a polícia a monitorar pessoas em penas acessórias ou em liberdades condicionais.

A utilização de blogs na década de 2010 feriu bravamente o pensamento coletivo da extinta polícia militar, onde cada Unidade policial ou membro dela, divulgava suas informações da forma que julgava mais coerente. Algumas viaturas tinham até seu twitter próprio, bem como sua comunidade no Orkut ou número de celular, demorou-se para identificar os riscos. Isto então passou a ser considerado transgressão grave da disciplina, se fosse feito fora do ambiente controlado. O acionamento deve ser feito por um único lugar, o famoso 190.

Num rank, os policiais do ano, que são condecorados com prêmios em dinheiro, ainda imbatíveis no quesito prisão de meliantes em flagrantes, estavam os policiais de Ceilândia, a maior cidade dentro do Distrito Federal. Estes policiais exploravam melhor os serviços de tecnologia disponíveis, usando as redes sem fio presentes na cidade, dando maior velocidade ao acesso  e divulgação de informações. Obviamente, o fato de terem nascido e usufruído de uma infância naquela cidade, tornava-os exímios caçadores quando o assunto era busca e captura de marginais foragidos ou em momento de pós-crime.

 Cada cidadão acomopanha em seus smartphones o trânsito e as condições de segurança da cidade por um aplicativo baixado na página da internet da polícia. As informações são processadas e inserida pelo COPOL. è possível ver o índice de criminalidade e interagir com a polícia, fornecendo dados que o cidadão achava conveniente para solucionar tais crimes. Até os serviços de energia e água e esgotos utilizava a mesma plataforma, para obter informações sobre os lugares.

 Os operadores de rádio do sistema de atendimento são policiais com vasta experiência operacional e momentos após se aposentarem, fazem uma prova, específica para trabalhar no COPOL, de fato só os melhores assumiam a função e tinham a extrema confiança dos policiais que estavm nas ruas. Além da formação superior em ciências policiais e treinamentos específicos para o serviço de emergências, o conhecimento de idiomas é necessário e cada um deles fala hoje, além do português outro idioma, inglês ou espanhol. As ligações de emergência passaram a ser atendidas e as viaturas despachadas diretamente pelo telefonista, que recebia e atendia o solicitante.

A polícia multa por SMS ainda  mas também fornece a opção do motorista infrator de pagar sua multas através de cartões de crédito apenas, na hora. Estes valores são divididos em três destinos, para segurança, a saúde e educação pública. Falando em saúde, com a unificação das polícias, a força policial, juntamente com os Bombeiros, passaram a ter um hospital da segurança pública, que é uma unidade escola onde os estagiários de medicina da Universidade do Distrito Federal, antiga UnB, realizam suas atividades iniciais, o primeiro do gênero no País.

As viaturas policiais eram SUV´s contruídos especificamente para aquele fim, possuindo motores chipados para não ficarem atrás dos motores convencionais vendidos aos público comum, nem atrás daqueles carros de alta performance, de propriedade da sociedade mais nobre. O Presidente da República, utiliza em seu comboio, o mesmo modelo de veículo, por ser considerado o modelo mais seguro e adequado ao serviço de proteção de autoridades.

As motocicletas utilizam um padrão que permite conduzí-las tanto em baixa como em alta velocidade, apesar do patrulhamento com bicicletas ter praticamente dominado o serviço sobre duas rodas, devido ao pensamento verde. O número de carros é extremanente alto o que inviabiliza o emprego de viaturas do tipo carro nas cidades. Os policiais possuem, devido seu nível profissional, liberdade para definir se vão patrulhar com carros ou motocicletas em seu período de serviço.

O recorde Oiapoque – Chuí de bicicleta pertence a um agente de segurança pública do Distrito Federal, bem como os títulos de melhor atirador de precisão do mundo, campeão da maratona do Rio de Janeiro e campeão mundial de IPSC. A polícia estava com problemas com os pilotos policiais que patrocinava na stock car e na fórmula 3000, devido problemas com a fiscalização de governo, que alegavam que estes não poderiam expor suas habilidades em outras atividades do ramo.

