Forças Especiais e Comandos Brasileiros no Haiti.

Um livro que retrata as passagens dos FE’s e Comandos em território haitiano, numa luta bem narrada contra criminosos locais.

Capa - DOPaz

O livro DOPaz pode ser adquirido neste site pela bagatela de R$ 36,90, de autoria de Tahiane Stochero.

Mas o que nos entristece é o comentário de Caco Barcellos, O jornalista, que compara as missões das PM’s, principalmente do BOpE do Rio neste caso, colocando estes como sendo os verdadeiros inimigos da sociedade. Só esqueceu de dizer que uma parte do treinamento que os FE’s receberam foi realizado no BOpE do Rio também.

Este é um dos trechos do livro disponíveis na web para aguçar o apetite à leitura deste assunto.

Vá e vença!!

Batismo de fogo

A madrugada é de tensão na Base General Bacellar, instalada em uma universidade desativada de Porto Príncipe que abriga parte do contingente brasileiro na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). Os vinte homens que integram o Destacamento de Operações de Paz (DOPaz), a tropa de elite do Exército do Brasil, não conseguem dormir às vésperas da primeira grande operação preparada para desarticular uma importante gangue de Cité Soleil, a região mais violenta do país.

Preocupações com logística — como testar os aparelhos de comunicação, armazenar a munição reserva e decorar posições — impedem que o sono venha. Alguns militares vestem o colete à prova de balas, enquanto outros ajeitam o radiotransmissor no capacete azul ou acoplam a lanterna ao fuzil de assalto M-4. Versão moderna do fuzil M-16, utilizado desde a Guerra do Vietnã pelos melhores exércitos do mundo, a arma foi desenvolvida especialmente para o conflito urbano com o objetivo de minimizar os efeitos colaterais — como são denominados os civis mortos e feridos em confrontos.

Formado exclusivamente por soldados dos tipos Comandos e Forças Especiais (os FE), unidades preparadas para a guerra nos mais diversos ambientes, o DOPaz é coordenado por quatro capitães, e a eles estão subordinados 16 praças — seis sargentos e dez cabos e soldados, especialistas em demolições, comunicação, tiro técnico e armamento. O grupo, oriundo da Brigada de Operações Especiais, sediada em Goiânia, foi criado no início de 2006 para atuar com liberdade tática total, respondendo de forma rápida e autônoma a ameaças e problemas que viessem a surgir durante a missão de paz. No Haiti, o DOPaz é sempre o primeiro a agir nas operações de combate pesado contra os grupos armados e tem como lema cumprir “qualquer missão, em qualquer lugar, a qualquer hora e de qualquer maneira”.

O destacamento teoricamente não existe na estrutura organizacional do batalhão brasileiro no Haiti e nunca é citado em documentos oficiais do Exército e da ONU. O grupo só aparece em relatórios sigilosos sobre as operações e de forma genérica. Poucos sabem da existência do DOPaz ou conhecem a identidade de seus integrantes.

São três horas da madrugada do dia 22 de dezembro de 2006. Os militares aguardam a ordem para o início da Operação Natal Pacífico, que tem como objetivo prender Pierre Belony Emalise, líder criminoso de 27 anos que domina Bois Neuf e Drouillard, duas das 34 regiões de Cité Soleil. Ambas são consideradas pela imprensa indústrias de cativeiros em série.

Como a ação é de alta periculosidade, o coronel Kid Bleu, comandante do 6o contingente brasileiro na Minustah, determina que o Destacamento de Operações Sociais e Psicológicas de Paz (DOSPaz), chefiado pelo capitão Mancha Negra e formado por mais sete militares Comandos e Forças Especiais, passe a integrar o DOPaz.

Com o cronograma da operação em mãos, o capitão Kid Preto, comandante do DOPaz, reúne todos para acertar os últimos detalhes: os relógios são sincronizados, senhas e códigos combinados e, pela última vez, a ação é ensaiada. Uma hora depois, os Urutus — veículos blindados brasileiros — deixam a Base General Bacellar com os 28 militares a bordo. No Haiti, os veículos trocam a camuflagem pela pintura branca. Na lateral, em preto, destaca-se a insígnia UN (ONU em inglês). Para não fazer barulho, eles se locomovem lentamente pelas vielas imundas e escuras. Na entrada da rua Impasse Chavanne, no coração da favela Drouillard, encontram a equipe de Comandos Anfíbios, tropa especializada da Marinha brasileira que os apoiará no confronto.

