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Ocorrência com facas…de novo!

Entenda!

Este texto, muito curto, tem por objetivo apenas mostrar que diante de uma faca, numa ocorrência, a prioridade de emprego deve ser do equipamento que oferece incapacitação imediata. Não vou entrar em detalhes se arma de fogo ou equipamento elétrico de incapacitação (tipo taser, spark ou outras), incapacite a reação imediatamente.

Uma certeza eu tenho. Se você for partir para as técnicas de defesa pessoal, provavelmente vai se machucar.

Eu explico:

Diferente dos treinos a dois em tatame, como nos cursos de defesa pessoal, este oponente de rua, com faca numa das mãos,  não vai se submeter à aplicação da imobilização imediatamente, como seu colega faz nos treinos de academia. Ele (o oponente) quer de qualquer forma acabar com você e te lascar de todo o jeito, então não se iluda, de que aquela chave de braço, fácil de aplicar no tatame ou vista no youtube irá funcionar perfeitamente, porque não vai.

Observe o vídeo abaixo. Ele menciona a regra dos 7 pés de distância(7 ft). que correspondem a apenas 2 metros de distância, abaixo dela, o risco é elevadíssimo. Acima dela, ainda é possível sacar sua arma, mas ainda há a possibilidade ainda de se machucar, mesmo se o disparo for suficiente para neutralizar a ação do oponente. A coisa piora em ambientes confinados, observe o vídeo e a cada visualização sua percepção vai mudar.

Este vídeo também serve de alerta a cidadãos comuns, que estejam portando armas legalmente.

Força e Honra!

http://www.youtube.com/watch?v=J_KJ1R2PCMM

 

O coldre nosso de cada dia – Parte III.

Olá a todos!

Algum tempo sem escrever, ok!

Não vou inserir minhas desculpas, mas 2013 e 2014 foi interessante, vamos ver o que 2015 irá me oferecer. Tive excelentes oportunidades de crescer, profissionalmente e como pessoa também.

Tenho aprendido com tudo e percebo que ainda falta muito para…para…deixa prá lá! (deixemos o drama de lado!).

Em 2014, tive a oportunidade de participar na condição de ouvinte, numa palestra ministrada por um policial militar da Paraíba. O assunto: segurança pessoal e sequestros.

 O mais interessante antes de tudo, o colega tinha sido vítima numa situação, contra três meliantes, que ao final, (ele) matou um, feriu outro e prendeu o terceiro. Estava de serviço, armado, sozinho, em área pública, pela manhã.

A riqueza de detalhes em sua palestra me fez refletir sobre alguns pontos a respeito do porte de uma arma de fogo.

Nosso palestrante portava uma arma de fogo, sem coldre, na cintura, ao lado direito do corpo.

Sua narração iniciou pela abordagem dos bandidos, arma em punho, mandando entrar no carro. Logicamente, obedeceu. O detalhe, ele foi revistado ainda fora do carro, a arma estava em seu lado direito, os meliantes não notaram. Nosso colega teve que sentar no banco traseiro, logo atrás do banco do carona.

A tensão inicial para todos, sendo questionado sobre cartões, senhas, etc., nosso colega cedeu à conversa e forneceu os dados solicitados, porém, no momento desta narração, na palestra, ele reforçou a manutenção do controle mental, sem se desesperar.

Já na frente do banco, um dos assaltantes entra no estabelecimento bancário, e dois permanecem com a vítima, um no banco do carona na frente e outro ao seu lado no banco de trás, com arma em punho, sempre ameaçando o colega.

Na sequência, o assaltante ao lado de nosso colega, inicia uma conversa, momento em que pega um abrigo esportivo atrás do banco (no local onde geralmente ficam as caixas de som – no tampão) e a levanta para ver o que estava escrito na blusa, criando uma barreira entre nosso colega PM armado e ele. Exatamente nesta hora, nosso colega saca sua arma e atira através da blusa, acerta ainda alguns tiros no bandido à sua frente e retorna a visão para o marginal atingido inicialmente.

Os disparos acertaram os olhos do meliante ao seu lado, o  cegando, já o outro, no banco da frente, morreu devido a sequência de disparos.