Os juízes, Promotores de Justiça e os profissionais de segurança pública possuem um teto salarial único, devido à natureza do trabalho que executam, lidam com a vida do ser humano, bem como seus aspectos relacionados, como a liberdade e observância aos preceitos constitucionais.

A formação policial foi padronizada em dois anos para todos os segmentos, sendo utilizada uma única entrada na carreira. A crise política de 2014 deixou marcas nas Insituições que exigiu mudanças não muito simples, onde altrou-se até mesmo as exigências básicas para o ingresso na força policial. Dois cursos superiores eram necessários, o de direito e o de adminstração. Obrigatoriamente, em 10 anos de serviço o policial deveria ter completado um mestrado em qualquer área de estudo aplicável no serviço policial, caso contrário não poderia concorrer ao cargo de comandante de área, ou seja ser o xerife de uma cidade.

Os antigos quartéis e delegacias de polícia funcionam  agora num mesmo local, denominados Direção Policial, seguida do nome da cidade em que está situado. A população desloca para estes locais para as reuniões com a administração da cidade, festejos oficiais, bem como atividades sociais de caráter geral, devido a estrutura do prédio e de sua localização, que é bem moderna e funcional. Os prédios possuem creches para servidores do Distrito Federal e professores da fundação educacional além disso, nestes locais, funciona um serviço voluntário gratificado para reforço escolar de estudantes.

A Cada três Unidades de Direção Policial duas unidades aéreas, helicópteros modelo EC136 T2 estão à disposição, fugir da polícia ou querer bancar o esperto nas cidades virou uma tarefa impossível. As unidades podem ainda, devido seu modelo, realizar resgates e salvamentos, apoiando os bombeiros. Todas as unidades aéreas possuem uma UTI a bordo.

O Ano de 2016 significou muito para a segurança pública no Distrito Federal, pois foi o ano que a polícia transformou-se no embrião do que é hoje. Que pena que tudo isso foi resultado de uma cena aterrorizante que aconteceu na cidade, o roubo de dois aviões boeing, no aeroporto internacional Juscelino Kubistcheck, orquestrado por policiais de ambas Instituições policiais que até então existiam no ordenamento da cidade.

O envolvimento de policiais neste crime, que foi solucionado rapidamente pela polícia federal, gerou um estado de desconfiança na sociedade, exigindo mudanças radicais, depois de evidências da participação de grandes nomes da segurança pública. Desconfiavam que os dois Chefes das Insituições estavam envolvidos, o que obrigou ao Governo local exigir do Congresso Nacional a mudança na estrutura da polícia do Distrito Federal. Os aviões foram encontrados uma semana depois em Trindad, capital do departamento de Beni, na Bolívia, abastecidos com drogas.

Passados 20 anos, agora em 2036, a população não se recorda mais do que são os momentos de abuso policial, na verdade, a população reclama, demais, do excesso de zelo que os policiais possuem para executar suas ativdades e considera a velocidade em que os casos são resolvidos um entrave para a produção de provas. Na verdade os que mais reclamam são os culpados pelos crime. Dirigir embriagado, desde 2022, passou a ser punido com a cassação sumária, imediata e eterna, do direito de dirigir.

Na verdade, fico feliz em poder escrever tudo isto agora, pois ao me aposentar em 2030, seis anos atrás, quase tudo isso já havia sido idealizado pelos meus colegas. Tínhamos em mente a polícia do futuro, mas veja bem, eu estou no futuro agora. E então, como vai ser daqui para frente?

Força e Honra…sempre!!

Treinamento on line – atiradores ativos

Neste link encontra-se disponível um treinamento on line, em inglês, para situações como aquela que aconteceu no Rio de janeiro, na Escola Municipal Tasso da Silveira.

Acesse aqui

 Situações violentas e incomuns, que apanham despreparadas, policiais, autoridades e principalmente, as vítimas.

Força e Honra!