Ciente do poderio bélico dos bandidos e de que é questão de honra o resgate de um veículo de combate uruguaio que fora capturado na noite anterior pela gangue de Pierre Belony, o coronel Kid Bleu autoriza o emprego de armas de alta destruição contra edificações ocupadas pelos criminosos. A missão deve ser cumprida antes do Natal, segundo ordem emitida pelo representante da ONU no Haiti, o embaixador guatemalteco Edmond Mulet. E a qualquer preço. A decisão tem fundo político. A comunidade internacional, que em 2004 acordara o envio da força de paz quando uma onda de protestos provocou a queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide, exige uma ação contundente contra a insegurança crônica em Cité Soleil, considerado um reduto do crime.

Depois de um período de relativa tranquilidade, que se seguiu à volta ao poder de René Préval cerca de um ano antes da operação, o terror voltou à rotina haitiana e a imprensa local apelida os capacetes azuis de “turistas”, considerando- -os fracos e inativos diante do caos que se reinstalara no país. Comércio, bancos e embaixadas fecham as portas às 16 horas, para que funcionários possam chegar em casa antes do pôr do sol. As aulas são suspensas temporariamente. Crianças e adolescentes são encontrados mortos junto a montanhas de lixo e dutos de esgoto, pois os familiares não têm dinheiro para pagar o resgate exigido pelos seqüestradores.

Afirmando ter aberto mão da soberania do país ao aceitar uma intervenção internacional, parlamentares haitianos exigem da ONU uma demonstração de força frente aos atos de terror perpetuados pelos grupos armados. É necessário mostrar quem controla a situação. Algo tem de ser feito com urgência.

“Kid Preto, aqui é Kid Bleu. Ordem concedida para avançar e tomar as casas dominadas pelos bandidos. A missão deve ser cumprida, custe o que custar, e sem baixas”, informa o coronel brasileiro, pelo rádio, ao comandante do DOPaz, utilizando seus codinomes.

Todos os militares brasileiros que integram a missão de paz possuem codinomes, espécie de siglas ou apelidos usados individualmente para que não sejam identificados no rádio por seus nomes verdadeiros, colocando em risco a vida e o sigilo das operações.

“Missão dada é missão cumprida!”, responde Kid Preto, dentro de um blindado que já está no interior da favela, pronto para iniciar a operação. Kid Preto é tradicionalmente o codinome utilizado pelo militar Forças Especiais de maior comando nas operações do Exército brasileiro.

“Bodão e Mancha Negra. Aqui é Kid Preto falando. Avançar!”, ordena ele ao subcomandante do DOPaz e ao colega do DOSPaz, que estão em outros blindados coordenando subgru- pos de combate. Às 5h10, em uma encruzilhada na entrada do bairro de Bois Neuf, próximo à casa do líder criminoso Pierre Belony, alguns militares começam a atirar em alvos previamente estabelecidos: construções nas quais os bandidos se refugiam e de onde sempre atacam os brasileiros.

Com a ordem de Kid Preto, o primeiro Urutu liga o motor e o capitão Mancha Negra faz o sinal da cruz. Como não há outros operadores de metralhadora MAG disponíveis no seu veículo, ele assume a função. De fabricação belga, as MAG de calibre 7.62mm são pesadas e possuem cadência de até mil tiros por minuto. O oficial é o primeiro na linha de frente e deve responder rapidamente caso os brasileiros sejam alvejados.

“Podem mandar bala!”, avisam Bodão e Mancha Negra, pelo rádio, aos comandados. Com uma espécie de bazuca, começam a ser disparadas as AT-4 — bombas usadas contra tanques e construções —, a uma velocidade de 285 metros por segundo, atingindo imediatamente alvos a até 2 quilômetros de distância. A gangue de Pierre Belony revida com tiros de fuzis e metralhadoras. O confronto é intenso.

