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Por que você pensa que o crime está em ascensão?

O Brasil passa por um período de inquietação sem precedentes, de caráter politico, econômica, educacional, na área da saúde, em outras áreas… mas em termos acadêmicos, sociais e até mesmo políticos (de novo), esses três últimos juntos, no campo da segurança pública especificamente, no trabalho policial, a discussão nunca vai acabar.

Com o passar dos anos, tem-se notado a mudança no perfil do policial e da Instituição, no resultado do trabalho policial e em suas ações. É notável a mudança de paradigmas e a dificuldade em manter um visão positiva sobre a Instituição policial e seus integrantes.

O texto traduzido é interessante porque mesmo se referindo a uma sociedade de outro país, percebe-se correlação direta das causas e efeitos: porque o crime no Brasil vem crescendo. Aliado a outros fatores não mencionados e existentes em nosso Brasil, tais como corrupção, cultura local e diferenças de todo o tipo, recomendo a leitura e observação dos pontos abaixo.

Esta é a visão particular de um policial americano* e suas avaliações para explicar o aumento do crime.

Vá e vença!

 

Tradução livre.

Extraído de: http://calibrepress.com/2016/01/why-do-you-think-crime-is-on-the-rise/ em 20 de janeiro de 2016.

Por que você acha que o crime está em ascensão?

Como o crime violento sobe em nossos centros urbanos, as respostas óbvias que iludem a elite que criou esta confusão trágica.

Há pouco mais de dois anos atrás, em agosto de 2013, eu escrevi um artigo que chamou a atenção, do público, dos especialistas, dos tipos de mídia, dos políticos e, especificamente, da American Civil Liberties Union sobre sua retórica negativa e incendiária da polícia em Nova York e a aplicação da lei em geral. Sua retórica histérica na época, visava a prática sancionada pelo tribunal, tratada como “parar e revistar”.

As elites estavam em pé de guerra sobre como a polícia estava usando essa tática em áreas de alta criminalidade, onde drogas e armas são predominantes. Alguns se referem à prática de inconstitucionalidade, enquanto outros rotulavam a polícia como uma moderna “gestapo” (a sádica polícia secreta da Alemanha nazista). E, claro, muitos acreditavam que a prática e a motivação reais do trabalho da polícia era baseado em racismo.

Bill DeBlasio (Candidato à prefeitura de Nova York) garantiu que ele iria frear a polícia e a tática do parar e revistar e que esta não ocorreria mais se ele fosse eleito prefeito de Nova York. E ele foi.

Parecia que ninguém mais queria em Nova York uma polícia pró-ativa.

Ninguém, exceto… muitos dos cidadãos que realmente viviam na Big Apple. Em outubro 2013, uma pesquisa da Universidade Quinnipiac, revelou que a segurança pública foi o ponto mais alto nas mentes dos eleitores. Quando perguntaram o que era mais importante, manter as taxas de criminalidade para baixo ou mudar o esquema do parar e revistar, 62% disse que manter as taxas de criminalidade baixa era mais importante. Apenas 30% disseram que a reforma do parar e revistar deveria mudar.

Por quê?

Porque os cidadãos, especialmente aqueles que vivem em áreas de alta criminalidade, que presenciam o crime, o sofrimento e a dor infligida por criminosos e da lei e do mais fraco.

Para as pessoas que entendem sobre a “polícia ocupada” nos bairros, parar e revistar é uma prática da aplicação da lei que salva vidas.

Isto, obviamente, não importa para aqueles que não estão em risco. Eles continuarão a demonizar a polícia. Então eu ofereci uma solução sobre como eliminar as queixas sobre a polícia. O que toda a polícia tinha a fazer era: parar de trabalhar!

Nesse artigo eu tentei explicar para os próprios policiais, que não haveria nenhuma desvantagem para esta alteração tática.

Mais uma vez: por quê?

Porque: Os policiais não vão ser demitidos por não fazer, eles serão demitidos por fazer.

Policiais sabem que não há praticamente nenhum risco de ser demitido por um processo de trabalho ruim e inatividade durante um período de dez anos. O risco para a rescisão disciplinar seja, talvez, em ser pró-ativo.

A maioria dos cidadãos não sabe disso, mas existem leis baseadas em regras, na maioria dos estados, que proíbem os supervisores da polícia de estabelecer quotas a serem cumpridas. Em outras palavras, você não pode legalmente fazer policiais escrever multas e parar pessoas suspeitas.

Policiais de todo este país sabem muito bem que, se eles simplesmente responderem a chamadas do 911, dirigir a viatura por aí sem rumo em suas de patrulhas de rotina e evitar a atividade auto-iniciada, eles ainda vão receber o pagamento. Que inferno, e com essa filosofia ainda pode ser promovido!

Bem, muita coisa aconteceu desde o verão de 2013 – Ferguson, Eric Garner, Baltimore e Freddie Gray, a mídia reagiu e os policiais também.

Durante os últimos 6-8 meses, houve um debate sobre – Se esta filosofia de parar de trabalhar realmente está acontecendo: Alguns policiais estavam tornando a abordagem menos pró-ativa?

Um aumento da criminalidade

O que sabemos é isto. Taxas de crimes violentos estão em alta em muitas das grandes cidades: 13% em Los Angeles em relação ao ano passado; homicídios são até 54%, em Washington, DC, em 2015; e Baltimore? Essa cidade é a mais mortal que existiu… É um banho de sangue, um banho de sangue cruel entre os centros urbanos da América. Tem alguma coisa a ver com policiais ignorando as pessoas suspeitas e as atividades questionáveis?

Claro que não.

Eu vivo fora de Chicago, uma cidade que viu cerca de 3.000 pessoas feridas a tiro no ano passado, 470 dos quais fatalmente. É a pior marca em anos. Tenho conversado com policiais, incluindo supervisores em dois subúrbios de Chicago, bem como na cidade de Chicago, e o que eu estou ouvindo é que eu me tornei um profeta há um ano e meio atrás.

Illinois aprovou uma série de leis sob o título: Relações entre Polícia e Comunidade.

Deveria ter sido intitulado: Na Polícia todos são maus, nós sabemos, portanto, vamos culpá-los por tudo e eliminar qualquer desejo neles para ser proativo.

Mas isso seria questão de tempo, eu acho.

Um supervisor de um departamento suburbano me enviou um guia de treinamento de 30 páginas, que ensina policiais sobre as novas leis e sobre como conduzir uma abordagem de investigação. Exige que se justifique por escrito, no local e à pessoa parada:

  • Por que eles achavam que a pessoa estava com um comportamento suspeito.
  • Se eles realizassem uma revista, eles tem que explicar não apenas porque eles achavam que o sujeito pudesse estar em posse de uma arma (como exigido pela jurisprudência), mas por que o policial pensou que ele, ela ou os outros poderiam tornar-se uma vítima de um ataque iminente da pessoa que está sendo abordada.

Em seguida, após a abordagem, os policiais têm de dar à pessoa que foi parada um recibo com todas as informações sobre ele (sobre o policial) junto com um número de telefone para chamar, caso desejassem reclamar sobre o policial.