Pára-quedista Policial ou Policial pára-quedista

A Atividade de pára-quedismo coopera para que policiais alcancem seus objetivos de trabalho junto ao grupo, facilitando a transferência e a assimilação de novas tecnologias e conhecimentos técnicos, ambientalmente saudáveis e socialmente aceitáveis.

A escolha do esporte de risco calculado, denominado de pára-quedismo ou salto de aeronaves, foi realizada porque consideramos que poucas atividades podem fornecer um estresse psicológico maior que os alcançados com os saltos de pára-quedas.

A partir dessa premissa, pode realizar-se uma comparação objetiva de todas as atividades realizadas por policiais, membros de grupos especiais, traçando ainda um comparativo entre os níveis de ansiedade geradas por outras atividades de risco, como o Rapel e o mergulho livre, descritos por seus aficionados como uma prática de alto grau adrenérgico, de longe não chegam nem perto, eheheh!!

 

 

Wallpaper - equipe da PMDF em 2007.

 

Faça o download aqui, em alta resolução: http://www.pmdf.df.gov.br/download/bope%20paraquedas_1024.jpg

Alguns colegas não concordam, temos que respeitar, assim como merecemos o devido respeito pela atividade que executamos, pelo investimento particular que realizamos até hoje e principalmente pelo fato de que, durante algum momento, estivemos representando a Corporação em diversos eventos, dentro e fora do DF. Já pensaram o tamanho da responsabilidade?

A atividade de pára-quedismo na PMDF surgiu em meados dos anos 90, quando um grupo de policiais da antiga CPChoque, interessou-se pelo esporte, possibilitando a prática em formaturas da Corporação, e até mesmo em atividades com as Forças Armadas, como ocorreu algumas vezes, nos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul nos anos de 1993 aproximadamente.

Devido a dificuldades relacionadas ao esporte e também devido a saída dos policiais da Unidade, o pára-quedismo na PMDF ficou paralisado no período compreendido entre os anos de 1993 e 2006, quando em outubro, apos retorno de um curso no Comando de Operações Táticas na Policia Federal, onde foi realizado alguns saltos de pára-quedas(olha aí!), um grupos de oficiais e praças, num total inicial de 6 pessoas, motivados pelo  APF Murilo Freitas, ex-oficial da briosa e caveira de 2005, incitou o retorno à atividade, propiciando a formação destes 6 policiais militares, pelo SGT FN Lameira.

Outros colegas, ainda iniciaram os saltos livres, mas devido problemas particulares(dinheiro, eheh!), não deram continuidade, infelizmente. O esporte é caro e exige um gasto constante.

Posteriormente, outros policiais e amigos de outras Instituições juntaram-se a nós, bem como deu-se início uma avalanche de cursos de pára-quedismo no BOPE.

No ano de 2008, foram realizados 4 cursos ASL, sob direção do Sr. Fernando(Fernandão), que conduziu à cidade de Boituva-SP, todos estes policiais militares e integrantes de outras corporações, tais como PRF, PF, PMERJ, FNSP, CBMDF, PCDF, para graduação no pára-quedismo.

Um detalhe interessantíssimo devo citar, que tudo foi realizado com recursos dos próprios policiais, todos nós fomos formados pára-quedistas com nosso próprio dinheiro.

Mas antes da formação de todo esse pessoal iniciamos uma série de atividades ligadas ao salto, inclusive com participações em campeonatos militares das FFAA do Brasil em Campo Grande(2007) e Manaus(2008), treinamento em túnel de vento em Goiânia, que quem conhece, sabe que não é barato não. Uma hora de túnel, custa atualmente R$ 1.800,00 aproximadamente. Neste túnel é possível simular a queda livre e aprimorar as técnicas de salto. A atividade exige controle mental e do corpo, aprimorando a coordenação mente-corpo. Segundo ROJAS (1989), os efeitos causados pela adrenalina e condicionada ainda pelas suas descargas, são precedidos por estímulos no sistema nervoso simpático, de onde brotam os sintomas físicos.

