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Por que você pensa que o crime está em ascensão?

O Brasil passa por um período de inquietação sem precedentes, de caráter politico, econômica, educacional, na área da saúde, em outras áreas… mas em termos acadêmicos, sociais e até mesmo políticos (de novo), esses três últimos juntos, no campo da segurança pública especificamente, no trabalho policial, a discussão nunca vai acabar.

Com o passar dos anos, tem-se notado a mudança no perfil do policial e da Instituição, no resultado do trabalho policial e em suas ações. É notável a mudança de paradigmas e a dificuldade em manter um visão positiva sobre a Instituição policial e seus integrantes.

O texto traduzido é interessante porque mesmo se referindo a uma sociedade de outro país, percebe-se correlação direta das causas e efeitos: porque o crime no Brasil vem crescendo. Aliado a outros fatores não mencionados e existentes em nosso Brasil, tais como corrupção, cultura local e diferenças de todo o tipo, recomendo a leitura e observação dos pontos abaixo.

Esta é a visão particular de um policial americano* e suas avaliações para explicar o aumento do crime.

Vá e vença!

 

Tradução livre.

Extraído de: http://calibrepress.com/2016/01/why-do-you-think-crime-is-on-the-rise/ em 20 de janeiro de 2016.

Por que você acha que o crime está em ascensão?

Como o crime violento sobe em nossos centros urbanos, as respostas óbvias que iludem a elite que criou esta confusão trágica.

Há pouco mais de dois anos atrás, em agosto de 2013, eu escrevi um artigo que chamou a atenção, do público, dos especialistas, dos tipos de mídia, dos políticos e, especificamente, da American Civil Liberties Union sobre sua retórica negativa e incendiária da polícia em Nova York e a aplicação da lei em geral. Sua retórica histérica na época, visava a prática sancionada pelo tribunal, tratada como “parar e revistar”.

As elites estavam em pé de guerra sobre como a polícia estava usando essa tática em áreas de alta criminalidade, onde drogas e armas são predominantes. Alguns se referem à prática de inconstitucionalidade, enquanto outros rotulavam a polícia como uma moderna “gestapo” (a sádica polícia secreta da Alemanha nazista). E, claro, muitos acreditavam que a prática e a motivação reais do trabalho da polícia era baseado em racismo.

Bill DeBlasio (Candidato à prefeitura de Nova York) garantiu que ele iria frear a polícia e a tática do parar e revistar e que esta não ocorreria mais se ele fosse eleito prefeito de Nova York. E ele foi.

Parecia que ninguém mais queria em Nova York uma polícia pró-ativa.

Ninguém, exceto… muitos dos cidadãos que realmente viviam na Big Apple. Em outubro 2013, uma pesquisa da Universidade Quinnipiac, revelou que a segurança pública foi o ponto mais alto nas mentes dos eleitores. Quando perguntaram o que era mais importante, manter as taxas de criminalidade para baixo ou mudar o esquema do parar e revistar, 62% disse que manter as taxas de criminalidade baixa era mais importante. Apenas 30% disseram que a reforma do parar e revistar deveria mudar.

Por quê?

Porque os cidadãos, especialmente aqueles que vivem em áreas de alta criminalidade, que presenciam o crime, o sofrimento e a dor infligida por criminosos e da lei e do mais fraco.

Para as pessoas que entendem sobre a “polícia ocupada” nos bairros, parar e revistar é uma prática da aplicação da lei que salva vidas.

Isto, obviamente, não importa para aqueles que não estão em risco. Eles continuarão a demonizar a polícia. Então eu ofereci uma solução sobre como eliminar as queixas sobre a polícia. O que toda a polícia tinha a fazer era: parar de trabalhar!

Nesse artigo eu tentei explicar para os próprios policiais, que não haveria nenhuma desvantagem para esta alteração tática.

Mais uma vez: por quê?

Porque: Os policiais não vão ser demitidos por não fazer, eles serão demitidos por fazer.

Policiais sabem que não há praticamente nenhum risco de ser demitido por um processo de trabalho ruim e inatividade durante um período de dez anos. O risco para a rescisão disciplinar seja, talvez, em ser pró-ativo.

A maioria dos cidadãos não sabe disso, mas existem leis baseadas em regras, na maioria dos estados, que proíbem os supervisores da polícia de estabelecer quotas a serem cumpridas. Em outras palavras, você não pode legalmente fazer policiais escrever multas e parar pessoas suspeitas.

Policiais de todo este país sabem muito bem que, se eles simplesmente responderem a chamadas do 911, dirigir a viatura por aí sem rumo em suas de patrulhas de rotina e evitar a atividade auto-iniciada, eles ainda vão receber o pagamento. Que inferno, e com essa filosofia ainda pode ser promovido!

Bem, muita coisa aconteceu desde o verão de 2013 – Ferguson, Eric Garner, Baltimore e Freddie Gray, a mídia reagiu e os policiais também.

Durante os últimos 6-8 meses, houve um debate sobre – Se esta filosofia de parar de trabalhar realmente está acontecendo: Alguns policiais estavam tornando a abordagem menos pró-ativa?

Um aumento da criminalidade

O que sabemos é isto. Taxas de crimes violentos estão em alta em muitas das grandes cidades: 13% em Los Angeles em relação ao ano passado; homicídios são até 54%, em Washington, DC, em 2015; e Baltimore? Essa cidade é a mais mortal que existiu… É um banho de sangue, um banho de sangue cruel entre os centros urbanos da América. Tem alguma coisa a ver com policiais ignorando as pessoas suspeitas e as atividades questionáveis?

Claro que não.

Eu vivo fora de Chicago, uma cidade que viu cerca de 3.000 pessoas feridas a tiro no ano passado, 470 dos quais fatalmente. É a pior marca em anos. Tenho conversado com policiais, incluindo supervisores em dois subúrbios de Chicago, bem como na cidade de Chicago, e o que eu estou ouvindo é que eu me tornei um profeta há um ano e meio atrás.

Illinois aprovou uma série de leis sob o título: Relações entre Polícia e Comunidade.

Deveria ter sido intitulado: Na Polícia todos são maus, nós sabemos, portanto, vamos culpá-los por tudo e eliminar qualquer desejo neles para ser proativo.