“Alvorada, bando de vagabundo!”, grita Assombroso, que é o mais experiente atirador de elite do DOPaz.

No mesmo blindado de Assombroso está o capitão Bragaia, o terceiro na hierarquia de comando do DOPaz, atrás de Kid Preto e Bodão. O oficial usa um fuzil Barret .50 que, com balas traçantes, é capaz de acertar um alvo a até 1.500 metros. O capitão sabe do poder que tem em mãos e é cauteloso: com a arma é possível derrubar um helicóptero ou até mesmo um avião de pequeno porte. Durante o lançamento, as chamas dos disparos queimam o braço de Bragaia. O barulho é ensurdecedor.

Ao som dos estopins de tiros colidindo contra os Urutus, os militares desembarcam. Antes de dividirem-se para invadir as casas dos bandidos, gritam: “Comandos!” É o grito de guerra do curso de Comandos do Exército, cujo lema é “o máximo de confusão, morte e destruição nas retaguardas profundas do inimigo”.

“Me dá cobertura!”, grita Bragaia para um atirador que está em um blindado entrincheirado logo atrás, para que ele use a metralhadora MAG enquanto os componentes da tropa de elite do Exército e da Marinha saiam dos carros com segurança.

Na sequência, cada grupo corre na direção da construção que lhe cabe invadir: quando um soldado avança entre 5 e 10 metros, outros dão cobertura. A mira do fuzil acompanha o olhar. Neste momento, qualquer deslize pode custar uma vida. “Só se atira no que se vê, seguindo as regras de engajamento”, lembra Kid Preto pelo rádio.

Com outros sete homens, os capitães Mancha Negra, Bodão e Bragaia invadem uma casa azul de dois andares, onde funcionava uma escola adventista. Em meio à troca de tiros, um repórter de uma agência internacional, usando colete à prova de balas e com o microfone em mãos, tenta entrevistar o comandante do DOSPaz.

“Ô rapaz… Sai daí agora! Quer morrer?”, se exalta Mancha Negra.

Minutos depois, uma rajada de tiros passa raspando pela cabeça do oficial, despedaçando tijolos de uma mureta de concreto a seu lado. Procurando a procedência dos disparos, ele olha por meio de paredes quebradas ao seu redor e vê, pelas frestas, dezenas de criminosos correndo. Alguns usam toucas ninjas, outros têm o rosto pintado com tinta preta sobreposta por listras brancas.

“Tem um cara ali naquele beco. Olho nele, olho nele!”, alerta Mancha Negra para Bodão.

O subcomandante do DOPaz faz a mira no bandido, mas desvia o olhar ao ouvir um barulho ao seu lado. Bragaia também se assusta. Na tentativa de se abrigar do tiroteio, o sargento Tatu cai em uma fossa, não percebendo o buraco enquanto corria. Apesar da tensão do momento, os militares dão algumas risadas.

“Avança, Tatu! Avança! Rápido, pode ir até aquela laje que te dou cobertura”, grita Mancha Negra, preocupado com o companheiro. Atolado no bueiro, coberto de sujeira e fezes, Tatu é resgatado pelos colegas.

Do outro lado da rua, cabe ao subgrupo de Kid Preto a tarefa de conquistar uma casa amarela de dois andares. Para não deixar o DOPaz sem comando, Kid Preto e Bodão nunca estão no mesmo lugar: se um vier a morrer, o outro assume o destacamento. O cabo Biscuit, um spotter (observador que auxilia o atirador de elite), é um dos primeiros a deixar o seu blindado com a missão de fixar uma carga de explosivos na porta da construção. A dobradiça está enferrujada e ele de- mora mais de cinco minutos para colar os detonadores com fita adesiva.

“Vamos, Biscuit, arma logo esta merda! Ou você quer voltar no saco preto para o Brasil?”, grita Kid Preto.