Nosso orgulho nas alturas, literalmente.

Com o passar do tempo, a experiência, o crescimento técnico, participações em diversos eventos na cidade, conquistou-se uma posição de respeito e reconhecimento na comunidade do pára-quedismo, participando até de documentários, apresentações e principalmente, iniciou-se uma colaboração na formação de outros pára-quedistas policiais no Brasil.

A PMDF, em seus cursos de operações especiais possui esta matéria em sua grade curricular, como forma de aperfeiçoar o treinamento e a capacitação do policial de operações especiais, inclusive já formou os Estados do Mato Grosso e Rio de Janeiro, em seus Cursos de Operações Especiais na matéria de pára-quedismo.

 

 

COEsp-2010/BOpE/PMERJ - Deslocamento para o avião

 

Essa tendência já foi bem aceita pelos operadores da atividade de OpEsp, que viram neste esporte uma série de vantagens que são agregadas ao profissional, como complemento de sua formação técnica.

No pára-quedismo desenvolve-se o autocontrole, o controle emocional, disciplina, espírito de equipe(você checa o equipamento do colega), coordenação motora entre vários outros atributos especiais, somando-se aos demais pontos exigidos para estes profissionais. Sem contar ainda pelo impacto psicológico, positivo obviamente, numa platéia que percebe policiais realizando uma atividade considerada extremamente audaciosa.

Somos uma equipe de atletas, assim como qualquer outra.

Assim como foi durante muito tempo, o grupo do Canil, que apresentava-se com seus cães, em diversos eventos sociais pela cidade, o grupo de pára-quedismo da PMDF também conquista a admiração e aplsusos do público, devido ao nível de coragem e adestramento que apresentam.

Fazemos tudo isso simplesmente para conhecer até onde o nosso braço alcança, com todo o respeito que temos por nós mesmos, nossas famílias e aos nossos camaradas.

Se somos pára-quedistas policiais ou policiais pára-quedistas, não vejo diferenças, mas eu sei que nós saltamos do avião com a bandeira da PMDF nas mãos. E no fundo mesmo, somente posso concluir de uma forma, que o pára-quedismo é só mais uma atividade que podemos realizar, para representar o bom nome da Instituição.

Veja mais em:

http://pmdeplanaltina.wordpress.com/2010/06/

Força e Honra!

MILITARES, NUNCA MAIS!!!

O texto não é meu, mas se fosse…adivinha!

Por Millôr Fernandes

MIllor

Ainda bem que hoje tudo é diferente, temos um PT sério, honesto e progressista. Cresce o grupo que não quer mais ver militares no poder, pelas razões abaixo:

1. Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças…

2. Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista.

3. Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora.

4. Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que iam de um lado ao outro e não queriam sofrer na espera da barcaça que levava meia dúzia de carros.

5. Criaram esse maldito do Proálcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia. Para apressar logo o fim do chamado “ouro negro”, deram um impulso gigantesco à Petrobras, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); sem contar o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do álcool.

6. Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial.

7. Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego, ficaram sem a desculpa do “estou desempregado”.

8. Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo. Uma desgraça completa.

9. Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.

10. Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. O Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.

Legenda pra quê?

11. Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.

12. Baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país. Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque soltaram uma “bombinha de São João” no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.

13. Os militares são muito estressados. Fazem tempestade em copo d’água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas, ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.

14. Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

15. Inventaram um tal de FGTS, PIS e PASEP, só para criar atritos entre empregados e patrões. Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder desses empregados contra os seus patrões. Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver. Outras desgraças criadas pelos militares:

16. Trouxeram a TV em cores para as nossas casas, pelas mãos e burrice de um Oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que inventou o sistema PAL-M.

17. Criaram a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM. Tudo isso e muito mais os militares fizeram em 22 anos de governo.

Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguintes, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram.

Graças a Deus!

Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: “Militar no poder, nunca mais!!!”, exceto os domesticados.

ALÉM DISSO, NENHUM DESSES MILITARES CONSEGUIU FICAR RICO!