Mas isso seria questão de tempo, eu acho.

Um supervisor de um departamento suburbano me enviou um guia de treinamento de 30 páginas, que ensina policiais sobre as novas leis e sobre como conduzir uma abordagem de investigação. Exige que se justifique por escrito, no local e à pessoa parada:

  • Por que eles achavam que a pessoa estava com um comportamento suspeito.
  • Se eles realizassem uma revista, eles tem que explicar não apenas porque eles achavam que o sujeito pudesse estar em posse de uma arma (como exigido pela jurisprudência), mas por que o policial pensou que ele, ela ou os outros poderiam tornar-se uma vítima de um ataque iminente da pessoa que está sendo abordada.

Em seguida, após a abordagem, os policiais têm de dar à pessoa que foi parada um recibo com todas as informações sobre ele (sobre o policial) junto com um número de telefone para chamar, caso desejassem reclamar sobre o policial.

Então, não estou brincando, os policiais tem de preencher um formulário para o Departamento de Transportes de Illinois com as seguintes informações sobre ele:

  • O gênero e determinação subjetiva sobre a raça da pessoa abordada.
  • Raça do suspeito serão selecionadas na seguinte lista: indiano ou Alaska nativo americano, asiático, preto ou Africano americanos, hispânicos ou latinos, nativo do Havaí ou de outras ilhas do Pacífico ou branca;
  • Todas as razões que levaram à abordagem;
  • A data e a hora da abordagem;
  • O local da abordagem;
  • Se foi feita ou não, uma revista em caráter de proteção, todas as supostas razões que levaram à abordagem e se esta revista foi realizada com o consentimento ou por outros meios; e;

– Estou Cansado de digitar. Mas existem mais cinco destes pontos hifenizados.

Então eu perguntei a este comandante quantos destes cartões foram concluídos nos primeiros 14 dias de 2016. Sua resposta?

“Um.”

E então ele riu e disse: “Eu não estou esperando muito mais.”

“A lei, desde o ano passado é que não podemos fazer policiais escrever multas. Podemos obriga-los a fazer um certo número de abordagens de trânsito, mas não podemos lhes dizer para fazer cumprir as leis de trânsito quando eles param o motorista. “

Ele admitiu que a quantidade das multas eram significativamente menor, mas ele disse que não é apenas por causa da lei que os proíbe de fazê-los escrever multas, é por causa do clima político. Ele disse: “Toda denúncia torna-se um inquérito interno, que é um problema no registro do policial. E é uma porcaria para quem vai investigar a denúncia. Assim, o incentivo para ser pró-ativo está desaparecendo. “

Na cidade de Chicago até agora em 2016, o número de abordagens está abaixo cerca de 80 por cento em comparação ao ano passado.

De acordo com um artigo escrito por Mark Konkol, em 13 de janeiro: “Também tem havido um declínio de 37 por cento em prisões por arma de fogo e uma diminuição de 35 por cento em apreensões de armas em comparação com o ano passado …”

“Enquanto isso, houve mais de 72 disparos (um aumento de 218 por cento) e mais 10 assassinatos (um aumento de 125 por cento) do que durante o mesmo período no ano passado …”

Você acha que pode haver uma correlação entre o exagero da mídia, a resposta política, ausência de atitude do policial e o aumento no crime?

Finalmente, eu falei com um policial novato, muito agressivo, inteligente e motivado em um subúrbio de Chicago. Aqui está o seu pensamento:

“A mesma coisa está acontecendo em nosso departamento. Só temos alguns policiais que andam em carros de dois homens dentro do terreno. Eles foram identificados como sendo os agentes mais agressivos/proativos que temos e estou honrado por ter sido escolhido para trabalhar com esse grupo. Mas a verdade é que estamos a fazer menos. “

“Os policiais não chamam no rádio a maior parte de abordagens de trânsito na rua, porque eles não querem preencher esses relatórios de abordagem ou preencher duas páginas de papelada só porque eles achavam que deveriam falar com alguém que estava agindo de maneira suspeita,” ele disse. “Inferno, nos gasta metade da nossa noite na estação de trabalho só preenchendo esta papelada. Nós até temos que entregar às pessoas, recibos, após a abordagem, com o nosso nome, números de matrícula e números de telefone, para que eles possam reclamar depois, caso estejam insatisfeitos.

Como é esse trabalho?

“Temos recebido reclamações sem noção, mas os chefes, mesmo assim, ainda tem que nos investigar. Alguns policiais pensam que não vale a pena arriscar seu emprego, muitos simplesmente pararam. E não há nada que o supervisor possa fazer sobre isso. “

E este é agora o triste estado das coisas neste país.

Conclusão

A fim de ter um protagonista tem de haver um antagonista. Neste triste estado de coisas, os policiais são os maus e os criminosos são as vítimas.

Todos, desde o presidente ao editor local do jornal local cita a verdade sobre o crime: É assim desde 1990. Até agora.

Mas você pode descobrir por que? Porque há um número recorde de bandidos na prisão.

Agora queremos deixar essas almas incompreensivelmente perdidas de fora e, ao mesmo tempo, estamos a demonizar e algemar a polícia.

O que você acha, qual será o resultado final para a sociedade?

Bem, Senhoras e Senhores, estamos prestes a descobrir.

* Jim Glennon

Lt. Jim Glennon (ret.) is the owner and lead instructor for Calibre Press. He is a third-generation LEO, retired from the Lombard, Ill. PD after 29 years of service. Rising to the rank of lieutenant, he commanded both patrol and the Investigations Unit. In 1998, he was selected as the first Commander of Investigations for the newly formed DuPage County Major Crimes (Homicide) Task Force. He has a BA in Psychology, a Masters in Law Enforcement Justice Administration, is the author of the book Arresting Communication: Essential Interaction Skills for Law Enforcement.

Atendimento de ocorrências policiais do futuro – como serão.

A capital federal possui atualmente câmeras de alta definição em seus principais pontos, bem como ao longo das principais rodovias, gravando com áudio o som dos carros, com um software que possibilita dividir e selecionar a conversa de mil pessoas em cada quadro de vídeo gravado com precisão.