Então, não estou brincando, os policiais tem de preencher um formulário para o Departamento de Transportes de Illinois com as seguintes informações sobre ele:

  • O gênero e determinação subjetiva sobre a raça da pessoa abordada.
  • Raça do suspeito serão selecionadas na seguinte lista: indiano ou Alaska nativo americano, asiático, preto ou Africano americanos, hispânicos ou latinos, nativo do Havaí ou de outras ilhas do Pacífico ou branca;
  • Todas as razões que levaram à abordagem;
  • A data e a hora da abordagem;
  • O local da abordagem;
  • Se foi feita ou não, uma revista em caráter de proteção, todas as supostas razões que levaram à abordagem e se esta revista foi realizada com o consentimento ou por outros meios; e;

– Estou Cansado de digitar. Mas existem mais cinco destes pontos hifenizados.

Então eu perguntei a este comandante quantos destes cartões foram concluídos nos primeiros 14 dias de 2016. Sua resposta?

“Um.”

E então ele riu e disse: “Eu não estou esperando muito mais.”

“A lei, desde o ano passado é que não podemos fazer policiais escrever multas. Podemos obriga-los a fazer um certo número de abordagens de trânsito, mas não podemos lhes dizer para fazer cumprir as leis de trânsito quando eles param o motorista. “

Ele admitiu que a quantidade das multas eram significativamente menor, mas ele disse que não é apenas por causa da lei que os proíbe de fazê-los escrever multas, é por causa do clima político. Ele disse: “Toda denúncia torna-se um inquérito interno, que é um problema no registro do policial. E é uma porcaria para quem vai investigar a denúncia. Assim, o incentivo para ser pró-ativo está desaparecendo. “

Na cidade de Chicago até agora em 2016, o número de abordagens está abaixo cerca de 80 por cento em comparação ao ano passado.

De acordo com um artigo escrito por Mark Konkol, em 13 de janeiro: “Também tem havido um declínio de 37 por cento em prisões por arma de fogo e uma diminuição de 35 por cento em apreensões de armas em comparação com o ano passado …”

“Enquanto isso, houve mais de 72 disparos (um aumento de 218 por cento) e mais 10 assassinatos (um aumento de 125 por cento) do que durante o mesmo período no ano passado …”

Você acha que pode haver uma correlação entre o exagero da mídia, a resposta política, ausência de atitude do policial e o aumento no crime?

Finalmente, eu falei com um policial novato, muito agressivo, inteligente e motivado em um subúrbio de Chicago. Aqui está o seu pensamento:

“A mesma coisa está acontecendo em nosso departamento. Só temos alguns policiais que andam em carros de dois homens dentro do terreno. Eles foram identificados como sendo os agentes mais agressivos/proativos que temos e estou honrado por ter sido escolhido para trabalhar com esse grupo. Mas a verdade é que estamos a fazer menos. “

“Os policiais não chamam no rádio a maior parte de abordagens de trânsito na rua, porque eles não querem preencher esses relatórios de abordagem ou preencher duas páginas de papelada só porque eles achavam que deveriam falar com alguém que estava agindo de maneira suspeita,” ele disse. “Inferno, nos gasta metade da nossa noite na estação de trabalho só preenchendo esta papelada. Nós até temos que entregar às pessoas, recibos, após a abordagem, com o nosso nome, números de matrícula e números de telefone, para que eles possam reclamar depois, caso estejam insatisfeitos.

Como é esse trabalho?

“Temos recebido reclamações sem noção, mas os chefes, mesmo assim, ainda tem que nos investigar. Alguns policiais pensam que não vale a pena arriscar seu emprego, muitos simplesmente pararam. E não há nada que o supervisor possa fazer sobre isso. “

E este é agora o triste estado das coisas neste país.

Conclusão

A fim de ter um protagonista tem de haver um antagonista. Neste triste estado de coisas, os policiais são os maus e os criminosos são as vítimas.

Todos, desde o presidente ao editor local do jornal local cita a verdade sobre o crime: É assim desde 1990. Até agora.

Mas você pode descobrir por que? Porque há um número recorde de bandidos na prisão.

Agora queremos deixar essas almas incompreensivelmente perdidas de fora e, ao mesmo tempo, estamos a demonizar e algemar a polícia.

O que você acha, qual será o resultado final para a sociedade?

Bem, Senhoras e Senhores, estamos prestes a descobrir.

* Jim Glennon

Lt. Jim Glennon (ret.) is the owner and lead instructor for Calibre Press. He is a third-generation LEO, retired from the Lombard, Ill. PD after 29 years of service. Rising to the rank of lieutenant, he commanded both patrol and the Investigations Unit. In 1998, he was selected as the first Commander of Investigations for the newly formed DuPage County Major Crimes (Homicide) Task Force. He has a BA in Psychology, a Masters in Law Enforcement Justice Administration, is the author of the book Arresting Communication: Essential Interaction Skills for Law Enforcement.

Um pouco mais sobre cães pastores, ovelhas e lobos.

Cães Pastores, Ovelhas e Lobos

Dave Grossman, Ten Cel Ranger – Autor de “On Killing”

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Um veterano do Vietnã, um velho Coronel da Reserva, certa vez me disse: “A maioria das pessoas em nossa sociedade são ovelhas. Eles são criaturas produtivas, gentis, amáveis, que só machucam umas às outras por acidente.”

Isso é verdade. Lembre que a taxa de assassinatos é de 6 por 100.000, por ano, e a taxa de agressões sérias é de 4 por 1000, por ano. O que isso significa é que a esmagadora maioria dos norte-americanos não é inclinada a machucarem uns aos outros. Algumas estimativas dizem que dois milhões de americanos são vítimas de crimes violentos todo ano. Um número trágico, assustador, talvez um recorde em matéria de crimes violentos. Mas existem quase 300 milhões de americanos, o que significa que a chance de ser vítima de um crime violento ainda é consideravelmente menor que uma em cem, em qualquer ano. Ainda, como muitos dos crimes violentos são praticados pelas mesmas pessoas, o número real de cidadãos violentos é consideravelmente menor que dois milhões.

Há um paradoxo aí, e devemos pegar ambos os lados da situação: nós podemos estar vivendo a época mais violenta da história, mas a violência ainda é surpreendentemente rara. Isso é porque a maioria dos cidadãos são pessoas gentis e decentes que não são capazes de machucarem umas às outras, exceto por acidente ou sob provocação extrema. Elas são ovelhas. Eu não quero dizer nada negativo quando as chamo de ovelhas. Para mim a situação é como a de um ovo de passarinho. Na parte de dentro ele é gosmento e macio, mas algum dia ele se transformará em algo maravilhoso. Mas o ovo não pode sobreviver sem sua casca dura. Militares, policiais e outros guerreiros são como essa casca, e algum dia a civilização que eles protegem tornar-se-á algo maravilhoso. Por enquanto, ela precisa de guerreiros para protegê-la dos predadores.

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“E então há os lobos”, disse o velho Veterano de Guerra, “e os lobos alimentam-se das ovelhas sem perdão”. Você acredita que há lobos lá fora que irão se alimentar do rebanho sem perdão? É bom que você acredite. Há homens perversos nesse mundo que são capazes de coisas perversas. NO INSTANTE EM QUE VOCÊ ESQUECE DISSO, OU FINGE QUE ISSO NÃO É VERDADE, VOCÊ SE TORNA UMA OVELHA. NÃO HÁ SEGURANÇA NA NEGAÇÃO !