Neste momento, dezenas de tiros alvejam as paredes da casa, atingindo tijolos a menos de 5 centímetros das mãos que carregam a carga de explosivos. Kid Preto percebe uma pequena lâmpada acesa bem em frente à residência e acima da cabeça de Biscuit. A luz expõe o spotter, deixando-o nervoso e dificultando a conclusão da tarefa. Kid Preto atira na lâmpada. A porta explode e o DOPaz avança rapidamente. Estrategicamente posicionados, os militares começam a atirar na gangue de Pierre Belony, que, por sua vez, busca alvejar os capacetes azuis.

Um atirador de elite brasileiro, previamente posicionado sobre a laje de uma casa localizada em frente à favela, avista um haitiano que se prepara para disparar. Antecipando-se, acerta-o primeiro. Desde a criação da Minustah, em todas as operações, o Exército posiciona os atiradores de elite — chamados de “caçadores” — nos locais mais altos. Com uma visão privilegiada, eles podem advertir os companheiros que se encontram no chão ou eliminar inimigos. A tática já salvou a vida de muitos soldados no Haiti e nenhum comandante dá-se ao luxo de abrir mão dela.

Ao ver o fuzil do criminoso no chão, uma mulher mu- lata corre em direção à arma. Soltos, os cabelos cacheados balançam conforme seus passos, despertando a atenção do atirador, que a segue com a mira. Temeroso e buscando evitar que a jovem alcance o fuzil, o sargento dispara próximo a ela. Assustada, ela para. Observa ao redor, tentando descobrir a procedência do disparo. Joga-se no chão e continua a engatinhar em direção ao fuzil, estendendo o braço direito para pegá-lo. Atento à ação, o atirador dispara mais uma vez, acertando a mão da haitiana, que mesmo assim não recua e tenta novamente agarrar a arma. Um último tiro elimina a ameaça.

O caçador está cumprindo as regras de engajamento, que determinam o emprego da força na missão de paz e autorizam os militares a atirar sempre que funcionários da ONU ou a população estejam em “situações de risco, ameaça ou intenção de ato hostil”. Segundo o documento confidencial que define a conduta das tropas da Minustah, “o emprego da força deve ser pautado pela proporcionalidade”, mas pode ser aplicado “contra pessoas ou grupos que limitem a liberdade de movimento” de civis ou militares.

Na verdade, o texto que determina as regras de engaja- mento explicita que a tropa possui carta branca para disparar também quando não há risco iminente, durante operações, como a Natal Pacífico, destinadas a conquistar áreas domina- das pelos criminosos e matando, se preciso for. A Minustah está embasada no Capítulo VII da Carta da ONU, o que a define como uma missão de “imposição da paz”.

O termo “regras de engajamento” surgiu quando a Força Tigre — unidade de elite formada por Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos — atuou na Guerra do Vietnã, entre 1959 e 1975. Historiadores relatam, porém, que as normas que proibiam, entre outros atos, o assassinato de civis desarmados, tiveram aplicação relativizada no campo de batalha. Os soldados alegavam que desconheciam o terreno e o inimigo e que, por isso, usavam a força mesmo quando, em tese, não era necessário.

Em frente à casa amarela conquistada por Kid Preto, em uma igreja cujas paredes agora estão perfuradas por balas, atiradores de elite do DOPaz posicionam-se em lugares pre- viamente determinados. Assombroso é um deles. Caçador há vinte anos — um dos melhores do Exército —, ele considera a profissão uma “vocação”.

Com olhar clínico, Assombroso avista um grupo de 15 criminosos que, armados e disparando, correm em direção à igreja onde ele está. Coloca o dedo no gatilho e percebe que sua posição não é nada boa.

“Bodão, eu não fico neste lugar, não. Vou morrer aqui!”, diz, já sob tiros.

Assombroso corre para o canto esquerdo da igreja “mandando fogo”, como ele mesmo diz. O caçador foca-se em um corredor que o grupo de Mancha Negra e Bodão acabou de ocupar. Ele não se mexe, nem mesmo pisca. Na primeira vez em que um suspeito coloca o rosto para fora de uma porta, observando o movimento, o atirador posiciona o fuzil M-24 sobre uma mureta e prende a respiração. Silêncio. O olhar se fixa. O vento forte joga terra em seu rosto. Sorte estar usando os óculos de proteção, que permitem visão noturna.