O acionamento da polícia e dos bombeiros se dá também por SMS geolocalizado, bem como pelas câmeras interativas instaladas pelo centro da cidade, onde cada cidadão acena para a câmera e um alarme aciona o Centro de Operações da Polícia – COPOL( Sim, as polícias foram unificadas), com a ativação do sistema, o operador visualiza a ocorrência e através de um vídeo pode definir quantas viaturas mandar. Cada poste de iluminação possui uma câmera simples, com capacidade de armazenar imagens e ser acionada pelo operador do COPOL imediatamente após a ativação do sistema pelo cidadão. A tecnologia das câmeras acionadas por gestos foi uma evolução do jogo kinect, lançado no ano de 2010.

Todo este sistema foi montado inicialmente na região central de Brasília depois do crime acontecido na região do Congresso Nacional, onde um grupo de pessoas, todas elas portando fuzis, atiraram contra as janelas do anexo Congresso Nacional, ferindo 23 e matando outras 15 pessoas que estavam trabalhando numa tarde de quarta-feira. O secretário de Segurança percebeu que espalhar o mesmo sistema pelas saídas da cidade, bem como nas regiões mais precárias rendeu um bom resultado político para o Governo local, que estava em baixa no ano anterior. Com a consecução do atentado mais bárbaro ocorrido desde a inauguração da cidade, aquela foi a melhor saída em termos de prevenção em segurança pública.

Os agentes policiais que trabalhavam em viaturas, compostas por dois policiais apenas eram munidos de uma tecnologia de ultima geração. Cada policial recebia em sua Unidade policial um tablet e um smartphone, sendo que os policiais que rondavam à pé, faziam tudo num aparelho de tamanho intemediário; todos ligados a uma rede de dados 6G. Todo atendimento, por mais simples que fosse era anotado; única herança que restou do policiamento comunitário dos anos de 2000-2010. Crimes simples, eram atendidos no local, com atendimento e video conferência com magistrados, num sistema on line, onde até a assinatura de termos possui agora um formato digital. Os smartphones captam digitais das mãos de suspeitos e imediatamente os localizam num sistema denominado Zeus, que interliga os serviços da polícia, dos hospitais, bombeiros, receita federal e outros órgãos públicos.

As perícias dos arrombamentos em residências, são preliminarmente atendidas pela equipe acionada pelo COPOL, não há mais necessidade do cidadão deslocar ao local chamado anteriormente de delegacia de polícia, atualmente denominada Agência Local de Polícia (ALP). O agente de segurança pública recolhia evidências, checava digitais tudo nos aparelhos que carregava em seu veículo. Os policiais que estão à pé ou em bicicletas, recebem o apoio destas viaturas quando precisam.

Com a divisão de viaturas compostas inicialmente por três policiais para dois apenas, cada ocorrência é antendida por duas viaturas, dando a impressão de mais policiais no local e quando em situação normal, fornece ao cidadão a impressão de uma área com mais viaturas, ou seja bem vigiada.

Com o uso da tecnologia, cada policial pode gerenciar, mandar emails, realizar video-conferências, anexar fotos na ocorrência policial, georeferenciar o evento crítico, bem como enviar aos interessados cópia de tudo que foi anotado relacionado a determinado atendimento, inclusive, os policiais podem postar as ocorrências atendidas numa comunidade social específica, somente de policiais, como forma de dividir o conhecimento, colaborando no atendimento de outros fatos criminosos relacionados, divulgar informações sobre criminosos e outras técnicas novas com relação à atividade policial. O software geotime passou a ajudar a polícia a monitorar pessoas em penas acessórias ou em liberdades condicionais.

A utilização de blogs na década de 2010 feriu bravamente o pensamento coletivo da extinta polícia militar, onde cada Unidade policial ou membro dela, divulgava suas informações da forma que julgava mais coerente. Algumas viaturas tinham até seu twitter próprio, bem como sua comunidade no Orkut ou número de celular, demorou-se para identificar os riscos. Isto então passou a ser considerado transgressão grave da disciplina, se fosse feito fora do ambiente controlado. O acionamento deve ser feito por um único lugar, o famoso 190.

Num rank, os policiais do ano, que são condecorados com prêmios em dinheiro, ainda imbatíveis no quesito prisão de meliantes em flagrantes, estavam os policiais de Ceilândia, a maior cidade dentro do Distrito Federal. Estes policiais exploravam melhor os serviços de tecnologia disponíveis, usando as redes sem fio presentes na cidade, dando maior velocidade ao acesso  e divulgação de informações. Obviamente, o fato de terem nascido e usufruído de uma infância naquela cidade, tornava-os exímios caçadores quando o assunto era busca e captura de marginais foragidos ou em momento de pós-crime.

 Cada cidadão acomopanha em seus smartphones o trânsito e as condições de segurança da cidade por um aplicativo baixado na página da internet da polícia. As informações são processadas e inserida pelo COPOL. è possível ver o índice de criminalidade e interagir com a polícia, fornecendo dados que o cidadão achava conveniente para solucionar tais crimes. Até os serviços de energia e água e esgotos utilizava a mesma plataforma, para obter informações sobre os lugares.

 Os operadores de rádio do sistema de atendimento são policiais com vasta experiência operacional e momentos após se aposentarem, fazem uma prova, específica para trabalhar no COPOL, de fato só os melhores assumiam a função e tinham a extrema confiança dos policiais que estavm nas ruas. Além da formação superior em ciências policiais e treinamentos específicos para o serviço de emergências, o conhecimento de idiomas é necessário e cada um deles fala hoje, além do português outro idioma, inglês ou espanhol. As ligações de emergência passaram a ser atendidas e as viaturas despachadas diretamente pelo telefonista, que recebia e atendia o solicitante.

A polícia multa por SMS ainda  mas também fornece a opção do motorista infrator de pagar sua multas através de cartões de crédito apenas, na hora. Estes valores são divididos em três destinos, para segurança, a saúde e educação pública. Falando em saúde, com a unificação das polícias, a força policial, juntamente com os Bombeiros, passaram a ter um hospital da segurança pública, que é uma unidade escola onde os estagiários de medicina da Universidade do Distrito Federal, antiga UnB, realizam suas atividades iniciais, o primeiro do gênero no País.