“E então há os Cães Pastores”, ele continuou, “e eu sou um Cão Pastor. Eu vivo para proteger o rebanho e confrontar o lobo.”

Se você não tem capacidade para a violência, então você é um saudável e produtivo cidadão, uma ovelha. Se você tem capacidade para a violência e não tem empatia por seus concidadãos, então você é um sociopata agressivo, um lobo. Mas, e se você tem capacidade para a violência e um amor profundo por seus conterrâneos? O que você tem então? Um Cão Pastor, um Guerreiro, alguém que anda no caminho do Herói. Alguém que pode entrar no coração da escuridão, dentro da fobia humana universal e sair de novo.

Deixe-me desenvolver o excelente modelo de ovelhas, lobos e cães daquele velho soldado. Nós sabemos que as ovelhas vivem em negação da realidade, e isso é o que as faz ovelhas. Elas não querem aceitar o fato de que há mal neste mundo. Elas podem aceitar o fato de que incêndios podem acontecer, e é por isso que elas querem extintores, sprinklers, alarmes e saídas de incêndio em tudo quanto é canto das escolas de seus filhos. Mas muitas delas ficam ultrajadas diante da idéia de colocar um Policial armado na escola de seus filhos. Nossos filhos são milhares de vezes mais suscetíveis a serem mortos ou seriamente feridos por violência escolar do que por fogo, mas a única resposta da ovelha para a possibilidade de violência é a negação. A idéia de que alguém venha matar ou ferir seus filhos é muito dura, então elas escolhem o caminho da negação.

As ovelhas geralmente não gostam dos Cães Pastores, nem de suas armas. Ele parece muito com o lobo. Ele tem dentes afiados e a capacidade para a violência. A diferença, no entanto, é que o Cão Pastor não deve, não pode e não irá nunca machucar as ovelhas. Qualquer Cão Pastor que intencionalmente machuque a ovelhinha será punido e removido. O mundo não pode funcionar de outra maneira, pelo menos não em uma democracia representativa ou em uma República como a nossa. Ainda assim, o Cão Pastor incomoda a ovelha. Ele é uma lembrança constante de que há lobos lá fora. As ovelhas prefeririam que ele não lhe dissesse para onde ir, não lhe desse multas e nem ficasse nas esquinas, com roupas camufladas e segurando um Fuzil. As ovelhas prefeririam que o Cão guardasse suas garras e dentes, se pintasse de branco e dissesse: “Béééééé”

Até que o lobo aparecesse. Aí o rebanho inteiro tenta desesperadamente esconder-se atrás de um único Cão !

Os estudantes, as vítimas, na escola de Columbine (EUA) eram adolescentes, grandes e durões. Sob circunstâncias ordinárias, eles nunca gastariam algum tempo de seu dia para dizer algo a um Policial. Eles não eram adolescentes ruins, eles simplesmente não teriam nada a dizer a um Policial. Quando a escola estava sob ataque, no entanto, e os times da SWAT estavam entrando nas salas e corredores, os Policiais tinham praticamente que arrancar os adolescentes que se agarravam às suas pernas, chorando. É assim que as ovelhinhas se sentem quanto a respeito de seus Cães Pastores quando o lobo está na porta.

Olhe o que aconteceu depois do 11 de setembro, quando o lobo bateu forte na porta. Lembram-se de como a América, mais do que nunca, sentiu-se diferente a respeito de seus Militares, Policiais e Bombeiros ? Lembram-se de quantas vezes ouviu-se a palavra Herói ?

Entendam que não há nada de moralmente superior em ser um Cão Pastor; é apenas aquilo que você escolhe ser. Entendam ainda que um Cão Pastor é uma criatura esquisita. Ele está sempre farejando o perímetro, latindo para coisas que fazem barulho durante a noite, e esperando ansiosamente por uma batalha. Os Cães jovens anseiam por uma batalha, é bom dizer. Os Cães velhos são mais espertos; mas ao ouvir o som das armas e perceberem que são necessários, eles se movem imediatamente, junto com os jovens. É aqui que as ovelhas e Cães pensam diferente. A ovelha faz de conta que o lobo nunca virá, mas o Cão vive por aquele dia. Depois dos ataques de 11 de setembro, a maior parte das ovelhas, isto é, a maioria dos cidadãos na América disse “Graças a Deus que eu não estava em um daqueles aviões”. Os Cães Pastores, os Guerreiros, disseram, “Meu Deus, eu gostaria de ter estado em um daqueles aviões. Talvez eu pudesse ter feito a diferença.” Quando você está verdadeiramente transformado em um Guerreiro, você quer estar lá. Você quer tentar fazer a diferença!

Não há nada de moralmente superior sobre o Cão, o Guerreiro, mas ele leva vantagem em uma coisa. Apenas uma. E essa vantagem é a de que ele é capaz de sobreviver em um ambiente ou situação que destrói 98% da população.

Houve uma pesquisa alguns anos atrás com indivíduos condenados por crimes violentos. Esses presos estavam encarcerados por sérios e predatórios atos de violência: Assaltos, estupros, assassinatos e assassinatos de policias. A GRANDE MAIORIA DISSE QUE ESCOLHIA SUAS VÍTIMAS PELA LINGUAGEM CORPORAL: ANDAR DESLEIXADO, COMPORTAMENTO PASSIVO E FALTA DE ATENÇÃO AO AMBIENTE. Eles escolhiam suas vítimas como os grandes felinos fazem na África, quando eles selecionam aquele que parece menos capaz de se defender. Algumas pessoas parecem destinadas a serem ovelhas e outras parecem ser geneticamente escolhidas para serem lobos ou Cães. Mas eu acredito que a maior parte das pessoas pode escolher qual dos dois elas querem ser, e eu estou orgulhoso de dizer que mais e mais americanos estão escolhendo ser Cães.

Sete meses depois do ataque de 11 de setembro, Todd Beamer foi homenageado em sua cidade natal, Cranbury, New Jersey. Todd, como vocês se lembram, era o homem no vôo 93, sobre a Pensilvânia, que ligou de seu celular para alertar um operador da United Airlines sobre o seqüestro. Quando ele soube que outros três aviões haviam sido usados como armas, Todd largou o telefone e disse as palavras “Let’s roll” o que as autoridades acreditam que tenha sido um sinal para os outros passageiros para confrontar os seqüestradores. Em uma hora, uma transformação ocorreu entre os passageiros – atletas, homens de negócios e pais – de ovelhas para Cães Pastores e juntos eles combateram os lobos, salvando um número indeterminado de vidas no chão.