BAITA INCOMPETÊNCIA…

Força e Honra!

Curso de Operações Especiais – Como se tornar um Caveira!

Esse treinamento, chamado através de sua forma abreviada de COEsp, que dura aproximadamente dezesseis semanas, em Brasília o curso é realizado com uma carga horária aproximada de 1164 horas/aula e preparou a grande maioria dos integrantes da Companhia de Operações Especiais, mas também formou policiais de outros Estados do Brasil, assim como outros integrantes da Unidade foram formados por várias organizações policiais e militares do Brasil e exterior.

O Objetivo do COEsp é capacitar policiais militares (Oficiais e Praças) para o desempenho de missões que exijam especializações e doutrinas relativas às atividades das Operações Policiais Especiais.

As 16 semanas letivas são divididas em fases administrativas que visam a adequação do candidato à rotina do curso. Na fase administrativa, alguns conceitos básicos são repassados a esses policiais, para que eles não iniciem o treinamento carente de alguma habilidade importante que possa eliminá-lo do processo, por exemplo, higiene de campanha, primeiros socorros, acondicionamento de material, topografia, orientação básica e palestras diversas relativas à Teoria das Operações Especiais no mundo.

É um processo de seleção e treinamento, devido suas características de funcionamento. Segundo Chiavenato (2004, p.165), a seleção é o conjunto de procedimentos que visa atrair candidatos potencialmente qualificados e capazes de ocupar posições dentro da organização.

Conforme Marras (2001, p. 145), treinamento é um processo de assimilação cultural a curto prazo, que objetiva repassar ou reciclar conhecimento, habilidades ou atitudes relacionadas diretamente à execução de tarefas ou à sua otimização no trabalho. Já para Minicucci (1995, p. 182), o treinamento pode ser considerado um esforço planejado, organizado, especialmente projetado para auxiliar os indivíduos a desenvolverem suas capacidades.

Esse curso consiste em uma preparação e orientação dos candidatos aos trabalhos específicos da COE, sendo utilizado como um instrumento auxiliar da seleção, que traz como principal vantagem a observação de profissionais mais capacitados. É um treinamento que pode ser chamado de treinamento seletivo, aplicado depois de uma primeira seleção e aliado a uma posterior avaliação dos policiais candidatos, sendo esta uma segunda seleção dentro do mesmo processo, potencializando as chances de se realizar uma boa seleção.

Ao término do curso, momento em que recebeu as informações necessárias ao desempenho de funções, o policial estará habilitado para integrar e realizar as atividades de operações especiais na PMDF ou em sua Instituição de origem.

Processo de seleção

O processo de seleção para o Curso de Operações Especiais é divido em três fases: Exame de Saúde, Teste  Físico e Exame Psicológico e todas as fases tem caráter eliminatório como o exposto a seguir.

Exame de saúde

Os Candidatos interessados em participar de uma edição do COEsp devem apresentar os exames de saúde em duas etapas distintas, para serem considerados inscritos e poder iniciar o curso.

A finalidade dessa etapa é a verificação do estado geral de saúde do candidato, uma vez que estará submetido a intempéries e exigências físicas.

Uma excelente condição de saúde é fundamental para sustentar as dificuldades do treinamento, pois naturalmente o corpo ficará debilitado devido as dificuldades do curso. Caso algum problema venha a ser identificado durante o exame de saúde, o policial não poderá iniciar o treinamento seletivo, para não expor ao risco a própria vida.

Primeira etapa

O candidato deve apresentar, no ato da inscrição, a Carteira de Saúde com o exame de bienal[1] em dia, juntamente com um atestado de saúde recente, constando que o candidato encontra-se apto para a realização do teste físico.

Segunda etapa

Os candidatos que porventura forem aprovados na primeira etapa do exame de saúde, deverão apresentar os exames complementares.

Os exames exigidos nessa fase são: exame otológico e audiométrico;  exames laboratoriais, tais como, hemograma completo, HIV inclusive, glicose e radiografia do pulmão. Os exames complementares são entregues após a realização do exame psicológico.