As viaturas policiais eram SUV´s contruídos especificamente para aquele fim, possuindo motores chipados para não ficarem atrás dos motores convencionais vendidos aos público comum, nem atrás daqueles carros de alta performance, de propriedade da sociedade mais nobre. O Presidente da República, utiliza em seu comboio, o mesmo modelo de veículo, por ser considerado o modelo mais seguro e adequado ao serviço de proteção de autoridades.

As motocicletas utilizam um padrão que permite conduzí-las tanto em baixa como em alta velocidade, apesar do patrulhamento com bicicletas ter praticamente dominado o serviço sobre duas rodas, devido ao pensamento verde. O número de carros é extremanente alto o que inviabiliza o emprego de viaturas do tipo carro nas cidades. Os policiais possuem, devido seu nível profissional, liberdade para definir se vão patrulhar com carros ou motocicletas em seu período de serviço.

O recorde Oiapoque – Chuí de bicicleta pertence a um agente de segurança pública do Distrito Federal, bem como os títulos de melhor atirador de precisão do mundo, campeão da maratona do Rio de Janeiro e campeão mundial de IPSC. A polícia estava com problemas com os pilotos policiais que patrocinava na stock car e na fórmula 3000, devido problemas com a fiscalização de governo, que alegavam que estes não poderiam expor suas habilidades em outras atividades do ramo.

Os juízes, Promotores de Justiça e os profissionais de segurança pública possuem um teto salarial único, devido à natureza do trabalho que executam, lidam com a vida do ser humano, bem como seus aspectos relacionados, como a liberdade e observância aos preceitos constitucionais.

A formação policial foi padronizada em dois anos para todos os segmentos, sendo utilizada uma única entrada na carreira. A crise política de 2014 deixou marcas nas Insituições que exigiu mudanças não muito simples, onde altrou-se até mesmo as exigências básicas para o ingresso na força policial. Dois cursos superiores eram necessários, o de direito e o de adminstração. Obrigatoriamente, em 10 anos de serviço o policial deveria ter completado um mestrado em qualquer área de estudo aplicável no serviço policial, caso contrário não poderia concorrer ao cargo de comandante de área, ou seja ser o xerife de uma cidade.

Os antigos quartéis e delegacias de polícia funcionam  agora num mesmo local, denominados Direção Policial, seguida do nome da cidade em que está situado. A população desloca para estes locais para as reuniões com a administração da cidade, festejos oficiais, bem como atividades sociais de caráter geral, devido a estrutura do prédio e de sua localização, que é bem moderna e funcional. Os prédios possuem creches para servidores do Distrito Federal e professores da fundação educacional além disso, nestes locais, funciona um serviço voluntário gratificado para reforço escolar de estudantes.

A Cada três Unidades de Direção Policial duas unidades aéreas, helicópteros modelo EC136 T2 estão à disposição, fugir da polícia ou querer bancar o esperto nas cidades virou uma tarefa impossível. As unidades podem ainda, devido seu modelo, realizar resgates e salvamentos, apoiando os bombeiros. Todas as unidades aéreas possuem uma UTI a bordo.

O Ano de 2016 significou muito para a segurança pública no Distrito Federal, pois foi o ano que a polícia transformou-se no embrião do que é hoje. Que pena que tudo isso foi resultado de uma cena aterrorizante que aconteceu na cidade, o roubo de dois aviões boeing, no aeroporto internacional Juscelino Kubistcheck, orquestrado por policiais de ambas Instituições policiais que até então existiam no ordenamento da cidade.

O envolvimento de policiais neste crime, que foi solucionado rapidamente pela polícia federal, gerou um estado de desconfiança na sociedade, exigindo mudanças radicais, depois de evidências da participação de grandes nomes da segurança pública. Desconfiavam que os dois Chefes das Insituições estavam envolvidos, o que obrigou ao Governo local exigir do Congresso Nacional a mudança na estrutura da polícia do Distrito Federal. Os aviões foram encontrados uma semana depois em Trindad, capital do departamento de Beni, na Bolívia, abastecidos com drogas.

Passados 20 anos, agora em 2036, a população não se recorda mais do que são os momentos de abuso policial, na verdade, a população reclama, demais, do excesso de zelo que os policiais possuem para executar suas ativdades e considera a velocidade em que os casos são resolvidos um entrave para a produção de provas. Na verdade os que mais reclamam são os culpados pelos crime. Dirigir embriagado, desde 2022, passou a ser punido com a cassação sumária, imediata e eterna, do direito de dirigir.

Na verdade, fico feliz em poder escrever tudo isto agora, pois ao me aposentar em 2030, seis anos atrás, quase tudo isso já havia sido idealizado pelos meus colegas. Tínhamos em mente a polícia do futuro, mas veja bem, eu estou no futuro agora. E então, como vai ser daqui para frente?

Força e Honra…sempre!!

O carnaval da PM vai se tornar a penitência da quaresma.

Por Marco Antonio Araujo (as palavras rasuradas são observações minhas).

Se a greve dos policiais militares se alastrar (algo que pode passar de possível a provável em poucos dias), o Estado brasileiro vai pagar caro por um de seus maiores erros.

Não é só pelo descaso com que trata seus soldados, remunerando-os de forma vergonhosa. De fato, não há dinheiro. Nem por permitir que a PM seja uma corporação vista como corrupta, violenta e ineficiente. Tampouco por ter perdido o controle sobre um contingente de milhares de soldados, como o de São Paulo, maior do que muitos exércitos de países desenvolvidos. Se nessa questão há Estado, ele é de sítio.

(Sítio? morei num lugar em que ocorria toque de recolher, nem por isso, me sentia do jeito que o autor citou)

Especialistas dizem que a partir de 15 mil integrantes, qualquer corporação armada se torna inadministrável. Só a Bahia, possui 30 mil. Não há comando que dê conta de uma horda dessas.

Vamos falar a verdade, crua: o maior dos equívocos é permitir a existência da Polícia Militar. Ela é uma herança, a mais maldita de todas, da ditadura que se abateu sobre o país em 1964. Para os paulistas, é bom saber, a ROTA foi criada em 1970, exclusivamente para matar comunistas, nada mais. E hoje, os vermelhos estão todos mortos, física ou moralmente. Por que não fecham essa sucursal do inferno?