Não há salvação para o homem honesto, a não ser esperar todo o mal possível dos homens ruins.” – Edmund Burke

Aqui é o ponto que eu gosto de enfatizar, especialmente para os milhares de Militares e Policiais para os quais falo todo ano. Na natureza, as ovelhas, as ovelhas de verdade, nascem assim. Cães nascem assim, bem como os lobos. Eles não têm uma chance. Mas você não é uma criatura. Você é um ser humano, e como tal pode ser o que quiser. É uma decisão moral consciente. Se você quer ser uma ovelha, então você pode ser uma ovelha e está tudo bem, mas você deve entender o preço a pagar. Quando o lobo vier, você e as pessoas que você ama morrerão se não houver um Guerreiro por perto para protegê-lo. Se você quer ser um lobo, tudo bem, mas os Pastores o caçarão e você não terá descanso, segurança, confiança ou amor. Mas se você quiser ser um Cão Pastor e andar no caminho do Guerreiro, então você deve tomar uma decisão consciente DIÁRIA de dedicar-se, equipar-se e preparar-se para aquele momento tóxico, corrosivo, quando o lobo vem bater em sua porta.

Quantos Policiais, por exemplo, levam armas para a Igreja? Elas estão bem escondidas em coldres de tornozelo, coldres de ombro, dentro dos cintos ou nas costas. A qualquer hora em que você estiver no culto ou na missa, há uma boa chance que um Policial na sua congregação esteja armado. Você nunca saberia se havia ou não um indivíduo assim em seu local de adoração, até que o lobo aparecesse para massacrar você e as pessoas que você ama. Eu estava treinando um grupo de Policiais no Texas e, durante o intervalo, um Policial perguntou a seu amigo se ele levava a arma para a igreja. O outro respondeu “Eu nunca vou desarmado à Igreja”. Eu perguntei por que ele tinha uma opinião tão firme a esse respeito, e ele me contou a respeito de um Policial que ele conhecia que esteve em um massacre em uma Igreja em Fort Worth, Texas, em 1999. Nesse incidente, uma pessoa desequilibrada mentalmente entrou na Igreja e abriu fogo, matando 14 pessoas. Ele disse que o Policial acreditava que ele podia ter salvo todas as vidas naquele dia se ele estivesse carregando sua arma. Seu próprio filho foi atingido, e tudo o que ele pôde fazer foi atirar-se sobre o corpo do garoto e esperar a morte. Aquele Policial me olhou nos olhos e disse: “Você tem idéia do quão difícil é viver consigo mesmo depois disso?”

Alguns ficariam horrorizados se soubessem que esse Policial estava armado na Igreja. Eles o chamariam de paranóico e provavelmente o admoestariam. Ainda assim, esses mesmo indivíduos ficariam enfurecidos e pediriam que “cabeças rolassem” se descobrissem que os air bags de seus carros estavam defeituosos, ou que os extintores de incêndio nas escolas de seus filhos não funcionavam. Eles podem aceitar o fato que fogo e acidentes de trânsito podem acontecer e que deve haver medidas de segurança contra eles.

A única resposta deles ao lobo, no entanto, é a negação, e, frequentemente, sua única resposta ao Cão Pastor é a chacota e o desdém. Mas o Cão Pastor pergunta silenciosamente a si mesmo: “Você tem idéia do quão duro seria viver consigo mesmo se seus entes queridos fossem atacados e mortos, e você ficasse ali impotente porque está despreparado para aquele dia?”

É a negação que transforma as pessoas em ovelhas. Ovelhas são psicologicamente destruídas pelo combate porque sua única defesa é a negação, que é contra-produtiva e destrutiva, resultando em medo, impotência e horror, quando o lobo aparece.

A negação mata você duas vezes. Mata uma, no momento da verdade, quando você não está fisicamente preparado: você não trouxe sua arma, não treinou. Sua única defesa era o pensamento positivo. Esperança não é uma estratégia. A negação te mata uma segunda vez porque mesmo que você sobreviva fisicamente, você fica psicologicamente destroçado pelo seu medo, impotência e horror na hora da verdade.

Gavin de Becker coloca dessa maneira em “Fear Less”, seu soberbo livro escrito após o 11 de Setembro, leitura requerida para qualquer um tentando entender a atual situação global: “… a negação pode ser sedutora, mas ela tem um efeito colateral insidioso. Apesar de toda a paz de espírito que aqueles que negam a realidade supostamente alcançam por dizerem que as coisas não são tão sérias assim, a queda que eles sofrem quando ficam cara a cara com a violência é muito mais perturbadora”. A negação é uma situação de “poupe agora, mas pague mais tarde”, uma enganação, um contrato escrito só em letras miúdas. A longo prazo, a pessoa que nega acaba conhecendo a verdade em algum nível.

Assim, o Guerreiro deve lutar para enfrentar a negação em todos os aspectos de sua vida, e preparar-se para o dia em que o mal chegará. Se você é um Guerreiro que é legalmente autorizado a carregar uma arma e você sai sem levar essa arma, então você se transforma em uma ovelha, fingindo que o homem mau não virá hoje. Ninguém pode estar ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana, a vida inteira. Todos precisam de tempo de repouso.

Mas se você está autorizado a portar uma arma e você sai sem ela, respire fundo e diga para si mesmo: “Bééééééé…”

Essa história de ser uma ovelha ou um Cão Pastor não é uma questão de sim ou não. Não é um tudo ou nada. É uma questão de degraus, um continuum. De um lado está uma desprezível ovelha com a cabeça totalmente enfiada na terra, e no outro lado está o Guerreiro completo. Poucas pessoas insistem que estão completamente em um lado ou outro. A maioria de nós vive no meio termo. Desde 11 de Setembro, quase todos na América deram um passo acima nesse continuum, distanciando-se da negação. A ovelha deu alguns passos na direção de aceitar e apreciar seus Guerreiros, e os Guerreiros começaram a tratar seu trabalho com mais seriedade. O grau para o qual você se move nesse continuum, para longe da “ovelhice” e da negação, é o grau no qual você estará preparado para defender-se e a seus entes queridos, fisicamente e psicologicamente, na hora da verdade.

Este texto não é meu, recebi em minha caixa de email. Portanto, respeito a fonte.

Curso de Operações Policiais Especiais – 2013 – VIII COESP

Caveira

Foi publicado o Edital para o VIII Curso de Operações Policiais Especiais, que será realizado neste ano de 2013.

Temos apenas 30 vagas para policiais da PMDF e 5 vagas para outras Instituições, incluindo as estrangeiras. A ocupação destas vagas serão definidas pelos Exames de Saúde, Testes de Habilidades  Físicas Específicas e Toxicológico.

Todas as outras informações necessárias, bem como os demais requisitos para inscrição no curso podem ser acessados por este link: EDITAL Nº 001-2013 – DEEC VIII COESP.

Boa sorte aos candidatos!

Força e Honra!

Não há dia fácil, no BOpE também!

O lançamento do livro Não Há dia Fácil, de Mark Owen[2], que também descreve a formação, treinamento, seleção e a vida dos integrantes da equipe verde do SEALS[3] americano, conduziu a nós, operações especiais a refletir diversas coisas a respeito de nosso processo de treinamento e seleção, para enfim, tornar-se um Caveira.

Em mim, essa reflexão ressurgiu a partir da leitura deste livro, pois é um sentimento que nasceu realmente desde a leitura de um livro escrito por outro autor, Chris McNab[4], que conheci através da indicação de um colega, Renato Paim, Oficial da Instituição, creio que ainda no ano 2000. Outros livros se seguiram após este e com isso, a oportunidade de comparar e aprimorar nossa capacidade, seja de operação ou na formação de outros profissionais.