Teste físico

Os índices especificados para o teste físico configuram como o mínimo exigido para que o candidato seja considerado aprovado e que possa fazer parte do processo de seleção e treinamento, sendo que nos exercícios de flexão de barra, flexão de braço, abdominal, salto em distância, corrida e natação, são atribuídas classificações aos aprovados a partir do candidato que alçar os melhores índices, para não ocorrer empates e possíveis eliminações de candidatos de forma injusta. Nos exercícios de subida na corda, salto em altura e flutuação(fardado e de coturno – 30min), os candidatos são considerados somente “aptos” ou “inaptos”.

O teste seletivo tem caráter eliminatório e em caso de empate dentro das vagas previstas, o critério adotado para o desempate é o da antigüidade de posto e graduação. Os civis são considerados como mais modernos em relação a militares.

Quadro nº 1 –  Índices do teste de aptidão física – COEsp.

PONTOS Natação200 m Corrida Rústica 8km Abdominal Flexão de Braço em Barra Fixa Flexão de Braço Salto em Distância (metros)
60 5’00” 50’ 48 10 35 4,00
62 4’50” 49’ 50 11 38 4,10
64 4’40” 48’ 52 12 41 4,20
66 4’30” 47’ 54 13 44 4,40
68 4’20” 46’ 56 14 47 4,50
70 4’10” 45’ 58 15 50 4,60
72 4’00” 44’ 60 16 53 4,70
74 3’50” 43’ 62 17 56 4,80
76 3’40” 42’ 64 18 59 4,90
78 3’30” 41’ 66 19 62 5,00
80 3’20” 40’ 68 20 65 5,10
82 3’10” 39’ 70 21 68 5,20
84 3’00” 38’ 72 22 71 5,30
86 2’50” 37’ 74 23 74 5,40
88 2’40” 36’ 76 24 77 5,50
90 2’35” 35’ 78 25 80 5,60
92 2’30” 34’ 80 26 83 5,70
94 2’25” 33’ 82 27 86 5,80
96 2’20” 32’ 90 28 90 5,90
98 2’15” 31’ 95 29 95 6,00
100 2’10” 30’ 100 30 100 6,10

Fonte: Plano de Curso 5º COESP (2008).

Exame psicológico

O Exame de aptidão psicológica, que também possui caráter eliminatório, é, via de regra, realizado sob a coordenação do CASO/PMDF e tem por finalidade distinguir, dentre os candidatos, os policiais que não apresenta um perfil de trabalho dentro do perfil profissiográfico previsto para a unidade, produzido através do trabalho da psicóloga Ana Lidia Gomes Gama – CRP 6260-01.

E de acordo com item 2.6.2, anexo “A“, do estudo de situação para criação do Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE, da Polícia Militar do Distrito Federal, o perfil profissiográfico desejado, agrega as seguintes características:

Agressividade controlada – restringir seu comportamento agressivo à necessidade da situação, conforme o prescrito nos procedimentos e doutrina. A agressividade deve ser utilizada como uma ferramenta, de forma consciente e livre de motivações do âmbito pessoal. Utilizar apenas o necessário para proteger a si, a Equipe e as vítimas.

Controle emocional – controlar suas emoções, como medo ou raiva, pautando suas ações pelas normas, procedimentos e doutrina. Separar problemas pessoais de problemas profissionais.

Disciplina consciente – antes de comportar-se, monitorar os diversos aspectos do ambiente físico e social, fazendo interpretações acuradas quanto ao que exige esse ambiente em termos de comportamento. Vasculhar seu repertório comportamental e emitir comportamentos considerados desejados, não necessariamente o que tem vontade ou o que seu estado emocional pede.

Espírito de Corpo – em situações de trabalho, cumprir o que foi acordado, usar de seus conhecimentos e habilidades para promover o bom desempenho e segurança de todos, tomar o sucesso do grupo como seu e vice-versa.