Assombroso é paciente. Na segunda vez em que o haitiano, armado, verifica se pode seguir adiante, o caçador tenta adivinhar os pensamentos do criminoso. O momento é estressante. Assombroso não relaxa um segundo sequer. Na terceira vez, quando o bandido expõe a cabeça e começa a correr, é hora de disparar. O tiro acerta o alvo, que cai logo em seguida, saindo do campo de visão do caçador.

O fuzil do criminoso tomba. Mesmo sem vê-lo, Assombroso sabe que o homem está morto, pois, daquela distância, cerca de 300 metros da vítima, costuma sempre acertar em cheio o tórax e o crânio do alvo. A imagem do rosto do homem atingido, gravada antes do disparo, ficará para sempre em sua memória.

Ao passar pelo local e ver o corpo no chão, uma mulher grita. Com um cabo de aço, outro integrante da gangue de Belony tenta puxar a arma caída. Como sabe que os brasileiros não atiram em pessoas desarmadas, o criminoso larga o fuzil que leva consigo e passa calmamente em frente ao atirador para recolher o corpo do companheiro abatido.

Bodão fica andando entre os atiradores para conferir a situação e, ao se esconder, acaba esbarrando nos soldados entrincheirados.

“Porra, Bodão, se liga. Você já me fez perder dois!”, grita Assombroso para o subcomandante do DOPaz, que se juntou aos caçadores após a tentativa de invasão da casa.

“Pô, Assombroso, o que você quer que eu faça? Preciso passar”, reage o capitão.

Observados pelo atirador a pelo menos 80 metros a sudoeste da casa azul, bandidos vestem toucas ninjas e coletes bege similares ao da Polícia Nacional Haitiana (PNH), procurando confundir os capacetes azuis. Em seguida, Assombroso vê vários criminosos correndo à sua frente em um campo aberto. Armados, eles atravessam rapidamente as vielas de Cité Soleil e escondem-se entre as casas. O caçador não dispara por saber que a bala, de alto calibre, não iria parar tão cedo, perfurando as finas paredes de zinco e madeira das habitações.

Assombroso posiciona novamente o M-24 e aguarda a hora certa de agir. Se disparar no momento errado, colocará em risco sua vida e a de outros militares. Mais um bandido é eliminado naquele momento. Assombroso conta: é o sétimo na operação. O atirador, pai de três filhos, lembra-se que seis meses de trabalho na missão de paz ainda o esperam pela frente.

Ao perder mais um integrante da gangue, Pierre Belony reage. Centenas de disparos começam a acertar ininterruptamente as paredes das casas onde estão os brasileiros. Na porta que dá acesso a um dos corredores da casa azul, um cabo, também spotter, está deitado no chão quando rajadas de metralhadora são ouvidas. Os tiros atravessam todo o segundo andar da antiga escola e colidem contra um poste de sustentação, passando de raspão pela cabeça do praça. O medo da morte ronda os pensamentos de todos pela primeira vez.

“Filho da puta! Bodão, resolve logo essa porra, antes que alguém seja atingido”, reage, preocupado, Assombroso.

Gritos invadem então a frequência do rádio do grupo. “Louco está ferido! Louco está ferido! Louco está ferido!”

 

Extraído de: http://www.objetiva.com.br/arquivos/capas/896.pdf, acesso em 03/11/2010, às 13:30 horas.

 

 

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About Carlos Melo

Especialista em Segurança Pública, formado pela Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB, 1997). Exerceu cargo na Polícia da ONU (UNPOL) na Missão das Nações Unidas em Timor Leste(UNMIT -2008 e 2009), onde trabalhou em ações de investigador. Instrutor de alguns cursos na PMDF, dentre estes, do Curso de Operações Especiais, especialista em técnicas e táticas de resgate de reféns, tiro policial e gerenciamento de crises. Também ministrou palestra vários organismos públicos e privados, sobre ameaças de bomba e seqüestro relâmpago. Especialização Inteligência Estratégica e segurança da informação.

2 responses to “Forças Especiais e Comandos Brasileiros no Haiti.”

  1. Ribamar says :

    Queria apenas estar lá….

  2. marcelo Tenedine says :

    ba pelo q vi é execlenti esse livro vou comprar

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