Como se os policiais de hoje, fossem os mesmos que cumpriam as missões de antigamente. Não há que se falar no pofissionalismo da ROTA. Complicado!

Fechar, não. Unificar. A fusão das polícias civil e militar só não foi feita ainda porque todos os governos pós-democráticos, sem exceção, não tiveram a coragem e a decência de acabar com essa divisão que apenas dobra, ou multiplica, a insegurança em que fomos aquartelados vivos.

Que venha a PEC 102 então, vai mudar tudo. Sõ não muda o cidadão…ainda! Hoje temos duas Instituições pela metade.

Esse modelo de separar prevenção ao crime e investigação policial científica simplesmente jamais funcionou, a não ser para que jagunços uniformizados fizessem o serviço sujo da ditadura que destruiu um projeto de nação justa, segura e soberana. Policiais aprenderam táticas de greve com os companheiros sindicalistas. Assim como os traficantes cariocas aprenderam a se tornar crime organizado durante o convívio com a nata dos aprisionados comunistas, durante os anos 70, nas masmorras em que foram confinados por generais pouco instruídos na guerra ideológica. Eles se acasalaram em cativeiro.

Jagunço não!! Não somos idiotas! Na minha visão o que mata um movimento igual a este é o planejamento particular do líder do movimento grevista. Ele quer e deseja um posto no legislativo e usa o  movimento como degrau. Brasília, historicamente, aconteceu assim. Pois as reclamações são justas, a forma de cobrar é que não!

Ninguém mais toca no assunto. Simplesmente porque nossos governantes perderam o controle sobre essa legião armada que, como estamos assistindo, atônitos, é capaz de tornar toda a sociedade refém de suas demandas justas e desmandos inaceitáveis.

Obvio que eles têm de ser bem remuneradas. Um funcionário público não pode ocupar um território de bandidos ganhando menos que um assassino de aluguel. Assim como é evidente que a truclência de seus métodos de reivindicação. Nossos meganhas estão se tornando guerrilheiros? Mais um pouco, vão adotar métodos terroristas? Chantagistas, já são.

O mais irônico, talvez trágico, é que o PT subiu a rampa do Palácio da Alvorada pisoteando quase todas as bandeiras que, aos berros, conclamava por uma sociedade mais justa e digna. Foram os militantes de esquerda as maiores vítimas de uma policia sádica, pistoleira, esquizofrênica e que sempre tratou com desprezo os ideais republicanos.

Por covardia, por absoluta falta de coragem em enfrentar um dos seus maiores algozes, deixaram que o ovo da serpente gerasse, na encubadeira da omissão, essa monstruosidade que ameaça entregar o país à barbárie, à guerra civil em que todos são vilões e ninguém fala em cidadania.

Não por acaso, em vez de otimizar prevenção e inteligência, bolaram mais uma corporação bélica, a Guarda Nacional, pensada por FHC e implantada por Lula. Eles sabiam o que estava por vir. Botaram mais óleo na fervura de um caldeirão prestes a explodir. Repito: eles sabiam o que estava por vir. O caos está apenas se anunciando. Temos todo motivo para ficar preocupados.

O carnaval? Se ele cai acontecer? Por gentileza, não sejamos ridículos, isso não tem a menor importância. Terrível é a quaresma sangrenta que nos aguarda.

Por

Marco Antonio Araujo

Fonte:ttp://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2012/02/09/o-carnaval-da-pm-vai-se-tornar-a-penitencia-da-quaresma/ às 18:20h, de 10 de fevereiro de 2012.

Os sete hábitos de uma Instituição policial fracassada.

Nessa discussão não vou entrar em detalhes mas, mas…tanto problema. A falta de planejamento estratégicom e a ausência de um alinhamento estratégicom também deveria estar presentspes aqui, mas qual o motivo que me impedem de citá-los neste texto? Vou responder: porque são comuns! Citei aqui apenas os hábitos que geralmente não são valorizados na nossa Instituição. Há quem discorde… Por que será?
Vamos em frente.

1. Servir ao cliente errado.
O primeiro cliente para um Comandante deve ser o policial que está na rua, na viatura, à pé ou montado, não interessa. Se este policiais tratarem os cidadãos da mesma forma que os Comandantes tratam seus subordinados, o que resta desta fórmula serão reclamações em todos os sentidos. Respeito e comunicação com os integrantes da Unidade gera as mesmas atitudes nas ruas. Se você quer policiais que se preocupem com cidadāos, precisaremos de Comandantes que se preocupem com seus policiais.

2. O policiamento comunitário teatral.
Os Comandantes sāo forçados a fazer algo para o qual não estavam preparados ou que  não concordam. Coisas do tipo: “são ordens superiores, cumpra”, geralmente sem base estratégica.

O policiamento comunitário original envolve toda uma discussão dos problemas locais com a comunidade e policiais de linha, devidamente envolvidos com a filosofia,  apoiados ainda por pesquisas e empoderamento discretos, que são fundamentais para o sucesso deste policiamento.

Relações públicas, prevenção de crimes e reuniões comunitárias não são considerados exclusivamente policiamento comunitário mas geralmente substituem o trabalho duro da comunicação e colaboração que a comunidade ainda deve exercitar e ser incentivada a executar.

3. Integridade abandonada.
Algumas Unidades assumem “de boca apenas” a tarja da delinquência policial e não possuem confiança no profissionalismo de seus integrantes, na mesma direção, segue aquela Unidade que não possui nenhum tipo de controle sobre os policiais ou que não possui nenhum política de mudança de sua própria imagem, pelo menos para manter a frágil integridade que deveria existir.
Isto tudo inclui o trabalho com evidências, dinheiro relacionado com crimes, trabalho com jovens, drogas, trânsito e regras diversas para atendimento de ocorrências.
Monitorar o comportamento dos policiais serve para manter a disciplina e realizar uma identificação prematura de desvio de conduta, nestes casos, pode-se identificar os bons comportamentos também, dignos de elogios, que  após externados, encorajam ainda mais a integridade.