Flexibilidade – ter aptidão para resolver problemas, principalmente no plano lógico abstrato, ser dotado de poder de previsão e planejamento. Ter capacidade de descobrir os princípios subjacentes às mudanças sistemáticas, incluindo raciocínio indutivo e dedutivo.

Honestidade – ser uma pessoa conscienciosa acerca de questões relativas à moralidade, ética e valores. Dedicar-se ao trabalho e à produtividade, ter a sinceridade como principio básico.

Iniciativa – havendo um acionamento, colocar-se à disposição. Ao detectar problemas de qualquer natureza, comunicar-se da forma mais adequada à situação e/ou agir conforme os procedimentos prescritos e a doutrina. Dar cobertura(proteção) sempre que necessário, sem necessariamente esperar ordem. Agir prontamente, respeitando os procedimentos, autoridade e doutrina.

Lealdade – Imparcial em suas atitudes e mostrando fidelidade ao comando, eximindo-se do caráter pessoal em suas atividades diárias administrativas e operacionais.

Liderança – exercer influência natural sobre o grupo no que se refere à tomada de decisão. Discutir idéias abertamente, recebendo e fazendo críticas de maneira ponderada. Agir como um motivador do grupo em momentos difíceis.

Perseverança – resistência à frustração, manter-se em uma linha de atividade consistente mesmo após fracasso momentâneo ou retro alimentação negativa, utilizar-se de situações mal-sucedidas para aprender e aperfeiçoar-se, manter o ânimo mesmo diante do fracasso ou de tarefas que pareçam muito difíceis ou penosas.

Versatilidade – diante de situações novas ou mudanças na situação, propor novas formas de ação com os recursos disponíveis, de acordo com as normas e procedimentos ou conhecimentos técnicos, com eficiência e eficácia.

Alguns deve estar dizendo, mas estes são os mandamentos das operações especiais, sim, são! Mas é isto que procuramos em nosso policiais. Um conjunto destas características, que agreguem um profissional, vamos dizer assim: ideal!

Além destas características, procura-se profissionais que possuam ainda as seguintes características: autocrítica, comunicabilidade, discrição, dinamismo,  direção, meticulosidade, previsão, persuasão, perspicácia e sociabilidade.

A presença de candidatos de outras instituições é uma constante, todos os cursos tiveram praticamente a presença, seja de militares ou policiais de várias regiões do Brasil.

Os planos de curso, geralmente, sugerem as seguintes regras para a inscrição de profissionais de outras corporações, os seguintes parâmetros:

  • Os candidatos de outras Corporações devem apresentar todos os exames médicos especificados;
  • Independentemente  dos testes físicos realizados nas corporações de origem, caso forem exigidos, todos os candidatos de outras Instituições são submetidos aos testes físicos, de caráter eliminatório, contidos na tabela acima novamente, por motivos de segurança;
  • Pode ser dispensada a apresentação do Exame Psicológico aos candidatos de outras Corporações, este exame e verificação do perfil do policial ou profissional, ficará a cargo das Instituições de origem do candidato, por não possuírem vínculo operacional de trabalho com a PMDF.

E concluída essas etapas, o candidato inicia o referido treinamento, é matriculado no curso e passa a chamar-se a partir de então de aluno, momento em que recebe uma numeração de acordo com seu Posto ou Graduação.

O maior número de desistências ocorre nos primeiros dias, após a semana administrativa, no apelidado “módulo impossível”, com o desligamento aproximado de 45% dos inscritos, seja por problemas médicos ou pela ausência da vontade em continuar o treinamento.

Matérias do curso de operações especiais

A cada edição do Curso de Operações Especiais é feita uma avaliação das matérias do treinamento, para levantar que atividades novas tornaram-se interessantes a partir da época, adequando às novas tecnologias ou ainda, extraindo do currículo do curso, aquela atividade que não agrega valor técnico para atividade.

Em edições passadas, os alunos recebiam treinamento em cavalaria, que foi eliminada para aproveitamento da carga horária em outras matérias mais interessantes, como tiro, explosivos, gerenciamento de crises e direitos humanos.