Nosso colega ainda foi ao banco, prender o terceiro. Essa parte também é interessante, mas termina com a prisão deste marginal dentro do banco mesmo.

Mas camarada, o que tem a ver o coldre nosso de cada dia.

Muito bem, as minhas reflexões neste dia, avaliaram o seguinte:

  • nem sempre, utilizar um coldre ou um excelente coldre, vai te garantir sucesso no emprego de arma de fogo, se nosso colega estivesse usando um, ao ser revistado, seria notado (ou não!);
  • Analisando ocorrências do mesmo tipo, nos diversos casos, profissionais estavam sem coldre, uns sucederam, outros não, morreram;
  • Mas finalmente, o que garantiu sucesso nas situações similares a essa foi a JANELA DE OPORTUNIDADE.
  • Reagir e ter sucesso tem a ver com a janela de oportunidade.

Onde eu quero chegar realmente, que ao longo desta década, a utilização de coldres vem mudando, e cada pessoa deve escolher aquele que lhe permite sacar com mais velocidade.

Não existe mais o porte melhor ou pior, pode ser considerado o menos conveniente para aquela situação, porém, a partir do momento que funciona adequadamente, passa a ser a opção mais adequada.

Nos anos 90, aprendíamos a usar armas na posição de 3 horas, 4 horas, 6 horas, mas nunca na frente. O coldre subaxilar era completamente não recomendado, atualmente, colegas ciclistas utilizam bastante aqui na Capital do Brasil, com uma arma de pequeno volume, mas sem malha apertada.

Como o próprio ser humano evoluiu, as técnicas se adaptaram à realidade, cabe a cada um definir o mais adequado para a situação e baseado nas suas experiências e na do colega, trate de manter a calma, trabalhar a mente, visualizar o combate, visualizar (você mesmo) vencendo o combate, com uma preparação mental adequada e positiva.

 

Força e Honra! 

Veja isso, com vídeo (not a sponsor):

http://www.tacticalholsters.com/product/INCOG.html

https://recargatatica.wordpress.com/2012/10/09/o-coldre-nosso-de-cada-dia-parte-ii/

https://recargatatica.wordpress.com/2010/05/06/o-coldre-nosso-de-cada-dia/

 

 

A escolha da arma de fogo.

Crazy Weapons 15A escolha de uma arma de fogo é uma questão muito particular, tanto que muitas pessoas perguntam aos profissionais mais antigos da escolha que fizeram ou o que sugerem; após isto, segue uma escolha ruim ou inconveniente. Tudo bem que no nosso Brasil varonil, não temos muitas opções, mas desconsiderando isso, dentre todos os modelos disponíveis, cada arma serve a um tipo de mão, sexo, força muscular e a outras questões pessoais. Uma arma que é excelente na minha opinião provavelmente não vale a outro colega, por questão de afinidade ou gosto mesmo, intimidade.

 Como lido num site internacional, ninguém está apto a fazer isso por você.

E perguntam: Quem compra suas roupas de baixo? Portanto, a regra é a mesma. Se a resposta para esta pergunta for a sua mãe, você está enrolado!

 Em se tratando de Corporações policiais é valido que estas tenham uma grande quantidade de modelos e que os profissionais possam escolher o modelo mais adequado ao tamanho de sua mão ou peso de gatilho, procurando até mesmo qual calibre se sente mais confortável para trabalhar.

 Sou favorável ao 9mm para o serviço policial, com munições de ponta oca. E ao contrário de muitos pensamentos, o considero excelente ao trabalho policial, pelo baixo recuo causado nos disparos, o peso do gatilho das armas, controlabilidade e retomada de alça e massa de mira imediatamente após o disparo, capacidade do carregador e peso da arma.  O calibre .40 apesar de sua potência, deixa muita gente desconfortável no momento de atirar, e estamos falando de momentos no estande de tiro, em treinamento, imagine numa situação crítica, disparando com apenas uma mão.

 As desculpas relacionadas a logística, para padronizar um único calibre a uma Corporação servem a um exército que está em guerra, até entendo isso, mas a uma Instituição policial tenho minhas dúvidas. Elas não quebram tanto assim para justificarmos desta forma, nem atiramos desse tanto, como na guerra. Até mesmo as condições de uso e armazenamento são diferentes.