As reflexões a que me refiro incidem diretamente no nosso processo de seleção e treinamento principalmente, pois nossas atividades e local de trabalho diferem daqueles profissionais. Será que estamos realmente na direção certa? Mesmo com toda a boa vontade? Obviamente nossas questões logísticas estão muito atrás do que retratam os livros e os filmes, pois não temos condições ainda de ter uma lanterna em cada mochila, um fuzil customizado; em algumas épocas nem fuzil tínhamos e imagine ter um painel, onde está escrito, acima da porta de nossa reserva de material, uma frase como essa: “você sonha, a gente realiza”. Paraíso!

E voltando à leitura dos diversos livros, quando o assunto é operações especiais, temos no conteúdo ou um romance exagerado, retratando como foi difícil completar uma missão, o desespero e sofrimento quando da morte de membros de uma equipe nas missões ou então sobre os desdobramentos e considerações políticas das diversas operações especiais, mas sempre levando-se em conta o lado romancista da estória.

O mistério do curso.

Pouco se escreve sobre treinamento e seleção, existe ainda um manto, justificável(?) de mistério, onde as instituições mantém em segredo a forma como formam seus homens de força e honra. Até mesmo nas conversas com nossos colegas de diversas unidades percebemos aquele ar de segredo a respeito de como são formadas estas pessoas para as diversas atividades especiais. Existe, além do mistério, uma guerra de vaidades, onde cada um, pelo que me parece, faz questão de declarar que sua etapa de formação foi a mais cruel. Chega a ser engraçado. Uma marcha de 10 km, tornam-se 100 km, 7 dias, tornam-se facilmente  15 dias sem água, descanso ou comida e assim por diante.

Os dois livros que mencionei citam muita coisa sobre o processo de treinamento de operadores. No livro de McNab incialmente, uma observação bem interessante, que versa sobre a personalidade do homem que veio participar dos primeiros treinamentos e de toda a sua origem, ou seja, o homem vinha do campo. E por conta desta origem, já acostumado com a ausência de conforto, o treinamento incluía meios mais difíceis e digamos assim, mais cruéis para preparação de seus profissionais. Eu brinco com meus colegas e chamo essa época de tempos românticos.

Com o passar dos anos, o próprio autor menciona a alteração nos homens que se interessaram pelo treinamento e com isso, a exigência de que o método de seleção também se alterasse. Não possuem mais tripas de porco apodrecida em campos de rastejo, o que era comum tempos atrás, este é apenas um pequeno exemplo. Outro ponto a considerar, foi que anos atrás, a tecnologia não era presente nestas ações e hoje, praticamente somos dependentes dela para cumprir  as nossas missões, não podemos negar isso. A geração vídeo game veio com força, mudou a forma como iremos trabalhar nossos candidatos.

A leitura de Mark Owen me deixou ainda com um boa expectativa, principalmente no que diz respeito ao modelo do processo de seleção e treinamento que realizamos no COESP[5].  O que mais me chamou a atenção foi a época em que tudo se passa no livro, primeira década do ano 2000, mais precisamente nos anos 2001 a 2009, estes são os anos das atividades citadas no livro. Sem contar que o autor ingressa nas atividades de operações especiais em 1998, um ano antes de mim. Conclusão, o livro é recente e atual no que diz respeito a todo tipo de atividade, desde o treinamento básico à conclusão da missão mais difícil.

Na leitura pude notar as explicações do autor para a forma como os instrutores “preparavam“ seus alunos para provas diversas ou para simples treinamento considerados de rotina. Desde simples exercícios físicos realizados repetidamente até o esgotamento, além da prática de empurrar veículos à noite toda por um pátio asfaltado, e outros, tudo isso com o objetivo de reproduzir o desgaste do ambiente real de combate.

O ambiente de combate reproduzido.

O autor enfatiza diversas vezes e com veemência, de que é impossível reproduzir o ambiente de combate e justifica com isso a quantidade e até mesmo a intensidade dos exercícios físicos, bem como o nível de criatividade dos instrutores em dificultar a vida dos operadores e candidatos a operadores.

O foco de todo treinamento é a missão. E todo tipo de dificuldade é imposta com o objetivo de medir a capacidade do operador em se superar e manter seu status técnico, físico e mental, principalmente após a realização atividades desgastantes.

O mais impressionante é que da mesma forma que possuem material para trabalhar, possuem material para treinar, treinar e treinar. Não há limites logísticos quando o objetivo final seja salvar vidas ou mantê-los devidamente treinados para que não sejam alvos fáceis para um qualquer. Na nossa realidade brasileira, ainda necessitamos mudar, e não é um pouco, precisamos mudar e muito. O orçamento é baixo e as possibilidades  de aquisição são difíceis, em virtudes de nossas Leis e mercado para aquisições.

Conclusões.

E após ler estes pontos nestes livros, retornei minha mente ao meu treinamento inicial. Toda vez que xingava o então SGT[6] Delgado, o fazia porque não conseguia entender as razões de cada exercício que eu e outros tantos considerávamos sem necessidade, onde na verdade, tudo tinha um propósito, repito tudo tinha um propósito.

Em relação às formas de “preparar“ os homens para suas tarefas no treinamento básico, acredito que não estamos na direção errada, só nos falta estrutura e principalmente muito apoio logístico.

A força vontade nós temos, a coragem também, além de muito orgulho. O que nos motiva? Na verdade não sabemos ainda!

Ainda estamos em constante evolução, pois procuramos saber de onde viemos e estamos à procura de um ambiente favorável para a formação de nossos operadores especiais. Este ambiente esbarra em diversos obstáculos, no ego de diversas pessoas, inclusive o nosso – somos humanos também. Cada mudança é avaliada, inclusive com a participação de pessoas que passaram pelo grupo e estão fora dele, chamamos a isso de termômetro. Vem dando certo, pelo menos o que está sob nosso controle.

Saibam todos que a todo dia nos preocupamos com nossas obrigações institucionais, a de nunca envergonhar a nossa fé, nossa família ou os nossos camaradas e por isso sabemos muito bem, que por conta dessas cobranças morais, não há dia fácil no BOPE. Na verdade, nunca houve.

Força e Honra!

Carlos Eduardo Melo de Souza – Major QOPM[7]


[1] Batalhão de Operações Especiais.

[3] A sigla da unidade é derivada de sua capacidade em operar no mar (sea), no ar (air) e em terra (land).

[5] Curso de Operações Especiais.

[6] Sargento.

[7] Ingressou na PMDF em 1995, formado em Operações Especiais(1999), atirador policial de precisão(2005) e Operações Táticas(2006) pelo Comando de Operações Táticas – Polícia Federal. Investigador da ONU em Timor Leste – 2008-2009.

Baixe este arquivo aqui: Não há dia fácil no BOPE.

Atendimento de ocorrências policiais do futuro – como serão.

A capital federal possui atualmente câmeras de alta definição em seus principais pontos, bem como ao longo das principais rodovias, gravando com áudio o som dos carros, com um software que possibilita dividir e selecionar a conversa de mil pessoas em cada quadro de vídeo gravado com precisão.