As inovações tecnológicas também tem influenciado na inclusão de algumas matérias que até então não faziam parte do currículo, como é o caso da matéria informática aplicada à atividade de operações especiais, onde os policiais aprendem a utilizar os recursos tecnológicos disponíveis nas ocorrências policiais de forma eficiente.

A seguir temos uma tabela com as matérias do curso e a respectiva carga horária.

Quadro nº 2 – Matérias do COEsp e carga-horária.

Área de Ensino Nº de Ordem Matérias Carga Horária
Profissional
01 Teoria das Operações Especiais 12
02 Socorros de Urgência e Ofidismo 48
03 Instrução Tática e Individual 60
04 Patrulha Policial 54
05 Sobrevivência no Cerrado 48
06 Topografia e Orientação 36
07 Técnicas Verticais 72
08 Treinamento Físico Específico 54
09 Combate Corpo a Corpo 54
Profissional 10 Armamento e Munição 36
11 Técnicas Especiais de Tiro 48
12 Inteligência Policial 12
13 Comunicações 12
14 Direitos Humanos 12
15 Operações Químicas 30
16 Atirador Policial de Precisão 36
17 Informática aplicada a atividade de operações especiais 12
18 Salvamento Aquático 36
19 Patrulhamento Tático e Abordagem 24
20 Combate a Incêndios 12
21 Operações Subaquáticas 36
22 Gerenciamento de Crises 24
23 Ações Táticas Especiais 84
24 Técnicas de Negociação 36
25 Ações Antibomba e Contrabomba 42
26 Segurança de Dignitários 48
27 Operações Helitransportadas 36
28 Pára-quedismo Operacional 24
29 Operações de Choque 18
30 Operações com cães 12
Soma da área de Ensino Profissional 1068
Atividades Complementares 01 À Disposição da Coordenação 96
Soma da área de Atividades Complementares 96
SOMA DA CARGA LETIVA TOTAL 1164

Fonte: Plano de Curso 5º COEsp/PMDF (2008).

Fases do curso de operações especiais

No decorrer das dezesseis semanas, o aluno do COEsp irá encarar as três  distintas fases em que o curso está dividido:

–        A fase rústica;

–        A fase policial; e

–        A fase técnica.

E visando esclarecer, de forma bem objetiva o que compreende cada uma das fases, será apresentado adiante um esquema com as matérias abordadas em cada momento do curso.

Fase rústica

A fase rústica tem por objetivo trabalhar o lado intuitivo e o emocional no policial.  Nesta fase, o aluno deve procurar saber e conhecer como o frio, o medo, fome, calor e cansaço atuam em sua mente e no seu corpo. É a fase na qual irá  conhecer suas fraquezas e deverá aprender a controlá-las.

O aluno deve ter noção do seu limite físico e psicológico, deve aprender a superar a dor e o cansaço físico, com foco na resiliência, importante para as outras atividades.

A coordenação vai verificar como o grupo se comporta diante das dificuldades. E aqui existe a preparação do homem fisicamente e emocionalmente para recebimento da bagagem técnica.

O interessante dessa fase é a percepção, por parte da coordenação, do desenvolvimento psicológico que o policial apresenta e as formas de como supera as dificuldades das tarefas impostas, ultrapassando seus limites físicos e psicológicos.

Nessa etapa, alguns exercícios que exijam desempenho intelectual, principalmente em assuntos relacionados a planejamento de operações e emprego tático de pessoal, além da avaliação correta de como atuar em qualquer ambiente.

A fase seguinte, a fase policial, aproveita as características da fase rústica, preparando o aluno para a próxima fase.

Na fase policial serão enfatizadas as qualidades pessoais bem como habilidades e atividades que exijam uma boa coordenação motora.

Continua…


[1] Exame médico obrigatório aos Policiais Militares da ativa da PMDF, deve ser realizado de dois em dois anos, mas aos Policiais acima de 40 anos passa a ser realizado de ano em ano. Outras instituições possuem avaliações semelhantes.

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