 Voltando às generalidades de sua arma de fogo, deixando o calibre de lado, leve em consideração algo portátil e que seja fácil de portar junto ao seu corpo, mas não faça a escolha sem ao menos disparar umas duzentas vezes antes, realizando algumas trocas de carregador, saques diversos e disparos em posições diferenciadas.

 Nem eu, nem ninguém está qualificado a tomar essas decisões por você. Eu não quero que você compre minhas cuecas e eu aposto que você não me quer escolhendo as suas roupas de baixo.

Não economize. Em termos de durabilidade e confiabilidade, quanto mais se paga, melhor se consegue manter estes dois termos em alta.

 Os revólveres já estão fora de moda, tudo bem que não estou tão atualizado quanto a modelos, mas a capacidade de seus tambores me deixam triste e completamente decidido sobre o seu uso como arma principal, apenas como uma segunda arma, mas neste caso o conforto fica de fora, o que me remete a uma pistola decente.

 Uma arma pequena é fácil de transportar, mas é horrível para atirar, lembro das denominadas PFEM’s (policiais femininas) do Distrito Federal, que conduziam revólveres com canos de duas polegadas. Atirar com aquilo deveria ser muito bom, só que não! Rs!

 Considere adquirir algo no padrão original, com quatro polegadas, carregadores de pelo menos 13 a 17 tiros, a depender do calibre obviamente. Quanto a laser point em sua arma, você vai descobrir a verdadeira utilidade deles durante sua discussão armada entre a vida e a morte.

 E finalmente a consideração mais importante, selecione sua arma com conjuntos de alça e massa que sejam fáceis de enxergar ou escolha uma arma equipada com este conjunto e que te proporcione esta facilidade. Na hora do emprego real da arma de fogo você vai agradecer sobre esta dica.

 A melhor arma e o melhor calibre para você é aquela que te proporciona, conforto, segurança no emprego, confiança e controlabilidade, em todos os aspectos. Teste antes!

Força e Honra!

Nova arma no mercado…americano.

Enviado por email, de meu amigo Jean Marconi, tomei conhecimento desta nova(pelo menos para mim!) marca de armas, denominada KRISS® (clique para acessar o site da empresa, em inglês).

Modelo futurístico, mas o que me chamou a atenção foi o calibre das armas. o .45 ACP. O fabricante ainda não possui armas noutro calibre, mas defendem este pelo poder de parada, destruição e baixa possibilidade de efeitos colaterais.

O fabricante declara ainda que o sistema de funcionamento da arma possui uma diferenciação. O sistema, denominado de sistema KRISS® produz uma redução no recuo produzido pelo ferrolho em 60% e consegue ainda reduzir a elevação do cano em 95%. Em termos práticos, mais tiros no mesmo lugar do alvo e retomada rápida de alvos múltiplos, isso com um calibre com um poder de destruição e incapacitação decente.

Não gostei do modelo designado por eles como sendo uma pistola, conforme a foto abaixo, que possui uma bandoleira de um ponto para apoio.

Acompanhe aqui o canal do fabricante no youtube.

Alguma Instituição pode testar esta arma para nós?

Envie seus comentários.

Força e Honra!

via @catengo

TREINANDO A MENTE.

O grupo que eu pertencia esteve durante 36 horas envolvido na missão que poderia ser uma daquelas considerada das mais perigosas de nossas vidas, o resgate de policiais reféns no presídio em Brasília, no ano de 2001.

O mais interessante nesse ponto não é a ação tática em si, que estava sendo preparada para que o grupo de intervenção iniciasse suas ações caso fosse necessário, mas sim, o que passava pela cabeça dos homens, nos momentos que antecediam a ação.

A atitude mental.