O acionamento da polícia e dos bombeiros se dá também por SMS geolocalizado, bem como pelas câmeras interativas instaladas pelo centro da cidade, onde cada cidadão acena para a câmera e um alarme aciona o Centro de Operações da Polícia – COPOL( Sim, as polícias foram unificadas), com a ativação do sistema, o operador visualiza a ocorrência e através de um vídeo pode definir quantas viaturas mandar. Cada poste de iluminação possui uma câmera simples, com capacidade de armazenar imagens e ser acionada pelo operador do COPOL imediatamente após a ativação do sistema pelo cidadão. A tecnologia das câmeras acionadas por gestos foi uma evolução do jogo kinect, lançado no ano de 2010.

Todo este sistema foi montado inicialmente na região central de Brasília depois do crime acontecido na região do Congresso Nacional, onde um grupo de pessoas, todas elas portando fuzis, atiraram contra as janelas do anexo Congresso Nacional, ferindo 23 e matando outras 15 pessoas que estavam trabalhando numa tarde de quarta-feira. O secretário de Segurança percebeu que espalhar o mesmo sistema pelas saídas da cidade, bem como nas regiões mais precárias rendeu um bom resultado político para o Governo local, que estava em baixa no ano anterior. Com a consecução do atentado mais bárbaro ocorrido desde a inauguração da cidade, aquela foi a melhor saída em termos de prevenção em segurança pública.

Os agentes policiais que trabalhavam em viaturas, compostas por dois policiais apenas eram munidos de uma tecnologia de ultima geração. Cada policial recebia em sua Unidade policial um tablet e um smartphone, sendo que os policiais que rondavam à pé, faziam tudo num aparelho de tamanho intemediário; todos ligados a uma rede de dados 6G. Todo atendimento, por mais simples que fosse era anotado; única herança que restou do policiamento comunitário dos anos de 2000-2010. Crimes simples, eram atendidos no local, com atendimento e video conferência com magistrados, num sistema on line, onde até a assinatura de termos possui agora um formato digital. Os smartphones captam digitais das mãos de suspeitos e imediatamente os localizam num sistema denominado Zeus, que interliga os serviços da polícia, dos hospitais, bombeiros, receita federal e outros órgãos públicos.

As perícias dos arrombamentos em residências, são preliminarmente atendidas pela equipe acionada pelo COPOL, não há mais necessidade do cidadão deslocar ao local chamado anteriormente de delegacia de polícia, atualmente denominada Agência Local de Polícia (ALP). O agente de segurança pública recolhia evidências, checava digitais tudo nos aparelhos que carregava em seu veículo. Os policiais que estão à pé ou em bicicletas, recebem o apoio destas viaturas quando precisam.

Com a divisão de viaturas compostas inicialmente por três policiais para dois apenas, cada ocorrência é antendida por duas viaturas, dando a impressão de mais policiais no local e quando em situação normal, fornece ao cidadão a impressão de uma área com mais viaturas, ou seja bem vigiada.

Com o uso da tecnologia, cada policial pode gerenciar, mandar emails, realizar video-conferências, anexar fotos na ocorrência policial, georeferenciar o evento crítico, bem como enviar aos interessados cópia de tudo que foi anotado relacionado a determinado atendimento, inclusive, os policiais podem postar as ocorrências atendidas numa comunidade social específica, somente de policiais, como forma de dividir o conhecimento, colaborando no atendimento de outros fatos criminosos relacionados, divulgar informações sobre criminosos e outras técnicas novas com relação à atividade policial. O software geotime passou a ajudar a polícia a monitorar pessoas em penas acessórias ou em liberdades condicionais.

A utilização de blogs na década de 2010 feriu bravamente o pensamento coletivo da extinta polícia militar, onde cada Unidade policial ou membro dela, divulgava suas informações da forma que julgava mais coerente. Algumas viaturas tinham até seu twitter próprio, bem como sua comunidade no Orkut ou número de celular, demorou-se para identificar os riscos. Isto então passou a ser considerado transgressão grave da disciplina, se fosse feito fora do ambiente controlado. O acionamento deve ser feito por um único lugar, o famoso 190.

Num rank, os policiais do ano, que são condecorados com prêmios em dinheiro, ainda imbatíveis no quesito prisão de meliantes em flagrantes, estavam os policiais de Ceilândia, a maior cidade dentro do Distrito Federal. Estes policiais exploravam melhor os serviços de tecnologia disponíveis, usando as redes sem fio presentes na cidade, dando maior velocidade ao acesso  e divulgação de informações. Obviamente, o fato de terem nascido e usufruído de uma infância naquela cidade, tornava-os exímios caçadores quando o assunto era busca e captura de marginais foragidos ou em momento de pós-crime.

 Cada cidadão acomopanha em seus smartphones o trânsito e as condições de segurança da cidade por um aplicativo baixado na página da internet da polícia. As informações são processadas e inserida pelo COPOL. è possível ver o índice de criminalidade e interagir com a polícia, fornecendo dados que o cidadão achava conveniente para solucionar tais crimes. Até os serviços de energia e água e esgotos utilizava a mesma plataforma, para obter informações sobre os lugares.

 Os operadores de rádio do sistema de atendimento são policiais com vasta experiência operacional e momentos após se aposentarem, fazem uma prova, específica para trabalhar no COPOL, de fato só os melhores assumiam a função e tinham a extrema confiança dos policiais que estavm nas ruas. Além da formação superior em ciências policiais e treinamentos específicos para o serviço de emergências, o conhecimento de idiomas é necessário e cada um deles fala hoje, além do português outro idioma, inglês ou espanhol. As ligações de emergência passaram a ser atendidas e as viaturas despachadas diretamente pelo telefonista, que recebia e atendia o solicitante.

A polícia multa por SMS ainda  mas também fornece a opção do motorista infrator de pagar sua multas através de cartões de crédito apenas, na hora. Estes valores são divididos em três destinos, para segurança, a saúde e educação pública. Falando em saúde, com a unificação das polícias, a força policial, juntamente com os Bombeiros, passaram a ter um hospital da segurança pública, que é uma unidade escola onde os estagiários de medicina da Universidade do Distrito Federal, antiga UnB, realizam suas atividades iniciais, o primeiro do gênero no País.

As viaturas policiais eram SUV´s contruídos especificamente para aquele fim, possuindo motores chipados para não ficarem atrás dos motores convencionais vendidos aos público comum, nem atrás daqueles carros de alta performance, de propriedade da sociedade mais nobre. O Presidente da República, utiliza em seu comboio, o mesmo modelo de veículo, por ser considerado o modelo mais seguro e adequado ao serviço de proteção de autoridades.

As motocicletas utilizam um padrão que permite conduzí-las tanto em baixa como em alta velocidade, apesar do patrulhamento com bicicletas ter praticamente dominado o serviço sobre duas rodas, devido ao pensamento verde. O número de carros é extremanente alto o que inviabiliza o emprego de viaturas do tipo carro nas cidades. Os policiais possuem, devido seu nível profissional, liberdade para definir se vão patrulhar com carros ou motocicletas em seu período de serviço.