4. Treinamento exótico.
A estratégia de treinamento de uma Instituição policial fracassada é apresentada numa folha de caderno, um rascunho. A falta de foco na definição dos objetivos do treinamento favorece a aparição do treinamento do tipo exótico, por consequência, os policiais vão treinando aquilo que aparecer. Ė bacana oferecer treinamento especializado para motivar e manter os policiais interessados, mas enviar um policial para um curso de isolamento de local de crime com emprego de equipamentos de mergulho autônomo não faz sentido. Sem estabelecer qual a verdadeira necesidade das Unidades nunca existirá um plano de treinamento consistente e relevante.

5. Armadilhas camufladas
Unidades que não se preocupam com a saúde psicológica de seus policiais vão sofrer queda na produtividade e encurtamento na carreira, ou seja, aposentadoria prematura, elevados índices de afastamento por doenças ou ferimentos. Ignorar e encarar os eventos traumáticos simplesmente como “faz parte do trabalho” cria a sensação de ausência de proteção, que pode levar os policiais a uma erosão lenta de sua estrutura emocional.
Um serviço regular e preventivo para estes casos deveria ser tão importante quanto qualquer outro programa operacional que é planejado.

6. A linha de liderança abandonada.
A liderança requer o estabelecimento de manutenção, de cultura e tradição. Na ausência de senso de identidade, missão e propósitos, a partir dos Comandantes, cada policial vai criar o seu parãmetro de acordo com suas necessidades pessoais, conclusåo, cada um vai fazer força para um lado diferente. Policiais cínicos e individualistas podem dominar todo um grupo se não encontrarem símbolos positivos e ricos em qualidade. Uma linguagem informal dentro do grupo e tradições estabelecidas no seio deste grupo estebelecem líderes de valores positivos dignos de serem exemplos a serem seguidos.

7. Liderança individualista.
Alguns comandantes demoram a entender que eles não são as pessoas mais espertas do mundo sempre e falham em cultivar a inteligência e a influência nos seus Oficiais principalmente.
Idéias, devem genuinamente ser bem recebidas, disponíveis para consideração posterior e recompensadas quando forem implementadas por serem boas demais. Comandantes não gostam de dividir sua força, mas é essencial que eles dividam sua influência. Nem toda idéia é uma boa idéia, mas nem toda boa idéia vem do comando da Unidade. Se queres uma unidade fraca, comande com a política do medo, do medo que seus homens encarem o Comandante e discutam algo ou que seus policiais tenham medo em discutir algo, principalmente contrariando o Comandante.

Força e Honra!

Elaborado em dispositivo móvel, desconsidere os erros de digitação por gentileza

Mais em:

http://www.administracaoegestao.com.br/planejamento-estrategico/dificuldades-na-implementacao-da-estrategia/

http://www.clodomiro.xpg.com.br/e147.html

Curso de Operações Especiais – Como se tornar um Caveira!

Esse treinamento, chamado através de sua forma abreviada de COEsp, que dura aproximadamente dezesseis semanas, em Brasília o curso é realizado com uma carga horária aproximada de 1164 horas/aula e preparou a grande maioria dos integrantes da Companhia de Operações Especiais, mas também formou policiais de outros Estados do Brasil, assim como outros integrantes da Unidade foram formados por várias organizações policiais e militares do Brasil e exterior.

O Objetivo do COEsp é capacitar policiais militares (Oficiais e Praças) para o desempenho de missões que exijam especializações e doutrinas relativas às atividades das Operações Policiais Especiais.

As 16 semanas letivas são divididas em fases administrativas que visam a adequação do candidato à rotina do curso. Na fase administrativa, alguns conceitos básicos são repassados a esses policiais, para que eles não iniciem o treinamento carente de alguma habilidade importante que possa eliminá-lo do processo, por exemplo, higiene de campanha, primeiros socorros, acondicionamento de material, topografia, orientação básica e palestras diversas relativas à Teoria das Operações Especiais no mundo.

É um processo de seleção e treinamento, devido suas características de funcionamento. Segundo Chiavenato (2004, p.165), a seleção é o conjunto de procedimentos que visa atrair candidatos potencialmente qualificados e capazes de ocupar posições dentro da organização.

Conforme Marras (2001, p. 145), treinamento é um processo de assimilação cultural a curto prazo, que objetiva repassar ou reciclar conhecimento, habilidades ou atitudes relacionadas diretamente à execução de tarefas ou à sua otimização no trabalho. Já para Minicucci (1995, p. 182), o treinamento pode ser considerado um esforço planejado, organizado, especialmente projetado para auxiliar os indivíduos a desenvolverem suas capacidades.

Esse curso consiste em uma preparação e orientação dos candidatos aos trabalhos específicos da COE, sendo utilizado como um instrumento auxiliar da seleção, que traz como principal vantagem a observação de profissionais mais capacitados. É um treinamento que pode ser chamado de treinamento seletivo, aplicado depois de uma primeira seleção e aliado a uma posterior avaliação dos policiais candidatos, sendo esta uma segunda seleção dentro do mesmo processo, potencializando as chances de se realizar uma boa seleção.

Ao término do curso, momento em que recebeu as informações necessárias ao desempenho de funções, o policial estará habilitado para integrar e realizar as atividades de operações especiais na PMDF ou em sua Instituição de origem.

Processo de seleção

O processo de seleção para o Curso de Operações Especiais é divido em três fases: Exame de Saúde, Teste  Físico e Exame Psicológico e todas as fases tem caráter eliminatório como o exposto a seguir.

Exame de saúde

Os Candidatos interessados em participar de uma edição do COEsp devem apresentar os exames de saúde em duas etapas distintas, para serem considerados inscritos e poder iniciar o curso.

A finalidade dessa etapa é a verificação do estado geral de saúde do candidato, uma vez que estará submetido a intempéries e exigências físicas.

Uma excelente condição de saúde é fundamental para sustentar as dificuldades do treinamento, pois naturalmente o corpo ficará debilitado devido as dificuldades do curso. Caso algum problema venha a ser identificado durante o exame de saúde, o policial não poderá iniciar o treinamento seletivo, para não expor ao risco a própria vida.