A mentalidade de combate é uma das partes do serviço policial que é mais desprezada no ou durante o treinamento. Geralmente os treinamentos envolvem, políticas do uso da força, estudos de caso e legalidades em geralmente relacionadas com o uso da força letal. Os instrutores ensinam técnicas de tiro de precisão, para evitar os efeitos colaterais do emprego de uma arma de fogo, onde os alunos policiais acertam os alvos de metal ou papel e que ao final da série, são anotados os resultados, documentando-se os pontos. Mas devido a diversos fatores, como, a falta de compreensão de aspectos psicológicos, fisiológicos, de orçamento, tempo, restrições do local de treinamento, colocam de lado vários aspectos mentais do uso da força.

No serviço policial, comumente, o treinamento sobre atitude mental é ignorado, mal entendido, ou pior, não existe no curso de formação.

A mais notáveis instituições policiais incluem o treinamento da atitude mental em seus programas de treinamento de armas de fogo, ou ainda, como o mais importante elemento de sobrevivência no serviço policial.

Aqui temos dois pontos distintos a serem discutidos: o desenvolvimento e entendimento da atitude mental de combate pelos policiais e o apoio a instrutores e treinadores para que estes desenvolvam a atitude mental de combate em seus alunos.

Bibliografias no Brasil, nem pensar. O que chegamos mais perto são para os treinamento em artes marciais.

Numa entrevista de Rickson Gracie, não lembro o canal, mas era sobre o vale-tudo, ele dizia que treinava sua atitude mental, pois após anos de treinamento, já teria feito tudo o que era possível em termos de lutas, socos e pontapés. Com isso, imaginava-se lutando e ganhando a luta, aplicando uma chave e finalizando seu oponente. Vamos à discussão.

A Visualização.

Esta é a técnica mais simples, por isso mais praticada. O policial simplesmente visualiza um cenário na sua mente e imagina cada segundo/minuto com os detalhes daquele encontro violento e joga na sua mente a atitude adequada para uma resposta perfeita. Se nesta situação, uma arma de fogo é utilizada, o policial tem de visualizar o movimento de saque, alinhamento de alça e massa, o disparo, o seguimento do alvo através do conjunto( o tal do follow through!!!), controle de área, ou seja todos aqueles pontos que são exaustivamente lembrados na aula(teórica) de tiro. Não devemos esquecer da comunicação, recargas táticas e movimentação.

Uma simples transmissão de rádio pode ser visualizada numa perseguição a um suspeito, a mente do policial acaba que vai sendo treinada para uma reação apropriada para alguns incidentes.

O mais interessante de tudo é que o treinamento não custa nada e pode ser feito em momentos de folga ou naquelas esperas chatas, na fila do banco ou do médico, por exemplo. Atletas olímpicos tem usado estas técnicas por anos e têm garantido o sucesso em suas competições.

Comunicação positiva.

Outra técnica recomendada é a Comunicação positiva, que é nada mais do que passar a si próprio, mensagens que reforçam suas habilidades, coisas do tipo: “estou preparado para esta situação“, “meu saque está melhorando  muito com este treinamento“, “ minha recarga tática está eficiente“, “se eu me ferir numa troca de tiros, vou continuar a reagir, vou vencer o confronto“. Esta técnica consiste em fornecer frases de efeitos positivos a si mesmo, principalmente, que serão direcionadas ao subconsciente do indivíduo. Esta é mais uma técnica que é barata, fácil de treinar e o policial pode fazê-la por conta própria, porém, se for empregada  em conjunto com um treinamento pesado, pode ser muito mais efetiva.

Respiração controlada.

A Terceira técnica para treinamento da mente que apresento é a respiração controlada, que nada mais é do que implementar a respiração através do nariz, inspirando, de forma profunda, contando até quarto, por exemplo, e então, expirar este ar pela boca. Realizar este procedimento por dez vezes aproximadamente.

O objetivo desta técnica é acalmar-se numa situação estressante, concentrando-se na respiração.

A respiração vai lhe acalmar, ou reduzir seu nível de stress, possibilitando que você inicie os planos para responder a determinada situação.Esta técnica foi utilizada na resposta ao presídio, pois no deslocamento, achávamos que um assalto de emergência iria ser iniciado pelo nosso grupo. Porém, a tropa de choque foi empregada, para restabelecimento da ordem em determinadas áreas do presídio.

Níveis de risco.