O recorde Oiapoque – Chuí de bicicleta pertence a um agente de segurança pública do Distrito Federal, bem como os títulos de melhor atirador de precisão do mundo, campeão da maratona do Rio de Janeiro e campeão mundial de IPSC. A polícia estava com problemas com os pilotos policiais que patrocinava na stock car e na fórmula 3000, devido problemas com a fiscalização de governo, que alegavam que estes não poderiam expor suas habilidades em outras atividades do ramo.

Os juízes, Promotores de Justiça e os profissionais de segurança pública possuem um teto salarial único, devido à natureza do trabalho que executam, lidam com a vida do ser humano, bem como seus aspectos relacionados, como a liberdade e observância aos preceitos constitucionais.

A formação policial foi padronizada em dois anos para todos os segmentos, sendo utilizada uma única entrada na carreira. A crise política de 2014 deixou marcas nas Insituições que exigiu mudanças não muito simples, onde altrou-se até mesmo as exigências básicas para o ingresso na força policial. Dois cursos superiores eram necessários, o de direito e o de adminstração. Obrigatoriamente, em 10 anos de serviço o policial deveria ter completado um mestrado em qualquer área de estudo aplicável no serviço policial, caso contrário não poderia concorrer ao cargo de comandante de área, ou seja ser o xerife de uma cidade.

Os antigos quartéis e delegacias de polícia funcionam  agora num mesmo local, denominados Direção Policial, seguida do nome da cidade em que está situado. A população desloca para estes locais para as reuniões com a administração da cidade, festejos oficiais, bem como atividades sociais de caráter geral, devido a estrutura do prédio e de sua localização, que é bem moderna e funcional. Os prédios possuem creches para servidores do Distrito Federal e professores da fundação educacional além disso, nestes locais, funciona um serviço voluntário gratificado para reforço escolar de estudantes.

A Cada três Unidades de Direção Policial duas unidades aéreas, helicópteros modelo EC136 T2 estão à disposição, fugir da polícia ou querer bancar o esperto nas cidades virou uma tarefa impossível. As unidades podem ainda, devido seu modelo, realizar resgates e salvamentos, apoiando os bombeiros. Todas as unidades aéreas possuem uma UTI a bordo.

O Ano de 2016 significou muito para a segurança pública no Distrito Federal, pois foi o ano que a polícia transformou-se no embrião do que é hoje. Que pena que tudo isso foi resultado de uma cena aterrorizante que aconteceu na cidade, o roubo de dois aviões boeing, no aeroporto internacional Juscelino Kubistcheck, orquestrado por policiais de ambas Instituições policiais que até então existiam no ordenamento da cidade.

O envolvimento de policiais neste crime, que foi solucionado rapidamente pela polícia federal, gerou um estado de desconfiança na sociedade, exigindo mudanças radicais, depois de evidências da participação de grandes nomes da segurança pública. Desconfiavam que os dois Chefes das Insituições estavam envolvidos, o que obrigou ao Governo local exigir do Congresso Nacional a mudança na estrutura da polícia do Distrito Federal. Os aviões foram encontrados uma semana depois em Trindad, capital do departamento de Beni, na Bolívia, abastecidos com drogas.

Passados 20 anos, agora em 2036, a população não se recorda mais do que são os momentos de abuso policial, na verdade, a população reclama, demais, do excesso de zelo que os policiais possuem para executar suas ativdades e considera a velocidade em que os casos são resolvidos um entrave para a produção de provas. Na verdade os que mais reclamam são os culpados pelos crime. Dirigir embriagado, desde 2022, passou a ser punido com a cassação sumária, imediata e eterna, do direito de dirigir.

Na verdade, fico feliz em poder escrever tudo isto agora, pois ao me aposentar em 2030, seis anos atrás, quase tudo isso já havia sido idealizado pelos meus colegas. Tínhamos em mente a polícia do futuro, mas veja bem, eu estou no futuro agora. E então, como vai ser daqui para frente?

Força e Honra…sempre!!

Faça o que eu digo…

…22:37h, terça-feira.

E a conversa (discussão nervosa) continuava:

–       Mas Comandante, repelia o Tenente e um Sargento;

–       Não tem mas, vocês vão entrar por ali e vão fazer o que eu estou mandando.

Nessa hora, o 14 olhou para a face do Tenente e como numa combinação prévia, assentiu com a cabeça.

–       Ok Chefe, o Sr. é quem manda.

Lá na última posição protegida, os dois, o Tenente e o Sargento, utilizando o quadro branco, explanaram o planejado, pelo Cmt. Obviamente, todos manifestaram suas preocupações em relação ao planejamento “imposto“ ao grupo naquela hora.

Planejamento feito por quem não vai executar.

Um momento nesta narrativa.  Situação envolvendo 3 reféns, com aproximadamente 6 horas de duração, onde o grupo especial, após levantamento do local, uma casa com três pavimentos, recebeu a ordem de entrar no ambiente e libertar à força as pessoas que lá estavam, com ordem de prender os dois marginais. Ainda restavam dois reféns e as negociações não estavam rendendo(segundo o Cmt da Unidade). Até hoje ainda acho que o Cmt queria um pouco de ação em sua vida( e eu também, mas não desejava que fosse daquele jeito).

 Voltando ao grupo especial. Das três opções apresentadas pelo Ten e pelo Sgt, nenhuma delas foi aprovada, sob a justificativa de que eram simples demais(?). O Cmt deveria aprovar a menos perigosa, segundo a avaliação dele, pois a responsabilidade é exclusiva do Cmt, apesar de serem os membros do grupo especial, os protagonistas da ação.

O plano apresentado pelo Cmt exigia a abertura de uma porta, com ferramentas especiais, um aríete, e noutro cômodo, segundo ele, uma granada de luz e som deveria ser empregada antes de acessar o ambiente. O detalhe é que ele foi alertado pelos dois membros do grupo sobre a belíssima parede de vidro temperado, que poderia não suportar a pressão da granada e com isso causar um pequeno atraso no time. Vá e vença garoto!!

Portas de vidro temperado.

Já esperando um resultado parecido com o que foi citado acima, a operação iniciou-se, a porta principal foi aberta sem muito esforço e quase que silenciosamente, com a ajuda da distração feita pelos negociadores, mas o emprego da granada, como nossa bola de cristal avisou, causou a ruína de uma parede de vidro temperado de aproximadamente 2,10m(altura) por 4,5m(largura). Nosso plano principal era fazer uma entrada silenciosa até o ponto mais próximo, retirar os reféns com a ajuda de dois escudos e manter os marginais na sala, somo foi feito, conforme adiante.

Uma olhada rápida, e pronto!! Tudo limpo, limpo mesmo, sem contar que antes tínhamos uma espécie de porta para passar, sem problemas, mas agora o chão, que já era liso, estava cheio de pedaços de vidro.

Para nossa sorte, apesar da pouca luz, o negociador conseguiu manter os dois marginais na mesma sala, enquanto os 2 reféns eram retirados do ponto  (cheia de vidros), sem contar que um deles de chinelos, cortou-se algumas vezes. Tínhamos em nossas mãos um Sr. de aproximadamente 50 anos e uma outra pessoa em torno de 35 anos, não me recordo bem.