Primeira etapa

O candidato deve apresentar, no ato da inscrição, a Carteira de Saúde com o exame de bienal[1] em dia, juntamente com um atestado de saúde recente, constando que o candidato encontra-se apto para a realização do teste físico.

Segunda etapa

Os candidatos que porventura forem aprovados na primeira etapa do exame de saúde, deverão apresentar os exames complementares.

Os exames exigidos nessa fase são: exame otológico e audiométrico;  exames laboratoriais, tais como, hemograma completo, HIV inclusive, glicose e radiografia do pulmão. Os exames complementares são entregues após a realização do exame psicológico.

Teste físico

Os índices especificados para o teste físico configuram como o mínimo exigido para que o candidato seja considerado aprovado e que possa fazer parte do processo de seleção e treinamento, sendo que nos exercícios de flexão de barra, flexão de braço, abdominal, salto em distância, corrida e natação, são atribuídas classificações aos aprovados a partir do candidato que alçar os melhores índices, para não ocorrer empates e possíveis eliminações de candidatos de forma injusta. Nos exercícios de subida na corda, salto em altura e flutuação(fardado e de coturno – 30min), os candidatos são considerados somente “aptos” ou “inaptos”.

O teste seletivo tem caráter eliminatório e em caso de empate dentro das vagas previstas, o critério adotado para o desempate é o da antigüidade de posto e graduação. Os civis são considerados como mais modernos em relação a militares.

Quadro nº 1 –  Índices do teste de aptidão física – COEsp.

PONTOS Natação200 m Corrida Rústica 8km Abdominal Flexão de Braço em Barra Fixa Flexão de Braço Salto em Distância (metros)
60 5’00” 50’ 48 10 35 4,00
62 4’50” 49’ 50 11 38 4,10
64 4’40” 48’ 52 12 41 4,20
66 4’30” 47’ 54 13 44 4,40
68 4’20” 46’ 56 14 47 4,50
70 4’10” 45’ 58 15 50 4,60
72 4’00” 44’ 60 16 53 4,70
74 3’50” 43’ 62 17 56 4,80
76 3’40” 42’ 64 18 59 4,90
78 3’30” 41’ 66 19 62 5,00
80 3’20” 40’ 68 20 65 5,10
82 3’10” 39’ 70 21 68 5,20
84 3’00” 38’ 72 22 71 5,30
86 2’50” 37’ 74 23 74 5,40
88 2’40” 36’ 76 24 77 5,50
90 2’35” 35’ 78 25 80 5,60
92 2’30” 34’ 80 26 83 5,70
94 2’25” 33’ 82 27 86 5,80
96 2’20” 32’ 90 28 90 5,90
98 2’15” 31’ 95 29 95 6,00
100 2’10” 30’ 100 30 100 6,10

Fonte: Plano de Curso 5º COESP (2008).

Exame psicológico

O Exame de aptidão psicológica, que também possui caráter eliminatório, é, via de regra, realizado sob a coordenação do CASO/PMDF e tem por finalidade distinguir, dentre os candidatos, os policiais que não apresenta um perfil de trabalho dentro do perfil profissiográfico previsto para a unidade, produzido através do trabalho da psicóloga Ana Lidia Gomes Gama – CRP 6260-01.

E de acordo com item 2.6.2, anexo “A“, do estudo de situação para criação do Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE, da Polícia Militar do Distrito Federal, o perfil profissiográfico desejado, agrega as seguintes características:

Agressividade controlada – restringir seu comportamento agressivo à necessidade da situação, conforme o prescrito nos procedimentos e doutrina. A agressividade deve ser utilizada como uma ferramenta, de forma consciente e livre de motivações do âmbito pessoal. Utilizar apenas o necessário para proteger a si, a Equipe e as vítimas.

Controle emocional – controlar suas emoções, como medo ou raiva, pautando suas ações pelas normas, procedimentos e doutrina. Separar problemas pessoais de problemas profissionais.

Disciplina consciente – antes de comportar-se, monitorar os diversos aspectos do ambiente físico e social, fazendo interpretações acuradas quanto ao que exige esse ambiente em termos de comportamento. Vasculhar seu repertório comportamental e emitir comportamentos considerados desejados, não necessariamente o que tem vontade ou o que seu estado emocional pede.

Espírito de Corpo – em situações de trabalho, cumprir o que foi acordado, usar de seus conhecimentos e habilidades para promover o bom desempenho e segurança de todos, tomar o sucesso do grupo como seu e vice-versa.

Flexibilidade – ter aptidão para resolver problemas, principalmente no plano lógico abstrato, ser dotado de poder de previsão e planejamento. Ter capacidade de descobrir os princípios subjacentes às mudanças sistemáticas, incluindo raciocínio indutivo e dedutivo.

Honestidade – ser uma pessoa conscienciosa acerca de questões relativas à moralidade, ética e valores. Dedicar-se ao trabalho e à produtividade, ter a sinceridade como principio básico.

Iniciativa – havendo um acionamento, colocar-se à disposição. Ao detectar problemas de qualquer natureza, comunicar-se da forma mais adequada à situação e/ou agir conforme os procedimentos prescritos e a doutrina. Dar cobertura(proteção) sempre que necessário, sem necessariamente esperar ordem. Agir prontamente, respeitando os procedimentos, autoridade e doutrina.

Lealdade – Imparcial em suas atitudes e mostrando fidelidade ao comando, eximindo-se do caráter pessoal em suas atividades diárias administrativas e operacionais.

Liderança – exercer influência natural sobre o grupo no que se refere à tomada de decisão. Discutir idéias abertamente, recebendo e fazendo críticas de maneira ponderada. Agir como um motivador do grupo em momentos difíceis.

Perseverança – resistência à frustração, manter-se em uma linha de atividade consistente mesmo após fracasso momentâneo ou retro alimentação negativa, utilizar-se de situações mal-sucedidas para aprender e aperfeiçoar-se, manter o ânimo mesmo diante do fracasso ou de tarefas que pareçam muito difíceis ou penosas.

Versatilidade – diante de situações novas ou mudanças na situação, propor novas formas de ação com os recursos disponíveis, de acordo com as normas e procedimentos ou conhecimentos técnicos, com eficiência e eficácia.