Uma das melhores formas de se evitar um incidente crítico é ter o controle ou o conhecimento das áreas que o cercam. Este é um ponto importante para momentos que exijam controle mental

O famoso código de cores: branco, verde, amarelo e vermelho, que no padrão internacional, geralmente  é branco, amarelo, laranja e vermelho, mas que significam a mesma coisa.

O primeiro nível, o de condição branca, significa relaxado, despreparado, é o pior local onde você poderia ser atacado, pois seu momento é totalmente favorável ao inimigo. O Segundo momento, o da condição verde, é o momento de atenção a risco em baixo potencial, você não vai fatiar toda esquina para continuar seu patrulhamento à pé, porém, ficará atento a suspeições que podem apresentar perigo. A condição amarela é utilizada quando da observação de um perigo específico, tal como um suspeito aproximando-se em um veículo num estacionamento perto de um banco, é um bom exemplo. Durante este momento você deve traçar um plano mental para este momento de risco aparente.

A condição vermelha é o contato, é a luta, é o perigo propriamente dito, você está empenhado no combate. Neste ponto, o processo de decisão encerrou-se, você está agindo ou reagindo. Seu treinamento deve se sobrepor a esta situação  e o foco deve estar na alça de mira  e pressão no gatilho, bem como nos outros fundamentos do tiro policial, ou se for o caso, de luta corpo-a-corpo.

A menos que o seu treinamento seja realístico ou suas reações sejam excelentes, uma pessoa desleixada ou sem a devida preparação entrará em choque e se sentirá aterrorizada, e esta não será uma boa forma de se iniciar uma luta, estará fadado ao fracasso.

Ciclo OODA.

Neste ponto, é necessário entender como a mente humana reage, diante do perigo. O Ciclo O.O.D.A., foi desenvolvido para descrever este processo pelo Coronel  John Boyd da U.S.A.F.

O ciclo OODA descreve o ciclo do combate aéreo como o Coronel o entendeu. Os momentos são de observação, orientação, decisão e ação. O oficial deve primeiramente observar o perigo, o que significa a mudança da condição anterior para a condição amarela. Após este momento, deve se orientar, rotas de fuga, possíveis abordagens, viradas sem obstáculos, coberturas e pontos de apoio. Lembrando que a orientação é o maior componente desta técnica, neste estágio, o período é filtrado pela sua avaliação da situação, que será baseado nas suas experiências anteriores, treinamento, serviços em campo, etc..Num próximo e tênue momento, você deverá agir. Isto ocorrerá quando todas as opções de uso da força e opções táticas de resposta tiverem sido consideradas.
O mais interessante é que todas estas atividades  tomam seu devido lugar em questões de segundos e estamos realmente reagindo a um ataque.

Imagem; Ciclo O.O.D.A.

Quando o inimigo inicia seu ciclo de observação, orientação, decisão e ação, devemos interromper este ciclo para termos a melhor chance de sobreviver e isto pode ser feito com movimentação, diversificação de comportamento(correr, abrigar-se, atirar, etc.), usar distrações ou agir agressivamente mesmo, mas de forma profissional, é claro.

O ciclo irá continuar por todo o momento do conflito. A habilidade de interpretar corretamente os dados, rapidamente e então decidir o curso de ação apropriada e a ação decisiva, irá salvar sua vida, com certeza.

Controle mental

Se você tem respostas próprias, controlando o stress e possui uma boa avaliação das situações de risco, o próximo passo é desenvolver o controle emocional. Isso somente aparece com o tempo.

O trabalho árduo, a disciplina e o desconforto são necessários para desenvolver a mente de um guerreiro.

O trabalho árduo será recompensado quando você se encontrar em uma situação de perigo de vida e você estiver preparado mentalmente e fisicamente para o combate. Uma das melhores formas de desenvolver a rusticidade da mente é através de um árduo treinamento físico. A melhor forma de anular reações indesejáveis diante do stress é forçar o seu corpo para situações estressantes.Treinamentos de circuito difíceis, juntamente com exercícios com peso podem levar o seu organismo para além do desejado

Tudo o que é preciso é um pouco de tempo e uma grande dedicação. Evite as desculpas do tipo: trabalhei muito hoje e quero apenas dormir e ver televisão, o exercício fará muito bem, respeitada as devidas proporções.