Os marginais ficaram na sala, com os olhos maiores do que os da Mônica, porque metade do grupo rapidamente dominou a única saída deles daquele cômodo enquanto outros três policiais retiravam os reféns. Um nova negociação iniciou-se, mas sem a presença de reféns agora. Esqueci de mencionar que o 16 caiu nos vidros, quando ia dominar o ponto de entrada onde os marginais estavam. Na hora de andar mais rápido, escorregou. Isso por causa dos vidros. Para ajudar o 16 a levantar, o 25 deu a mão, mas quase foi também, nessa hora o cotovelo do 16 foi ao chão, que belo corte, ficou completamente fora de situação. Éramos 10 policiais nesse dia.

Um pouco de energia na voz, boas recomendações do que não fazer principalmente, e os marginais entregaram-se um a um, sendo então presos, entregues à unidade de área e conduzidos à delegacia.

O Bombeiro realizou o atendimento do 16 e o 25 viu depois que teve um pequeno corte no joelho, pois nesta época não tínhamos joelheiras e nem cotoveleiras, por isso os dois se machucaram.

Apesar dos cortes, de todo o resultado favorável, se é que podemos avaliar assim, ficaram alguns ensinamentos neste dia.

1)   Cmt’s são os responsáveis por uma operação, mas o atores também possuem uma parcela, bem enorme, de responsabilidade também. Não deveríamos utilizar aquela granada por nada nesse mundo, pois sabíamos os riscos.

2)   Nem sempre dê ouvidos àqueles que são acostumados a lhe dizer o que fazer, principalmente se essas pessoas não possuem nenhuma experiência nesse tipo de ocorrência ou ação policial, mesmo sendo seu Cmt, poderíamos receber a ordem de entrar e resolver da nossa forma, abusamos da disciplina nesse dia.

3)   Antes de ter disciplina tenha respeito pela técnica, mas seja inteligente para aplicar e explicar isso ao seu mundo.

4)    Responder sobre as chances de sucesso é coisa de amador, não existem fórmulas matemáticas para este tipo de ação.

5)   Todo o planejamento visa reduzir riscos e buscar resultados aceitáveis do ponto de vista da segurança, mas isso não significa que vai sair de acordo com uma receita de bolo.

6)   Se não tem necessidade, se não vale o risco e nem é aceitável, uma técnica não deve ser empregada ou utilizado. (critérios de ação em gerenciamento de crises).

7)   E Cmt’s, peçam assessoramento, a não ser que estejam muito seguros do que estão fazendo, ou melhor, determinando que o façam.

Muito bem, o grupo recusou-se a pagar a parede de vidro temperado, alguns dias depois, pois a “sugestão“ de usar a granada não foi ideia nossa, praticamente foi imposta.

Rs! Um mês depois, o dono da casa veio atrás do prejuízo.

O Cmt ficou chateado com isso, e nossa conversa (mais uma discussão nervosa) continuava:

–       Mas Senhores, repetia o Cmt;

–       Não tem mas Chefe, o Sr que disse;

–       Vocês vão fazer o que eu estou mandando e ponto!

–       Foi feito, temos disciplina! Com licença!

Uma vez tomada a decisão de não dar ouvidos mesmo aos melhores contra-argumentos: sinal do caráter forte. Também uma ocasional vontade de se ser estúpido.(Niestzche) 

Observação: Esse texto é apenas uma estória, mas qualquer semelhança com fatos reais, será mera coincidência.

Força e Honra! 

Onde está a sua vontade?

Hoje, senhores, estou hornado de ter treinado vocês.

Mais honrado ainda de ter colocado vocês no campo de batalha.
Mas ainda existe mais uma honra a ser concedida a vocês,
Que é a resposta que vem com a pergunta:
Quem sou eu?
Eu sou um campeão.
Estão certos, e quero que vocês se lembrem disso durante todo esse jogo.

Eu vou conquistar o que ainda não foi conquistado.
A derrota não será minha crença.
Eu vou acreditar no que os outros têm dúvidas.
Vou sempre me esforçar por prestígio, honra e respeito do meu time.
Eu treinei minha mente e o meu corpo irá seguí-la.
Quem sou eu?
Eu sou um campeão!

Eu vou reconhecer o fato de que meus adversários não esperam que eu vença,
Mas eu nunca me renderei.
Fraqueza não estará no meu coração!
Eu vou olhar para os meus companheiros,
Para aqueles que me trouxeram para este mundo
E para aqueles que me treinaram.
Eu vou pegar a força que vem deles!
Quem sou eu?
Eu sou um campeão!

Eu terei prazer em sair para o campo de batalha.
E eu vou me mover e fazer tudo que eu puder!
E eu vou alcançar meu campo de batalha
Por todos os meios a minha disposição.
E quando eu chegar lá, vou chegar violentamente.
Eu vou rasgar o coração do meu inimigo e deixá-lo sangrando no chão.
Porque ele não pode me parar!
Quem sou eu?
Eu sou um campeão!

Do meu lado eu tenho meus os companheiros.
Companheiros que estiveram comigo nos momentos bons e ruins.
Através do sacrifício, do sangue, do suor e de lágrimas.
Nunca vou deixá-los cair!
Nunca vou decepcioná-los!
E eu nunca vou deixar um inimigo para trás!
Porque nossos adversários não conhecem meu coração!
Quem sou eu?
Eu sou um campeão!

Ninguém vai me negar!
Ninguém vai me desafiar!
E ninguém vai dizer “quem”, “o que eu sou” e “o que devo ser”.
A crença vai mudar meu mundo!
Ela move continentes, países e colocou o homem na Lua!
E vai me carregar nessa batalha!
Quem sou eu?
Eu sou um campeão!

“Derrota”, “Recuar” não estão nas minhas palavras!
Eu não entendo estas definições!
Eu não entendo quando as coisas dão errado!
Eu não entendo erros!
Mas eu entendo isso:
Eu entendo “vitória” e eu entendo “nunca se entregar”
Não importa o quão ruim as coisas vão,
Meu coração e minha mente irão carregar meu corpo
Quando os meus membros estiverem fracos demais.
Quem sou eu?
Eu sou um campeão!

Hoje é “o dia”.
Não amanhã. Não na próxima semana!
Mas hoje, aqui e agora!
Na sua casa e no seu lar!
Quem sou eu?
Eu sou um campeão!

A história vai se lembrar de mim.
E eu não tenho que me preocupar se ela será gentil.
Eu vou me definir!
Eu vou escrever minhas próprias glórias!
E ninguém vai me dizer o que posso e o que não posso ser.
Eu nunca irei pra casa!
Não sem dar tudo aquilo que tenho!
Quem sou eu?
Eu sou um campeão!

Quem sou eu?
Eu sou um campeão!

Quem sou eu?
Eu sou um campeão!

Força e Honra!

Uma dica de @SilvanaPedrita

ONDE ESTÁ SUA VONTADE?
Este video é o discurso do técnico de futebol americano Jeromy Flowers antes de um jogo decisivo de seu time.MUSICA: Promontory
Album: Last of the Mohicans Soundtrack
Compositores: Randy Edelman, Trevor Jones

Publicado via tablet, favor desconsiderar os erros!

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