Alguns deve estar dizendo, mas estes são os mandamentos das operações especiais, sim, são! Mas é isto que procuramos em nosso policiais. Um conjunto destas características, que agreguem um profissional, vamos dizer assim: ideal!

Além destas características, procura-se profissionais que possuam ainda as seguintes características: autocrítica, comunicabilidade, discrição, dinamismo,  direção, meticulosidade, previsão, persuasão, perspicácia e sociabilidade.

A presença de candidatos de outras instituições é uma constante, todos os cursos tiveram praticamente a presença, seja de militares ou policiais de várias regiões do Brasil.

Os planos de curso, geralmente, sugerem as seguintes regras para a inscrição de profissionais de outras corporações, os seguintes parâmetros:

  • Os candidatos de outras Corporações devem apresentar todos os exames médicos especificados;
  • Independentemente  dos testes físicos realizados nas corporações de origem, caso forem exigidos, todos os candidatos de outras Instituições são submetidos aos testes físicos, de caráter eliminatório, contidos na tabela acima novamente, por motivos de segurança;
  • Pode ser dispensada a apresentação do Exame Psicológico aos candidatos de outras Corporações, este exame e verificação do perfil do policial ou profissional, ficará a cargo das Instituições de origem do candidato, por não possuírem vínculo operacional de trabalho com a PMDF.

E concluída essas etapas, o candidato inicia o referido treinamento, é matriculado no curso e passa a chamar-se a partir de então de aluno, momento em que recebe uma numeração de acordo com seu Posto ou Graduação.

O maior número de desistências ocorre nos primeiros dias, após a semana administrativa, no apelidado “módulo impossível”, com o desligamento aproximado de 45% dos inscritos, seja por problemas médicos ou pela ausência da vontade em continuar o treinamento.

Matérias do curso de operações especiais

A cada edição do Curso de Operações Especiais é feita uma avaliação das matérias do treinamento, para levantar que atividades novas tornaram-se interessantes a partir da época, adequando às novas tecnologias ou ainda, extraindo do currículo do curso, aquela atividade que não agrega valor técnico para atividade.

Em edições passadas, os alunos recebiam treinamento em cavalaria, que foi eliminada para aproveitamento da carga horária em outras matérias mais interessantes, como tiro, explosivos, gerenciamento de crises e direitos humanos.

As inovações tecnológicas também tem influenciado na inclusão de algumas matérias que até então não faziam parte do currículo, como é o caso da matéria informática aplicada à atividade de operações especiais, onde os policiais aprendem a utilizar os recursos tecnológicos disponíveis nas ocorrências policiais de forma eficiente.

A seguir temos uma tabela com as matérias do curso e a respectiva carga horária.

Quadro nº 2 – Matérias do COEsp e carga-horária.

Área de Ensino Nº de Ordem Matérias Carga Horária
Profissional
01 Teoria das Operações Especiais 12
02 Socorros de Urgência e Ofidismo 48
03 Instrução Tática e Individual 60
04 Patrulha Policial 54
05 Sobrevivência no Cerrado 48
06 Topografia e Orientação 36
07 Técnicas Verticais 72
08 Treinamento Físico Específico 54
09 Combate Corpo a Corpo 54
Profissional 10 Armamento e Munição 36
11 Técnicas Especiais de Tiro 48
12 Inteligência Policial 12
13 Comunicações 12
14 Direitos Humanos 12
15 Operações Químicas 30
16 Atirador Policial de Precisão 36
17 Informática aplicada a atividade de operações especiais 12
18 Salvamento Aquático 36
19 Patrulhamento Tático e Abordagem 24
20 Combate a Incêndios 12
21 Operações Subaquáticas 36
22 Gerenciamento de Crises 24
23 Ações Táticas Especiais 84
24 Técnicas de Negociação 36
25 Ações Antibomba e Contrabomba 42
26 Segurança de Dignitários 48
27 Operações Helitransportadas 36
28 Pára-quedismo Operacional 24
29 Operações de Choque 18
30 Operações com cães 12
Soma da área de Ensino Profissional 1068
Atividades Complementares 01 À Disposição da Coordenação 96
Soma da área de Atividades Complementares 96
SOMA DA CARGA LETIVA TOTAL 1164

Fonte: Plano de Curso 5º COEsp/PMDF (2008).

Fases do curso de operações especiais

No decorrer das dezesseis semanas, o aluno do COEsp irá encarar as três  distintas fases em que o curso está dividido:

–        A fase rústica;

–        A fase policial; e

–        A fase técnica.

E visando esclarecer, de forma bem objetiva o que compreende cada uma das fases, será apresentado adiante um esquema com as matérias abordadas em cada momento do curso.

Fase rústica

A fase rústica tem por objetivo trabalhar o lado intuitivo e o emocional no policial.  Nesta fase, o aluno deve procurar saber e conhecer como o frio, o medo, fome, calor e cansaço atuam em sua mente e no seu corpo. É a fase na qual irá  conhecer suas fraquezas e deverá aprender a controlá-las.

O aluno deve ter noção do seu limite físico e psicológico, deve aprender a superar a dor e o cansaço físico, com foco na resiliência, importante para as outras atividades.

A coordenação vai verificar como o grupo se comporta diante das dificuldades. E aqui existe a preparação do homem fisicamente e emocionalmente para recebimento da bagagem técnica.

O interessante dessa fase é a percepção, por parte da coordenação, do desenvolvimento psicológico que o policial apresenta e as formas de como supera as dificuldades das tarefas impostas, ultrapassando seus limites físicos e psicológicos.

Nessa etapa, alguns exercícios que exijam desempenho intelectual, principalmente em assuntos relacionados a planejamento de operações e emprego tático de pessoal, além da avaliação correta de como atuar em qualquer ambiente.

A fase seguinte, a fase policial, aproveita as características da fase rústica, preparando o aluno para a próxima fase.

Na fase policial serão enfatizadas as qualidades pessoais bem como habilidades e atividades que exijam uma boa coordenação motora.

Continua…


[1] Exame médico obrigatório aos Policiais Militares da ativa da PMDF, deve ser realizado de dois em dois anos, mas aos Policiais acima de 40 anos passa a ser realizado de ano em ano. Outras instituições possuem avaliações semelhantes.

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