Treinamento de combate.

Se você está em boas condições físicas é extremamente recomendado um treinamento de combate, de lutas.A melhor forma de testar e aprender estas habilidades é treinar numa academia. Uma luta requer condicionamento, treinamento, disciplina e suor. O interessante deste procedimento são os ganhos sociais em cima de um treinamento externo, amigos fora do trabalho, num ambiente saudável, são grandes ganhos, ao mesmo tempo que aumenta sua confiança e capacidade mental. Melhorando a performance, permaneça calmo e implemente estratégias, quando encarar o perigo no serviço.

Este tipo de treinamento vai custar algum dinheiro, mas é um investimento que vale a pena e requer uma boa academia e equipamentos.

Confiança

Como ganhar confiança, para encarar um adversário que sabe que irei vencê-lo?

A confiança vem do treinamento e da preparação. Procure por treinamento em boas escolas e instituições, invista em você, em sua vida.

Ele é bom, mas assume, “também tenho meus pontos fracos”(em inglês).

Siga protocolos de treinamento em seco, e insista neste ponto, visualize, repita e condicione sua mente a repostas firmes e eficientes.Devemos treinar de forma séria e dura.

Compromisso

O componente final para preparação e desenvolvimento da mente é o compromisso com você mesmo, com aqueles que você ama e com a comunidade que você protege.

Faça uma promessa: Você nunca vai desistir, nunca, nunca!!

Treine a empunhadura de sua arma com uma mão apenas e visualize que levou um disparo(pode acontecer, espero que não). Tenha em mente que, aqueles que levam um tiro durante um confronto armado, sobrevivem, se não levarem um tiro certeiro na cabeça, portanto, seja firme, mesmo ferido.

Se você tiver o comportamento mental correto, se você fez o trabalho árduo de forma correta, o seu corpo e mente estará preparado para o combate.

E voltando ao evento inicial deste texto, nossa preparação metal, incluiu algumas destas técnicas que aqui foram descritas, o desgaste foi tão grande que, até três dias após o evento, tínhamos uma espécie de flashback. Me recordo que dormindo, me via entrando no presídio e resgatando os policiais reféns. Já noutro dia na Unidade, conversando com os colegas, alguns relataram comportamentos similares, chegamos à conclusão de que não era doença, não era um problema, mas sim, um reflexo de nosso compromisso com o trabalho, com nossas vidas e daqueles que juramos defender.

Bibliografia

http://en.wikipedia.org/wiki/OODA_loop

http://www.calibrepress.com/

http://www.spartancops.com/developing-warrior-mind-boyds-ooda-loop-coopers-color-code-lay-foundation/

O Coldre nosso de cada dia!

O coldre, que anda ao nosso lado, literalmente, merece uma atenção especial. Tenho visto que no Brasil a produção destes equipamentos não é comum, mas nestes dois últimos anos percebi que alguns estão se aventurando na fabricação deste importante e distinto equipamento. Percebo que a evolução excelente, mas ainda encontramos coisas que tiram do sério qualquer um, sem falar no preço.
E sem entrar muito, nas funções principais do coldre, pretendo observar outros detalhes, tal como a confusão e a tendência criada no nosso país em relação a eles. Ressalto que um coldre não é uniforme, mas faz parte deste.
O coldre é equipamento e assim como nossas armas, devem ser fornecidos pela corporação que pertencemos. Aqui, em Brasília, desde 2004 falamos sobre isso, e finalmente teremos uma solução.
Mas outras considerações trago neste momento, a confusão entre o que é técnico, bonito, prático ou necessário. Nesse caso, cito a falta de necessidade de comprar coldres táticos para toda uma polícia, uma vez que apenas pequenos grupos, necessitam de um equipamento como este, porém, a necessidade de se sentir mais bonito ou com uma aparência mais tática, que ao final pode ser considerada tétrica, se sobressai, devido a falta de conhecimento sobre qual coldre adquirir. O investimento é caro, devido a importância do equipamento, assim como outros tantos utilizados no serviço policial. Lembrando que cada arma possui um coldre específico, devido suas dimensões.


O policiamento ordinário, não necessita de coldres táticos, uma vez que a maior parte do tempo, sua arma, ficará guardada. CALMA!! já tem gente falando que o saque é mais rápido!! Não tenho dúvidas quanto a isso, mas existem diferenças neste ponto também! A velocidade virá com o treinamento, pois o uso de um coldre adequado possibilita isso em qualquer lugar do corpo, respeitada as devidas proporções.
No serviço ordinário, sugiro coldres de cintura, devido a proteção que oferecem ao armamento, por exemplo, se o policial tiver de correr, dirigir viaturas, vai numa boa, pular, chutar, saltar cercas, muros, continua numa boa, se tiver que lutar, ainda vai bem, lembrando que falo de coldres com níveis de retenção e fabricação decentes, não falo destas “coisas” de nylon que são vendidas por aí, nem daquele de “couro de porco” encontrados em certos quiosques. Lembremos do uso progressivo da força(UPF).
E falando em UPF, geralmente as abordagens são feitas com aquele homem-segurança com a arma na mão, a partir daqui, se algo deu errado, temos algumas opções, correr atrás do fugitivo, lutar, bloquear e em último caso, atirar, em certos casos, a arma pode voltar para o coldre, mas como fazê-lo se o equipamento é péssimo? nessa hora, tudo vai atrapalhar ainda mais. Quem nunca viu arma cair no chão em ocorrência? Hum?
Os coldres táticos utilizados pelos grupos especiais são necessários devido ao tipo de ambiente que trabalham, ambientes fechados ou até mesmo em áreas abertas, onde as armas principais são as de tamanho médio-longo, portanto, numa pane, frente a um oponente, necessita-se de velocidade, na TRANSIÇÃO(TRANSPOSIÇÃO é para obstáculos) da arma principal para uma secundária, no caso a pistola, além de receber a cobertura do colega. Não que esteja errado o uso destes coldres por outros policiais, mas considero que o policial apresenta, desnecessariamente, uma postura mais agressiva quando usa coldres táticos no policiamento ordinário.
Obviamente o discurso gera polêmica e entendimentos diferenciados, mas no geral, entendo que dessa forma, seria mais prático, mais simples e menos agressivo para nossa imagem.
O coldre deve permitir o saque da arma com apenas uma das mãos, pois a outra deve esperar a chegada da arma no ponto de mira/visada ou ainda proteger o policial.
Um bom saque, rápido e eficiente, aliado a uma boa base de tiro, com alças e massas de miras alinhadas na posição final, servem de dissuador e redutor de reação de uma pessoa mal intencionada.
No vídeo abaixo, observe no lado direito, a partir dos 14″, momento em que ocorre o disparo, até os 26″ da ocorrência, já podemos ver uma arma no chão. Aliás, que sinistra essa ocorrência, os garotos deram trabalho.

Alguns pontos a considerar:
– Compre um coldre para um momento específico, exemplo: competição, serviço, folga, serviço velado, proteção de autoridades, andar em área de densa vegetação, etc.
– Um preço alto “geralmente” significa um coldre de qualidade melhor, maior longevidade, couro(de verdade) e cordura são boas opções.
– Você pode ter mais de um coldre, sem problemas.
– Se possível, coldre com retenção, ou seja, fechamento seguro, travas, que garantias a mais.
– Em serviços à paisana, treine sacar e coldrear sua arma com as roupas que você geralmente usa. Crie hábitos e disciplina. Visualize o movimento e depois execute, partindo de uma velocidade lenta para uma mais rápida.
– Tenha certeza que sua arma está protegida e coberta quando você estiver em diferentes posturas(sentado, encostado, agachado, etc.), pois é comum ver, ao levantar os braços, ou ainda sentados, a arma de policiais desatentos.
– Em nenhuma hipótese deixe aquele molde de arma, por causa da camiseta apertada.
– Os canhotos devem usar coldres para canhoto, já basta ter armas construídas somente para destros.
– Não se esqueça, carregadores, algema e lanterna, devem receber um recipiente próprio e com um padrão ideal também!
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